sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Wolven, Di Toft

Wolven

Na opinião de Nat Carver, o estranho animal que se apresentava diante dele parecia dever suas origens mais ao dr. Frankenstein do que ao dr. Darwin. Por um momento, ele se sentiu sem palavras, embora se lembrasse de uma outra que poderia ter falado, caso sua mãe não estivesse ali.

Eu não estava exatamente morrendo de vontade de escrever uma resenha sobre Wolven. Estava nos meus planos, mas eu ia deixar para depois, procrastinar tanto e acabar escrevendo um comentário. Até que percebi que não ia dar tempo de ler o livro que pretendo ler para o Desafio Literário Skoob do mês. Então acabei ficando com este, que li mês passado, só para não passar em branco.

Wolven conta a história de Nat Carver, um garoto que adota um cachorro um pouco estranho chamado Woody e descobre que ele fugiu de um projeto secreto de ciência que envolve o governo inglês. Enquanto Nat e Woody tem que aprender mais sobre a situação e fugir dos caras malvados que querem o cachorro-lobo de volta, Nat também precisa aprender a lidar com seu cotidiano em uma cidade nova, com garotos que não gostam dele.

Vejam bem, eu costumo gostar de livros infantojuvenis. Mas, normalmente, eu leio aqueles que têm a minha cara, que já espero gostar. Li Wolven só porque ele apareceu na minha frente e eu já sabia que ele não se tornaria um favorito, porque, gente, o que é essa capa??? É muito feia. Então minhas expectativas eram baixas, só queria que o livro fosse divertido e prendesse a atenção. E nem isso ele fez direito. Não é que Wolven seja propriamente ruim. Mas, além de não ser o meu estilo (faz um tempo que tenho preguiça de livros com criaturas sobrenaturais como lobisomens ou vampiros), também não é propriamente bom. As cenas de ação são sem graça, o humor é fraco, os personagens são pouco desenvolvidos…

É raro que a leitura não flua em um livro fácil de ler, mas é o que aconteceu com Wolven. Eu lia um capítulo e não tinha vontade de ler mais. No entanto, depois de meter o pau, ainda acho que talvez seja só um livro que não é para mim. Talvez pessoas mais novas ou que gostem de histórias de lobisomens curtam mais do que eu.

Avaliação final: 2/5

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

TAG: 7 coisas

A Samy me indicou essa tag em fevereiro, e eu acabei só fazendo agora porque… Eu nem sei por quê. Enfim, a tag consiste em listar 7 coisas — que nem sempre são coisas — de diversas categorias. O meu instinto era explicar tudo, justificando cada coisinha, mas decidi deixar para lá e ser mais direta dessa vez, mesmo que algumas respostas pareçam estranhas.

7 coisas pra fazer antes de morrer:
- Me formar na faculdade
- Ir ao Japão
- Ter mais um animal de estimação
- Ver um panda ao vivo
- Aprender a fazer feijoada
- Ler todos os livros que comprei
- Aprender a fazer malabarismo com três bolinhas

7 coisas que mais falo:
- Tanto faz
- Não sei
- O que a gente vai comer?
- Sabe o que eu estava pensando?
- Sabe o que é curioso?
- E aí?
- O quê?

7 coisas que faço bem:
- Tirar notas altas em provas
- Acumular material escolar
- Procrastinar
- Demorar séculos para terminar animes/séries
- Me lembrar de coisas inúteis
- Criar métodos de organização que não vou seguir
- Ouvir conversa de gente aleatória

7 coisas que não faço bem:
- Indicar direções
- Falar em conversas com muita gente
- Comprar presentes para quem não lê
- Fazer exercícios que envolvam muita coordenação motora
- Fazer as coisas antecipadamente
- Trabalhos acadêmicos sobre temas que não me interessam
- Encher linguiça em textos acadêmicos

7 coisas que me encantam:
- Filhotes
- Natureza
- Literatura
- Música
- Chocolate
- Animações
- Aprendizado

7 coisas que eu não gosto:
- Pessoas que ficam usando o celular no cinema
- Pernilongo
- Pessoas que andam devagar em grupo
- Desperdício
- Telefone
- Burocracia
- Perder/não encontrar algum objeto

domingo, 16 de agosto de 2015

Precisamos de novos nomes, NoViolet Bulawayo

Precisamos de novos nomes

Se você for roubar alguma coisa, é melhor que seja pequena e fácil de esconder, ou algo que você possa comer depressa e acabar logo com a história, como goiabas. Assim, as pessoas não podem ver você com a coisa e se lembrar de que você é um ladrão sem-vergonha e que você roubou aquilo deles, então eu não sei o que os brancos estavam tentando fazer, para começo de conversa, roubando não uma coisinha de nada mas um país inteiro. Como é que as pessoas vão conseguir esquecer se você roubar algo assim?

A capa de Precisamos de novos nomes foi o que me fez prestar a atenção no livro. Quando descobri que a autora é do Zimbábue, minha vontade de ler só aumentou. Estava pensando em comprá-lo na Festa do livro da USP, porque 50% de desconto é algo que não se pode ignorar, mas aí vi o livro na biblioteca e corri para pegá-lo, não me importando por quebrar a minha regra recém-criada de pegar um livro só por vez. Afinal, vai que alguém aluga o livro primeiro e rouba, né? (sabe aquelas pessoas que não têm limites nas compras de livros, sempre procurando por desculpas para comprar mais? Então, eu não tenho limites nem nas compras nem na biblioteca. Eu compro um monte de livros, mas dou prioridade para o que pego na biblioteca porque sou besta assim mesmo)

Precisamos de novos nomes é um romance de formação narrado por Darling, uma jovem garota que mora em uma bairro pobre de Harare. Ela passa os seus dias brincando na rua com seus amigos, indo ao bairro rico da cidade roubar goiabas com eles e esperando ansiosamente a sua mudança para os Estados Unidos. Quando ela finalmente se muda, percebe que a vida que leva no país não é exatamente o que esperava e que sempre será estrangeira nessa terra.

Romances narrados por crianças ou jovens em cenários violentos são bem comuns, mostrando um pouco da confusão e da ingenuidade deles. Apenas falando sobre a África, por exemplo, posso citar AvóDezanove e o segredo do soviético e Hibisco roxo. Precisamos falar sobre novos nomes não traz muitas novidades no uso dessa narração, embora a voz de Darling seja bem desenvolvida e única — gostaria de ter lido o livro no original, para ver melhor a linguagem dela e as diferenças pré- e pós-Estados Unidos.

Muitos temas são tratados no livro: doenças, religião, racismo, colonialismo, a exploração que algumas pessoas fazem da pobreza, entre outras coisas. Darling não entende sobre tudo de que fala, mas quase tudo fica claro para o leitor. Quando concluí o livro, pensei que talvez essa narração direta, que escancara as críticas mesmo que a própria narradora não tenha consciência disso, deixasse pouco para a reflexão do leitor. Mas, pensando melhor, essa honestidade é válida também, por que não? Além disso, mesmo que muitos temas sejam óbvios ou até previsíveis, eles não deixam de ser menos importantes por isso, e um livro não precisa ser inovador para ser bom. Também deve ter várias sutilezas que não consegui captar por serem sobre a realidade do país. É muito fácil dizer “ai, livro africano sobre a pobreza narrado por criança, já tem 500 sobre o assunto” como se a África fosse tudo a mesma coisa. A gente não fala “nossa, outro livro europeu sobre a 2ª Guerra narrado por um homem de meia-idade, que repetição” (quer dizer, às vezes a gente fala. Ops).

Achei interessante ler um livro que se passa em uma época mais atual, com referências recentes, como a Rihanna e a Kim Kardashian. Tenho a impressão de que muitos livros mais “literários” (muitas aspas aqui, por favor) fogem de citações a cultura pop, mas é inegável que ela influencia muito a nossa vida, especialmente quando jovens.

Enfim, gostei bastante de Precisamos de novos nomes. O livro prendeu a atenção, mesmo com muitos saltos temporais. Talvez não seja uma leitura especialmente marcante, mas foi boa, e indico principalmente para quem quer começar a conhecer literatura africana.

Avaliação final: 4/5

domingo, 9 de agosto de 2015

Os últimos filmes que eu vi #13

1- Viagem à Lua (Georges Méliès, 1902)
Viagem à Lua
O curta, até onde sei, é o primeiro filme de ficção científica. Como o título explica, é a história de um homem que vai até a Lua. É claro que, considerando a época, os efeitos especiais são toscos, mas é interessante observar a criatividade dor Méliès e ver os primórdios do cinema. Avaliação: 3,5/5
2- A pequena loja de suicídios (Patrice Leconte, 2012)
A pequena loja de suicídios
É uma animação de humor negro, retratando a história de uma família que tem uma loja de artigos para suicídios — venenos, cordas, armas… Isso é considerado normal para a sociedade mostrada pelo filme, em que todos vivem tristes. Tudo corre bem com a loja, até que os pais têm um filho que nasce feliz e questiona o modo de viver deles. A pequena loja de suicídios é um musical, mas eu, que não sou das maiores fãs do gênero, não cheguei a me incomodar com a cantoria. A animação é bem interessante do ponto de vista do meu senso estético e a história prendeu a atenção, mesmo que eu não tenha gostado muito do final. Fiquei curiosa para ler o livro que inspirou o filme. Avaliação: 3,5/5
3- Era uma vez em Tóquio (Yasujiro Ozu, 1953)
Era uma vez em Tóquio
Eu tinha vontade faz tempo de ver um filme do Ozu, então quando Era uma vez em Tóquio passou em uma mostra de cinema no Centro Cultural São Paulo não pude deixar de ir. O filme conta a história de uma família, focando em quando os avós vão visitar os filhos em Tóquio. O enredo é bem simples e é a simplicidade que nos conquista, facilitando a nossa identificação e empatia com alguns dos personagens. Mesmo sendo um filme lento, ele conseguiu prender a minha atenção. Um ótimo filme para interessados pela cultura japonesa. Avaliação: 4/5
4- Anina (Alfredo Soderguit, 2013)
Anina
Achei esse filme por acaso na HBO e decidi assistir, porque gosto de ver animações de países diferentes, fugindo um pouco dos grandes estúdios de sempre. Anina é uma produção da Colômbia e do Uruguai e conta a história da garota homônima, que sofre na escola por ter um palíndromo como nome. Aos poucos, ela aprende a se aceitar e a aceitar os outros. O filme é bem infantil e não sei se agrada os mais velhos; o enredo é bem simples, e me lembrou de desenhos do Discovery Kids. Mas, como gostei do traço da animação, isso compensou a falta de inventividade da história. Avaliação: 3/5
5- Sharknado (Anthony C. Ferrante, 2013)
Sharknado
Minha irmã participa de um clube de livros que também discute filmes e o selecionado do mês era Sharknado. Claro que eu assisti com ela, porque não poderia perder a oportunidade de ver uma obra de arte tão incrível. Só que não. Achei que o filme seria tão ruim que é bom, mas acabou que é só ruim mesmo. A ideia e o final são incríveis, mas fora isso o resto é chato. Não é cômico o suficiente e nem dá medo. Quem sabe se ele não tivesse virado cult ou eu tivesse visto na época que foi lançado, quando ainda não se falava tanto a respeito, eu teria gostado mais, mas as expectativas, para variar, eram altas, e eu imaginava algo muito mais trash do que foi. Avaliação: 2/5

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Winnie Puff, A. A. Milne

Winnie Puff

Lá vem Urso Eduardo descendo a escada, tum, tum, tum, batendo a cabeça, atrás de Christopher Robin. É a única maneira que ele conhece de descer a escada, mas às vezes acha que deve haver outro jeito. Se pudesse parar de bater a cabeça por um momento, com certeza conseguiria descobrir. Depois ele acha que talvez não haja mesmo outra maneira. Em todo caso, agora já desceu e está pronto para ser apresentado. Winnie Puff.

Eu gosto muito de literatura infantil e isso não é segredo para ninguém. Adoro reler meus queridinhos da infância, mas às vezes vou atrás do que ainda não li. É o caso de Winnie Puff. Não sei o que me fez não ler o livro antes: eu gostava dos personagens, tinha uma pelúcia dele e adorava os cadernos (tenho vários até hoje). Talvez eu não achasse os filmes tão interessantes? Talvez nunca tenha visto o livro em um momento oportuno para lê-lo? Mistérios. O fato é que li pela primeira vez aos vinte anos, e provavelmente gostei tanto, ou mais, quanto se lesse aos oito.

O livro conta as histórias dos amigos de Christopher Robin: Puff, Leitão, Coelho, Oió — o Tigrão não aparece nesse livro. É curioso como os nomes variam conforme a época. Para minha irmã, por exemplo, o Oió é o Bisonho. Para a minha geração, é Ió, além dessa diferença entre Pooh e Puff. Os animais e Christopher Robin passam por aventuras como ir a uma Expotição de descoberta e procurar um Vuslo. Algumas dessas histórias estão nos vários filmes e curtas, então podem ser velhos conhecidos. Para mim, só o filme mais recente, de 2011, estava fresco na memória, por isso a maioria das histórias foi novidade.

A leitura de Winnie Puff me trouxe três reações diferentes: um coração quentinho, um sorriso no rosto e… vergonha alheia. O fato é que, apesar de apenas Winnie Puff ser tratado como Urso de Muito Pouco Cérebro™, nenhum personagem é muito esperto. E aí eu morri de dó do Oió porque ele não tem noção de nada e já está sempre triste e é tão desesperador! Porque o Puff sabe que é burro e é querido por todos, o favorito de Christopher Robin, mas o Oió é rejeitado e quando ele fica feliz porque acha que o foco é nele na verdade não é… É de cortar o coração.

Enfim, tristezas à parte, fiquei bem satisfeita com o livro. Foi uma primeira leitura que pareceu releitura, porque tem uma narração tão gostosa que me lembrou dos meus livros favoritos, ao mesmo tempo que tem um estilo próprio. Agora eu quero ler os outros da série e me encantar mais um pouquinho com o Bosque dos 100 Acres.

Avaliação final: 4/5

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Retrospectiva: julho

• Julho, como mês de férias da faculdade, foi um mês que me permitiu fazer bastante coisa. Não tanto quanto eu gostaria, mas às vezes a gente idealiza demais nossa produtividade, né? Ter tempo para não fazer nada, para conversar bobagens, para jogar joguinhos bestas e assistir besteiras na TV também é importante, e às vezes é até mais legal do que fazer o que a gente pretendia. Às vezes acho que levo o entretenimento muito a sério, com meus desafios e projetos, e que isso acaba estragando a graça da coisa (mas no começo do ano eu acho os desafios e projetos muito divertidos, porque, convenhamos, a parte mais legal dessas coisas é planejá-las).

• Eu até que saí bastante de casa para passeios culturais e esse mês foi um daqueles em que me senti muito privilegiada por morar em São Paulo. Para começo de conversa, o Nobuhiro Watsuki, mangaká de Samurai X, veio ao Brasil com a sua esposa e eles deram uma palestra gratuita no Centro Cultural São Paulo. Minha irmã é bem mais fã de Samurai X do que eu, mas eu gosto também, então fui acompanhá-la. A palestra foi interessante, embora tenha focado demais em detalhes de como é criar um mangá e coisas técnicas do tipo. Foi uma experiência bem legal vê-lo falando, entender um pouquinho de japonês ao vivo e observar os diversos tipos de fã — tinha até alguns de cosplay! Além disso, teve uma mostra de filmes de ação no CCSP também, em que eu vi O castelo de Cagliostro, o primeiro filme dirigido pelo Miyazaki, e uma mostra de animação no Cinusp, em que vi When Marnie was there. Eu acho incrível como as mostras de cinema aqui são bem variadas e sempre passam coisas legais! Obrigada, São Paulo (vi também O conto da princesa Kaguya, mas no cinema comercial mesmo, para incentivar as animações e o Studio Ghibli. Considerando que o filme estreou em pouquíssimas cidades brasileiras, também devo ficar feliz por morar em SP. E sim, foi um mês bem japonês).

Totoro (minha irmã — o Totoro grande — e eu — o pequeno — indo ver o Watsuki)

• Como tive mais tempo livre, acabava lendo os posts dos blogs que sigo mais cedo na minha ronda diária pela internet e procurando outros blogs para conhecer, mas percebi que sou muito fresca com blogs literários e que cada vez mais, infelizmente para mim, o foco é em vlogs. É difícil encontrar pessoas com gostos parecidos com o meu, os blogs mais famosos focam só em lançamentos ou soam muito impessoais, com 700 colunistas diferentes… Aí segui uns blogs gringos, mas eles focam em livros que só vão chegar no Brasil daqui a muito tempo. É triste, porque eu quero encontrar mais blogs para amar, mas são poucos os que postam com frequência, com resenhas legais, que foquem mais na opinião do que na sinopse e de livros que me interessam ou talvez eu seja chata demais. Alguma sugestão? (mas em agosto provavelmente vou ficar soterrada de posts para ler por causa do BEDA, pelo menos os blogs pessoais resistem!)

• Eu disse que traria indicações de links nas retrospectivas, mas acabei não salvando nada esse mês, ops. Então peguei um post antigo do blog da Thay que fala sobre Sailor Moon, aproveitando a vibe japonesa. Eu, com o meu jeitinho crítica de ser, costumo reclamar sobre o assunto, porque o anime clássico é enrolado demais, o novo tem uma animação de qualidade duvidosa, por assim dizer, e o mangá não me conquistou. Mas aí eu penso na mensagem que a história passa e nas memórias de infância assistindo Sailor Moon e não dá para não amar.

• Antes, quando eu só estudava, não ligava muito para fins de semana. Eu tinha bastante tempo livre nos dias de semana mesmo e não me importava em ir para à escola/faculdade. Mas agora que comecei a estagiar, basicamente vivi em função dos fins de semana. Eu meio que criei uma rotina nos dias de semana, mesmo no tempo livre, e no sábado e no domingo me dou o direito de fazer o que quiser e é maravilhoso ver quanta coisa diferente dá para fazer! Pena que as aulas estão de volta e meu tempo livre vai diminuir drasticamente.

• Falando em estudos, acho que este é o semestre em que estou mais desanimada em voltar para a faculdade. O semestre anterior foi meio chato, não sei se por culpa minha ou das matérias, e, sei lá, acho que enjoei da faculdade(?). Posso tirar mais um mês de férias e voltar depois? Eu gosto bastante do que estudo, mas tem uma hora que cansa, e além disso as matérias do semestre que vai começar agora são na sua maioria entediantes. Resumindo, minha reação quando penso sobre voltar à faculdade:

Kiki

Em julho:

Eu vi… mais episódios de Shigatsu wa kimi no uso. Cada episódio que vejo gosto menos do anime. Acho que falta sutileza, e vejo todo mundo amando tanto que acho que o problema sou eu. Só sei que fiquei desanimada com animes (ao contrário do que parece nesse post, né) e quando eu acabar Shigatsu provavelmente vou voltar ao Ocidente e ver uma série mesmo — estou com muita vontade de ver My mad fat diary.

Eu li… o primeiro livro da TBR jar, Wunderkind (resenha em breve). Posso não terminar de ler os sorteados nesse ano, mas pelo menos um deles já foi!

Eu ouvi… a trilha sonora de O conto da princesa Kaguya. A música cantada fica na cabeça e não sai de jeito nenhum. Como praticamente todos os filmes do Studio Ghibli, a trilha sonora de Kaguya é fantástica — assim como o próprio filme, que foi provavelmente o melhor filme que vi no ano.

Eu escrevi… por uma tarde uma das minhas histórias. Gosto bastante de escrever, mas acabou a época de achar que eu seria uma escritora “de verdade”, lançaria livros e coisas assim. Escrever um romance é muito difícil e não tenho planejamento nenhum. Se antes queria que ficasse bom, hoje só quero que o processo de escrita seja divertido. E está sendo, quando me lembro de escrever.

Eu comi… macarons. Eu sempre achei que macarons eram doces de gente fresca e rica, que prioriza a aparência ao gosto, até que um belo dia decidi experimentar um na loja de gente fresca e rica Ladurée, porque já estava no shopping da tal da loja e por que não, né, uma vez na vida? Se é para experimentar coisa de gente rica, que seja em loja de gente rica em shopping de gente rica, em que UM macaron custa DEZ REAIS. Aí eu comi o tal do doce e… gostei. Gostei bastante. E fiquei com vontade de comer mais, mas é claro que não fui mais na loja cara, porque além de ser total fora de mão para mim, pagar dez reais por um doce do tamanho de uma bolacha é coisa que a gente só faz uma vez na vida a não ser que ganhe na loteria. Enfim, tudo isso aconteceu há um tempão, é só para dizer que paguei minha língua e que depois que minha tia me falou de uma doceria mais barata que também tem macarons gostosos, eu compro os tais docinhos quando passo por lá. Não são meus doces favoritos e ainda assim são caros demais para comprar sempre, mas são gostosos para comer de vez em quando.

Eu fui… a quatro docerias diferentes. Não era para eu falar de comida, mas como já falei dos programas culturais lá em cima, não sobrou outra coisa… Como não tem docerias boas no meu bairro, sempre aproveito quando saio para comer um doce.

Kaguya (minha expressão quando sei que vou passar por uma doceria (mentira, só queria uma desculpa para colocar esse gif aqui. Melhor personagem de Kaguya))

Eu (não) comprei… nenhum livro! Depois de ter prometido comprar no máximo um livro por mês e obviamente ter me descontrolado já no início, me acalmei um pouco nos impulsos consumistas. Mentira, na verdade não encontrei nenhuma promoção que valesse a pena mesmo. Os livros que eu mais quero atualmente ou não entram em promoção nunca ou são lançamentos, então vai demorar um pouco para o preço deles abaixar.

Eu fiz… um layout novo para o blog, finalmente! Morria de medo de mexer com HTML, mas enfrentei meu medo e descobri que mexer com o que eu quero, que é só o fundo e o título, é bem fácil. Agora vou ficar viciada em baixar fontes e procurar fundos legais? Possivelmente.

E assim acaba mais uma retrospectiva! Estou gostando bastante de escrever coisas mais pessoais (e procurar por gifs é muito divertido), mas como não tenho assunto suficiente para um post só, junto tudo na retrospectiva e fica coisa demais. Ops.