quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Retrospectiva: dezembro

• Juro que é a última retrospectiva de 2015. Quer dizer, eu ainda vou falar de livros, filmes e tal de 2015 em resenhas e comentários atrasadíssimos como sempre, mas retrospectiva sobre algum assunto específico não vai ter mais! Estou livre!

• Eu poderia dizer que foi um alívio 2015 ter acabado ou que foi um ano maravilhoso, mas não sou das pessoas mais ligadas a passagem de ano. Em resumo: já estive melhor, já estive pior. A única certeza é que estive (e estou) cansada. Vibe de 2015:


• Sobre as metas do ano, eu falhei em várias e cumpri algumas. Vamos ver:
 • comprar no máximo 12 esmaltes (1/12) — sem problemas! Os esmaltes estão cada vez mais caros, então quase não compro por impulso. Além disso, não ando lendo blogs sobre o assunto, por isso não tenho uma lista de desejados.
 • pintar as unhas do pé pelo menos uma vez por mês (12/12) — eu tenho um pouco de preguiça de fazer o pé, então essa meta serviu para me disciplinar em relação a isso. Também consegui.
 •  terminar com no mínimo 3 esmaltes (3/3) eu tenho muitos esmaltes e quase nunca uso até o fim, porque fico com preguiça de passar quando fica mais grosso. Mas consegui cumprir a meta.
 • comprar no máximo 12 livros — FAIL! Nem quis contar quantos comprei para não entrar em depressão. Talvez o dobro disso? Talvez mais?
 • ler pelo menos um livro da estante por mês  — FAIL! Eu li mais de doze livros da estante no total, mas teve mês que só li da biblioteca/emprestado, então não cumpri direito.
 • ler livros de pelo menos 12 nacionalidades  — consegui! Não organizei a minha lista direito pois muita preguiça, mas sei que li pelo menos 12. 
 • ver filmes de pelo menos 5 nacionalidades — consegui! Parei de contar depois da quinta, porque tem muito filme que é de mais de um país e ia ficar chato ficar contando.
 •  concluir pelo menos 5 animes (1/5) — FAIL! Só terminei Shigatsu wa kimi no uso. Sou muito lerda para assistir animes e séries, com um ritmo irregular. Não gostei muito de Shigatsu, então fiquei um pouco desanimada com animes em geral também...
 • ganhar pelo menos 5 insígnias do Sporcle (5/5)  — no começo do ano eu estava viciada nos jogos do Sporcle. Consegui logo as tais insígnias e depois passei a jogar bem esporadicamente.
 • ganhar um sorteio — eu sei, que tipo de pessoa coloca como meta algo relacionado com sorte? É que tem tanto sorteio de livro na internet que eu sabia que eu tinha que ganhar um em algum momento. E eu ganhei! Dois, na verdade, no Psychobooks.

 Em dezembro:
Eu vi… os primeiros episódios de True detective. Na verdade, eu decidi ver a série meio por acaso, porque queria mesmo é ver a terceira temporada de Hannibal, mas fiquei sem paciência de procurar ilegalmente sem MegafilmesHD e desisti da ideia, então decidi testar a HBOGo e True detective era a única série curta que me interessava. Agora já terminei a primeira temporada, gostei bastante e provavelmente vou resenhar algum dia. É uma série um pouco lenta, mas como tem poucos episódios isso não chegou a me cansar, até porque não sou de fazer maratona e costumo ver no máximo dois episódios por dia. Gostei bastante do desenvolvimento dos personagens, de como a dupla Marty e Rust dá certo mesmo sendo tão errada, e de como os personagens são humanos. Acho que uma coisa que sinto falta em outras mídias às vezes é de personagens menos maniqueístas, e muitas séries têm conseguido trabalhar bem com isso (por isso eu gosto tanto de Lost). Enfim, só vou deixar esse gif aqui porque ele resume bem o tom da série, ou pelo menos o tom do Rust.


Eu li… onze livros! Culpa do recesso, e também porque a maioria era curta mesmo.

Eu ouvi… o Made in the A.M., do One Direction. E gostei. Ainda não sou muito fã dessa coisa da música pop grudar de verdade na cabeça (que diferença com as músicas indie que eu normalmente ouço das quais eu em geral mal sei o nome!), mas o álbum tem músicas que eu adorei, mesmo, então que venham os efeitos colaterais.

Eu escrevi… uma lista de 10 autoras infantojuvenis para a Revista Pólen. 

Eu comi… carne de sol, peixe, café da manhã de hotel e (muito) sorvete, porque... 

Eu fui… para Porto de Galinhas. Viajei com a minha família e foi muito bom. Fazia muito tempo que a gente não fazia uma dessas viagens turísticas nem que ia para praia, então foi ótimo ver o mar e entrar na piscina depois de uns anos sem fazer isso. Vou fazer um diário de viagem e postar algum dia, antes de esquecer tudo da viagem.

Eu comprei… livros na Festa de Livros da USP. Eu espero o ano todo pela feira, porque o desconto mínimo é de cinquenta por cento, e fiquei feliz que algumas editoras menores, como a Valentina, participaram. Mas ainda estou frustradíssima porque fiquei ansiosamente esperando a feira para comprar A amiga genial, já me imaginava lendo o livro na viagem, e a editora Globo não levou o livro! Fiquei tão ressentida que agora vou demorar mais ainda para comprar, desejando que o livro chegue na biblioteca ou caia de algum modo nas minhas mãos sem eu ter que gastar dinheiro.

Eu fiz… uma assinatura de Netflix, finalmente. Quanto tempo será que demora para eles sugarem minha alma? Como eu só vejo pelo computador, que fica no quarto dos meus pais, não posso assistir a qualquer hora, mas estou pensando em comprar o Chromecast para facilitar. Alguém usa? Vale a pena?

No blog:
• Comecei o mês com a retrospectiva de outubro e de novembro.

• Depois publiquei a resenha de Marcelo no mundo real, um livro jovem sobre um personagem com uma forma leve de autismo.

• Voltei a fazer comentários curtos sobre livros. Em breve vou postar mais dessa categoria, porque não estou conseguindo manter o ritmo nas resenhas e vou substituí-las por comentários.

•  A resenha para o DL Skoob foi de Filomena Firmeza, do Patrick Modiano.

• Fiz uma retrospectiva dos desafios literários no final do mês, sobre o que consegui cumprir e no que falhei.

•  A última resenha do mês foi de Colmeia, o livro que levei para a viagem.

sábado, 16 de janeiro de 2016

Garota exemplar, Gillian Flynn

Não sei se a essa altura somos realmente humanos, aqueles de nós que são como a maioria de nós, que cresceram com TV, filmes e agora internet. Quando somos traídos, sabemos quais palavras dizer; quando um ente querido morre, sabemos quais palavras dizer. Quando queremos bancar o fodão, o espertinho ou o idiota, sabemos quais palavras dizer. Todos trabalhamos a partir do mesmo roteiro gasto.
Eu disse na retrospectiva de leituras de 2015 que eu quase não compro livros no estilo "quero ler esse agora, então vou comprar". Por isso, estou constantemente atrasada nas tendências literárias. Eu queria ler Garota exemplar desde a época em que começou a fazer sucesso, mas só li no final de 2015, porque minha tia me emprestou lá no meio do ano e eu obviamente esperei mais um tempinho antes de lê-lo.

Escrevi o parágrafo acima só para dizer que eu já sabia mais ou menos o que ia encontrar antes de ler o livro. Já tinha lido várias resenhas, comentários e afins e, mesmo que eles não deixassem claro qual é a situação, eu já sabia mais ou menos o que aconteceria ou, para ser mais exata, já imaginava onde estava Amy Dunne — e se você por acaso ainda não leu o livro e não faz ideia do que acontece nem quer spoilers, não leia o resto da resenha.

A questão, um dos trunfos de Garota exemplar, é que mesmo sabendo parte da história eu não me deixei de me surpreender com a parte dois do livro. Eu sabia que o diário era mentira, mas mesmo assim acreditei nele, de uma forma que só a ficção e bons autores conseguem fazer. Eu sabia que Amy era manipuladora, mas aceitei ser manipulada mesmo assim — até porque entre Amy e Nick, eu continuo preferindo a Amy; por mais maluca que ela seja, Nick é a definição de homenzinho de merda (ainda não vi o filme, mas tenho uma antipatia talvez gratuita pelo Ben Affleck, então imagino que ele esteja perfeito no papel).

A primeira metade do livro, quando conhecemos os personagens, pelo menos aos olhos de Nick, foi a minha favorita. Lá pelo meio da segunda parte, quando Amy começa a ter problemas, a história ficou um pouco cansativa. Primeiro achei que não era do padrão de Amy falhar tantas vezes em seguida, mas aí veio a questão: o livro não fala justamente sobre a diferença entre a imagem e a realidade? A Amy queria parecer uma pessoa inteligente e detalhista, mas a imagem que quer ter nem sempre corresponde à realidade. As pessoas erram.

A discussão por trás da história, que envolve relacionamentos, papéis sociais e máscaras, foi o meu aspecto favorito do livro. Outro motivo do sucesso de Garota exemplar é que é um suspense muito bem construído com críticas que funcionam bem. É um livro que prende o leitor e que o faz pensar ao mesmo tempo e com a mesma habilidade.

Eu poderia escrever mais e mais dos motivos por quais eu gostei tanto de Garota exemplar, e já sei que o livro cresceu em mim depois que eu terminei de ler — eu fui esquecendo do que me incomodou na leitura com o tempo —, mas acho que muito já foi dito sobre ele e provavelmente de modo melhor. Com personagens bem desenvolvidos e uma trama instigante, o livro é um ótimo thriller psicológico. Agora estou curiosa para ver a adaptação para o cinema, do David Fincher, e para ler mais da autora.

Avaliação final: 3,75/5

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Retrospectiva: livros de 2015

O difícil de ser teimosa e só querer escrever uma retrospectiva depois que o ano terminou de fato é que só agora, já na metade de janeiro, estou escrevendo a retrospectiva literária e colocando um ponto final nisso, ao mesmo tempo em que já estou concentrada nas leituras de 2016. Mas tudo bem, isso que dá seguir meus princípios.

Em 2015, eu li 63 livros (ou 65 se considerarmos dois contos que não coloquei na lista oficial). É mais ou menos o que li no ano retrasado, e um número que me deixa satisfeita — qualquer número acima de 40 eu já acho bom, e se for maior que 50 eu fico bem feliz. Mas quantidade não é qualidade, e por algum motivo eu saí um pouco decepcionada com as leituras que fiz. Um resumo é que foi um ano de muitas três estrelas ou três estrelas e meia, o que é bom, mas não é ótimo. Olhando depois minha lista, vi que até tem bastante quatro estrelas, mas são poucos os livros que ficaram comigo.

Existem vários motivos possíveis para isso: eu estou ficando mais chata com as leituras, passo a ser mais crítica quando escrevo resenhas, escolhi mal os livros ou tive simplesmente azar nas escolhas. Acho que foi um pouco de tudo. Cheguei a conclusão que, ao alugar livros na biblioteca e fazer compras apenas em promoções, dou prioridade para livros que eu estou curiosa para ler, e não que eu sei que vou gostar. Por exemplo, tem três livros que eu quero muito ler e estão sendo muito comentados por aí: A amiga genial, Estação onze e Stoner. Eu não li nenhum desses livros simplesmente porque não tem nenhum deles (ainda) na biblioteca e eles não chegaram a um preço razoável — quando se pode comprar um livro minimamente interessante por dez reais, já não considero pagar outros sem um desconto mínimo de cinquenta por cento. É claro, esses três livros podem ser decepções, mas tem algo em ler um livro enquanto ele está sendo comentado que me atrai muito; afinal, quando leio depois, tenho que ficar procurando as resenhas que li anteriormente nos blogs e me lembrar quem falou de que livro, enquanto se eu ler enquanto está na moda, as resenhas vão cair no meu colo. Além disso, também acabei dando preferência para autores novos, que têm menos chances de dar certo comigo, em vez de voltar aos meus favoritos, o que é idiota também pelo fato de que tenho vários desses me esperando em casa há anos. Li mais Jonathan Safran Foer? Junot Díaz? Diana Wynne Jones? J. K. Rowling? Não, porque estava muito ocupada alugando livros da biblioteca e quando lia algo da estante dava preferência para leituras de desafios. Não vou dizer que vou mudar; eu sempre começo janeiro relendo uma série querida e livros da estante, mas lá para o meio do ano já estou perdida na biblioteca e nas leituras da faculdade. Nesse ano, imagino que não vai ser muito diferente, dada a quantidade de romances que já sei que precisarei ler para o curso — pelo menos estou estudando o que gosto, não é?

Minha irmã um dia me disse que talvez atualmente ela gostasse mais de ler sobre livros do que ler livros em si. No começo, concordei. Não me imagino mais sem os blogs que leio, sem essa curiosidade de querer ler um monte de coisa, muitas das quais já imagino que não vou gostar tanto, só porque as pessoas estão falando sobre isso. Não é que eu vá atrás de tudo que faz sucesso, mas quando pessoas legais elogiam alguns livros, a vontade de conhecer é grande. No entanto, seria mentira dizer que eu não gosto do processo de leitura. Eu gosto. É um dos meus passatempos preferidos. Então talvez fosse mais correto dizer que continuo amando ler livros, só acho mais difícil gostar deles individualmente, o que não é um problema até que eu veja a lista de leituras do ano e perceba que poucos se sobressaíram. Faz sentido? Provavelmente não, mas vamos em frente. Agora eu vou começar de verdade a falar sobre as leituras de 2015...

Comecei o ano lendo Uma casa na escuridão, do José Luís Peixoto, para a faculdade. Uma leitura interessante, mas não era o que estava esperando considerando minha experiência anterior com o escritor. Também li para o curso Levels of life, do Julian Barnes, O crime do padre Amaro, Esaú e Jacó e Iaiá Garcia. Todas foram leituras razoáveis, com pontos positivos e outros nem tanto. No geral, o sentimento em relação à faculdade foi o de que eu já tinha lido os melhores livros dados nas matérias. Estudei Memórias póstumas de Brás Cubas, The bell jar e The catcher in the rye mas, com a exceção do último, não os reli porque me lembrava bem o suficiente deles (e porque o tempo é pequeno, tem outras prioridades, etc).


A segunda leitura do ano foi uma das melhores. Nada é um livro impactante, ainda que curto, e fiquei com vontade de ler mais livros do estilo — às vezes é bom se sentir mal(?). 2015 foi um ano de muitos livros curtos, tanto que acabei me enrolando e não resenhei muitos deles (ainda), como Um, dois e já, da uruguaia Inés Bortogaray, Duelo, do David Grossman, e Tormento, do John Boyne. Por mais que eu tenha gostado deles, as leituras curtas precisam ser mais fortes para ficarem na memória. Eu dei quatro estrelas para Um, dois e já, mas não o considero um dos meus livros favoritos do ano porque eu me sentei, li o livro inteiro e pronto. Fim do processo. Então talvez eu me lembre melhor de um livro maior de que eu não tenha gostado tanto do que de um menor que eu adorei, mas que não apresentou muitas novidades.

Li vários YAs, de diferentes tipos. Comecei o ano com Codinome Verity, um livro bom, mas não do meu estilo. Li vários livros que fizeram sucesso faz tempo, como Secret society girl, Quem é você, Alasca? e Cabeça de vento, e outros menos conhecidos aqui como Faking Faith, Don't fail me now e Not if I see you first, um lançamento do final de 2015. Foi dos YAs também que saiu a pior leitura do ano, The summer prince, uma distopia que se passa em um Brasil futurista caricato com personagens pouco carismáticos e um ritmo ruim. Eu diria que essa questão de ritmo e de empatia com personagens é pessoal, o que é verdade, mas mesmo assim não recomendo The summer prince para nenhum brasileiro se você não quiser ficar revirando os olhos e pensando "americanos..." com desprezo (tudo bem, eu admito: fui ler o livro já sabendo que essa seria minha reação).

Falando em Brasil, conheci alguns autores novos em 2015. Li Contos de mentira, da Luisa Geisler e, mesmo que não tenha gostado muito, estou animada para conhecer seus romances. Também conheci a Celeste Antunes, o Danilo Leonardi no seu livro juvenil Por que Indiana, João?, o lindo trabalho dos irmãos Cafaggi, e a Socorro Acioli, com o ótimo A cabeça do santo. Voltei a alguns conhecidos e li mais Antonio Prata, com histórias de infância divertidas, e Vanessa Barbara, com o livro de crônicas O louco de palestra e seus textos deveras paulistanos.

Das leituras que fisgam, mistérios, thrillers e tal, os destaques ficam com Misery, Caixa de pássaros e Garota exemplar, última leitura do ano. Nenhum desses livros é perfeito, mas todos mostram o poder de um bom suspense.
 

Li poucos infantojuvenis marcantes, sendo Winnie Puff claramente o mais importante deles. Que livro fofo! Eu aluguei na biblioteca, mas fiquei com vontade de comprar um exemplar, porque é tão bonitinho e às vezes eu preciso mesmo de um livro engraçadinho e queridinho e todos os inhos do mundo para me sentir bem (P.S.: saiu uma notícia dizendo que o Puff na verdade é fêmea, mas obviamente a imprensa fez manchetes enganadoras para chamar atenção. Existiu uma ursa chamada Winnie. Ela inspirou o A. A. Milne, que criou O urso Winnie (aka Urso Eduardo). Por favor, sites, não espalhem mentiras e não acabem com infâncias em nome de uma história falsa) (mas bem que o Puff poderia ser fêmea, porque a única fêmea da turma dele é a dona Kan. Por algum motivo (qual será? Risos), mesmo quando criam personagens animais eles são todos machos).

Das leituras adultas™, ficção contemporânea ou como você quiser chamar, preciso falar da Ali Smith. Suíte em quatro movimentos é um livro com um enredo meio absurdo, mas a história é tão cativante! É estranho o suficiente para se diferenciar de outras leituras, mas ainda assim é uma delícia de ler, e de modo mais convencional simpatizamos com os personagens. Estou animada para descobrir mais da autora e gostaria que ela fosse mais conhecida no Brasil.


E se tem alguém que não precisa ser mais conhecida no Brasil, pelo menos no ~meio literário~ que eu stalkeio frequento, essa pessoa é a Chimamanda. Ela foi unanimidade entre os blogs, uniu todas as tribos, etc e tal. Eu li Hibisco roxo e achei maravilhoso. Em retrospecto, o livro diminuiu um pouco na minha avaliação, porque eu tive uma relação emocional forte com ele, me vi muito na timidez da Kambili, e o elo criado acaba desaparecendo depois que a gente termina de ler o livro. Ainda assim, é muito bom, foi a melhor leitura do ano e estou curiosíssima para conhecer Americanah e principalmente Meio sol amarelo.

Aqui acaba minha loooonga retrospectiva. Foi um ano bem confuso para leituras e isso se refletiu no texto, mas acho importante uma retrospectiva mais pessoal para lembrar do ano de forma geral.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Cabeça de vento, Meg Cabot

Dr. Holcombe estava certo sobre uma coisa: eu estava começando a notar que algumas coisas pareciam diferentes do que eram antes do acidente.
E não apenas o fato de eu não gostar mais de sorvete. Isso era o menos importante nesse momento. O mais estranho até agora era o modo como a minha família estava agindo perto de mim... Como se eles não me conhecessem.
Era quase como se — e sei que isso parecia loucura — eu fosse outra pessoa.
Eu gosto bastante de alguns tropes bem forçados e clichês, como o de namorados-de-mentira-que-se-apaixonam-de-verdade, o de o-que-aconteceria-se-eu-não-existisse e o de troca de corpos. Então é óbvio que eu tinha vontade de ler Cabeça de vento desde que soube da sua existência — uma estudante que troca de corpo com uma modelo famosa é o tipo de coisa que grita "diversão!" para mim. E de fato o livro cumpriu seu papel.

Em mais detalhes, o livro foca em Emerson Watts, adolescente nerd que acredita "não ser como as outras garotas". Ela despreza as meninas populares, que sabem de tudo sobre as celebridades e que querem ser líderes de torcida. Só que, ao acompanhar sua irmã em um evento para ver o cantor sensação Gabriel Luna, Em sofre um acidente junto com a top model Nikki Howard. E quando certa manhã Em acorda de sonhos intranquilos, encontra-se em sua cama metamorfoseada em Nikki. Ou algo assim. Isso rende as confusões típicas da troca de corpo, como a dificuldade de se reconhecer no corpo alheio e de lidar com a nova vida; no caso, a vida de celebridade.

Assim como em O diário de princesa, Meg Cabot foca no processo de mudança e tenta quebrar alguns estereótipos. O problema é que já estou saturada desse papo de menina nerd que se acha superior, então fiquei um pouco cansada do discurso da Em, mesmo quando ele é ironizado — porque, afinal de contas, já sabemos que ela está errada e vai amadurecer.

O segundo e maior defeito do livro é que ele não tem final. Não acaba em um cliffhanger, mas as situações não se resolvem, o que é MUITO frustrante. Eu pretendo ler as continuações, mas acho péssimo quando o livro termina como se estivesse inacabado, sabem? Não quero me sentir obrigada a ler as continuações, quero sentir vontade de lê-las porque gostei do primeiro o suficiente — o que talvez acontecesse com Cabeça de vento de qualquer jeito.

Enfim, apesar dos pesares, gostei bastante da história. Achei que a Em podia ter mudado mais na sua trajetória, mas entendo que a Meg por enquanto tenha ido mais para o lado cômico e menos para o moral. É uma leitura rápida, engraçada e que prende a atenção, tudo que uma história de troca de corpos precisa, mesmo que essa não seja tecnicamente uma troca de corpos nem transferência espiritual, porque é só de um lado. Se eu não tivesse outras leituras programadas, leria as continuações logo em seguida, mas infelizmente elas vão ter que esperar. Às vezes tudo de que a gente precisa é de uma história mirabolante e divertida e obrigada, Meg Cabot, por trazê-las para nós.

Avaliação final: 3,5/5

sábado, 2 de janeiro de 2016

Retrospectiva: filmes de 2015

Em 2015 eu vi o total de 47 filmes, o que está mais ou menos dentro do esperado. Ainda não consegui postar o que escrevi sobre quase metade deles, mas garanto que vou publicar depois, até porque só falta digitar e transformar em post. Acho também que a seção vai passar a ter sempre dez filmes para não ficar atrasada demais. Mas enfim, voltando ao ano passado...

No começo do ano, fui na locadora do bairro pela última vez. Alugamos Uma longa queda e Ninguém pode saber. Eu frequentava pouco a locadora, mas ela tinha um acervo bem razoável de filmes clássicos, europeus e asiáticos, mais difíceis de achar na internet para quem não sabe baixar filmes e só vê online, como é meu caso. Ela não fechou, até onde eu sei, apenas se mudou para um lugar mais longe, mas com Netflix e internet a gente acaba preferindo as opções mais cômodas, não é?

Vi também alguns filmes do Oscar, tanto de 2015 quanto de 2014, sempre atrasada pois preguiça de ir atrás dos filmes na época da premiação — depois de ter que ficar procurando os posts nos blogs que eu leio sobre os filmes eu até cheguei a pensar em ver os filmes na hora certa e curtir a vibe de todos discutindo o mesmo assunto, mas obviamente já estou descartando a ideia porque eu não sou de ver muito filme em seguida, especialmente filmes que tenham o mesmo estilo, no caso, estilo filme de Oscar. Enfim, eu vi Álbum de família, Nebraska, Ela, Birdman e Whiplash. O destaque fica com Birdman: foi o filme mais marcante desses para mim e une boas atuações, boa direção, bom roteiro, boa edição... É um pouco cansativo — a trilha sonora é bem chatinha (bateria: instrumento do Oscar 2015) — e entendo quem ache um filme pretensioso, arrogante ou coisa do tipo. Mas eu não acho que o filme se leve tão a sério assim: é um filme hollywoodiano que critica Hollywood, afinal de contas. Ele está dentro do problema que apresenta. Sobre as categorias menores do Oscar, vi Ida, dos filmes estrangeiros, para o qual eu tinha poucas expectativas e acabou me impressionando, e A canção do oceano, uma animação bonitinha.


Falando em animações, meu projeto de assistir uma por mês deu certo. Eu falhei nos meses mais ocupados, mas consegui ver filmes que estavam na fila faz tempo, como O menino e o mundo, O castelo de Cagliostro e Cinco centímetros por segundo (esse foi uma decepção). Duas coisas legais sobre o projeto: a maioria dos filmes eu vi na televisão ou em mostras, sem precisar recorrer à pirataria, e consegui ver filmes de lugares mais diversos. Não vi nenhuma animação americana, e juro que foi sem querer. Assisti uma sul-coreana, uma uruguaia/colombiana, três brasileiras, uma francesa... Tem todo um universo fora da Disney e da Dreamworks para ser conhecido — mas é claro que volto para Hollywood quando precisar, porque ainda não vi Divertida mente.

O projeto de ver um filme da lista dos 1001 para assistir antes de morrer também funcionou bem. Vi alguns clássicos daqueles que são citados toda hora, como A felicidade não se compra, o eterno filme de Natal, e O sexto sentido, do plot twist mais famoso. Nem todos os filmes me empolgaram, mas ainda tenho muitas, mais de novecentas (risos), opções para explorar. O destaque aqui fica com Thelma & Louise, um filme de mais de vinte anos mas com uma temática feminista bem atual. 


Em 2015, eu participei do meu primeiro desafio cinematográfico, Não completei ainda e estou fazendo conforme dá vontade, mas assisti vários filmes que já queria ver mas estava procrastinando, como Adeus, Lênin! e Catfish. Eu encaixei os filmes que assisti nos temas primeiro, e agora estou indo atrás do que falta, como sempre faço, e pretendo concluir o desafio nesse ano. Tem vários temas que são um pouco fora da minha zona de conforto cinematográfica, mas consegui achar boas opções para várias categorias. Além disso, o desafio ajuda naquela hora de "quero ver um filme mas não sei qual", muito recorrente na minha vida. Porque se eu não fosse atrás de um filme do desafio, eu provavelmente assistiria a uma...

Comédia romântica indie, que não necessariamente precisa ser comédia, nem romance, nem indie (aliás, morro de vergonha toda vez que escrevo "indie", mas é o modo mais fácil de definir esses filmes, mesmo que não sejam de fato independentes). Porque eu obviamente vi vários filmes mais ou menos dentro da categoria: Ligados no amor, Uma notícia inesperada (a.k.a. Obvious child), Eu não faço a menor ideia do que eu tô fazendo com a minha vida, Gatos, fios dentais e amassos (esse é adolescente e eu só o citei aqui porque é uma bela comédia romântica adolescente, apesar do nome constrangedor), Será que? e Frances Ha. Todos passam uma sensação de conforto, alguns feels e às vezes também um pensamento de "já vi essa história antes". Frances Ha, nessa categoria, fica como o melhor, justamente porque a protagonista não precisa se encontrar no amor. É também provavelmente o mais identificável deles, uma jovem lidando com os vinte e poucos anos. Eu costumo ser pessimista na vida, por isso fico com um pé atrás em relação às mensagens desse tipo de filme, mas juro que quis acreditar na Frances e ser um pouco mais como ela.


Não vi muitos filmes ruins em 2015. O pior foi Sharknado, que não foi divertido como eu esperava. Outro filme que ficou na minha mente como ruim, apesar de eu ter dado uma avaliação de 3 estrelas, é Chamada a cobrar. Eu não entendi aonde ele queria chegar — um suspense? Uma comédia? É para a gente ter dó da protagonista ou para odiá-la? É até engraçado pensar que se nesse filme a mensagem se esconde, em Que horas ela volta?, da mesma diretora, ela está explícita demais. E também é curioso ver que alguém pode ter uma produção tão diferente: a Anna Muylaert fez um dos piores filmes do meu ano, mas também um dos melhores, porque sim, eu também adorei o onipresente Que horas ela volta?.

Eu fui assistir ao filme já tendo lido vários textões a respeito, porque meus amigos de Facebook, a maioria meio intelectual, meio de esquerda e ainda por cima mais ou menos do mesmo círculo de amizades da Anna Muylaert, adorou e divulgou incansavelmente Que horas ela volta?. E eu entendo, porque eu também tive a súbita vontade de escrever uma análise depois que vi o filme. Tem tanta coisa que pode ser analisada que a mão de escrever textão chega a tremer — mas eu resisti, amigos. E o filme não é só crítica social, ele também emociona, de verdade, e consegue prender o espectador.

O outro filme que merece o título de melhores do ano é O conto da princesa Kaguya. Ele demorou muito para chegar nos cinemas daqui, e a estreia foi adiada algumas vezes, mas valeu muito a pena ver essa animação na tela grande. Que filme lindo. Não sei dizer, só sentir... É um filme essencial para os fãs de animação, e virou um dos meus favorito do Ghibli.


E assim termina a retrospectiva de filmes de 2015, um ano em que quase não fui ao cinema no circuito comercial — meus dois favoritos do ano foram os únicos —, mas fui a várias mostras e aproveitei muito do que a programação de São Paulo tem a oferecer. Espero que esse ano também seja assim, com vários filmes bons e de diferentes gêneros.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Colmeia, Gill Hornby

E é claro que gostava das pessoas. Certo: da maioria. St. Ambrose, afinal de contas, era famosa pelas pessoas. Era conhecida em todo o país pelo seu número do "somos uma grande família feliz". Todos apoiavam uns aos outros em St. Ambrose; sentiam orgulho disso. Bem, pelo menos alguns. E Rachel instintivamente sempre fizera questão de se envolver com aquela gente o mínimo possível que a boa educação permitia, muito obrigada.
Colmeia é um dos raros livros atualmente que tive vontade de  ler só por causa da capa. Encontrei-o na livraria, li a sinopse e coloquei na lista do Skoob. Nunca tinha ouvido nada sobre ele e a situação continuou a mesma quando o comprei em uma promoção na Amazon. Na época, eu nem sabia que a Gill Hornby era irmã do Nick Hornby, só achei legal eles terem o mesmo sobrenome. O que me interessou no livro? A capa não deixa claro de que gênero é — parece chick lit, mas não segue exatamente os modelos mais conhecidos do gênero. A sinopse mostra que é uma história de mães de alunos de uma escola primária, presas em um modelo de hierarquia muito semelhante aos do ensino médio, e eu adoro narrativas estilo escolares, de panelinhas e de pessoas em busca de popularidade. Além disso, a palavra "assustador" na frase do The Times na capa dava a impressão de que não seria apenas uma história engraçada.

E o livro me entregou mais ou menos o que ele prometia: é uma sátira do comportamento dessas mães, um Meninas malvadas versão adulta — o filme é inspirado em Queens Bees e Wannabees, e Gill Hornby também se utilizou desse livro para criar sua história. O livro foca em algumas personagens, que apresentam comportamentos diferentes em relação à tal panelinha: temos Rachel, que finge não se importar com popularidade, mas que se sente excluída depois que a tal abelha rainha, Bea, a deixa de lado; Heather, que quer fazer de tudo para entrar no grupo; Georgie, que despreza a panelinha, mas sempre participa dos eventos, e Bubba, nova na escola, louca para se mostrar. Algumas personagens são mais sensatas, outras são caricatas, o que cria uma mistura estranha: tem horas em que você se importa de verdade com o que está acontecendo e em outros momentos você sente que está lendo uma piada na qual é impossível se envolver de verdade. Acho que a autora poderia ter humanizado mais algumas personagens, sem ficar nessa divisão de pessoas interessantes contra pessoas sem noção. 

A metáfora de colmeia realmente funciona, mas é usada explicitamente demais. A mãe de Rachel cria uma colmeia e vai explicando as fases um pouco antes delas acontecerem no próprio livro. Acho que isso podia ter ficado de fora — o título do livro e uma rápida explicação já teriam dado conta, não precisava de mais de uma cena com isso.

Alternando momentos mais envolventes e outros tediosos, cenas dos personagens sozinhos e os eventos da escola, Colmeia é uma leitura curiosa. O livro recebeu uma nota baixa no Goodreads, de 2,79 estrelas, e tem vários defeitos, mas vale a pena para quem se interessar por histórias de donas de casa, popularidade e maternidade.

Avaliação final: 3,5/5

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Retrospectiva: desafios literários

Fim de ano é hora das retrospectivas, yay! Só que para mim o ano só acaba quando termina, então prefiro fazer a lista de melhores e piores em janeiro mesmo, vai que a melhor coisa do ano surge nos últimos dias? Então decidi escrever sobre os desafios literários, que já foram concluídos.

O que li no Desafio Literário Skoob:
Março - Escritoras com A maiúsculo: Por você (Laurelin Paige)
Abril - Pega na mentira!: Faking Faith (Josie Bloss)
Agosto  - Folclore e mitologia: Wolven (Di Toft)
Dezembro - Ganhadores de prêmios: Filomena Firmeza (Patrick Modiano)

Se compararmos com a minha lista inicial de leituras, o que dá para perceber é que, como sempre, a maioria das leituras acabou sendo sem planejamento. Seis desses livros eram da minha estante, três foram leituras necessárias para faculdade/trabalho e o resto li da biblioteca ou do Kindle. Os temas foram simples, mas mesmo assim consegui fugir do que planejava ler, porque é o meu jeitinho. Enfim, já dá para ver que o Desafio Literário não me empolgou tanto. Eu fico animada para ver temas novos, mas quase sempre é repetição das mesmas coisas... Gosto de ter um guia para definir o que vou ler no mês, que é a ideia do Desafio, mas às vezes simplesmente tenho que enfiar o que estou lendo no tema e torcer para encaixar. Isso significa que vou parar de participar de desafios em geral? Obviamente não, porque sou trouxa. Mas do Desafio Skoob acho que vou desistir, pois tem uns temas que são bem fora da minha zona de conforto ano que vem (biografia? Holocausto?) e que eu teria que ir atrás para procurar um livro que me interessasse. Meus planos em 2016 são priorizar minhas leituras da estante, então o desafio não vai funcionar para mim. Mas vou seguir em frente, tem outros troféu desafios. Não vou falar das leituras em si porque vou fazer isso na retrospectiva literária.

O que li no Desafio Literário do Tigre:
Um livro...
com mais de 300 páginas: Esaú e Jacó (Machado de Assis)
clássico: O crime do padre Amaro (Eça de Queirós)
lançado no mês: Not if I see you first (Eric Lindstrom)
escrito por uma mulher: Morte no Nilo (Agatha Christie)
de crônicas: O louco de palestra e outras crônicas urbanas (Vanessa Barbara)
de poesia: Love that dog (Sharon Creech)
recomendado por um amigo: Caixa de pássaros (Josh Malerman)
com capa alaranjada: A ovelha negra e outras fábulas (Augusto Monterroso)
proibido em algum país: Nada (Janne Teller)
de distopia: The summer prince (Alaya Dawn Johnson)
em outro idioma: Faking Faith (Josie Bloss)
com a capa linda: De repente, nas profundezas do bosque (Amós Oz)
com a capa feia: Por você (Laurelin Paige)
que cabe no bolso: Wunderkind (Carson McCullers) 
para ler antes de dormir: Duelo (David Grossman)
para fazer chorar: Laços (Vitor e Lu Cafaggi)

Esse desafio é naquele estilo "leia durante o ano", então o que eu fiz foi ler o que eu queria e encaixar nos temas depois. Em dezembro, fui atrás dos temas que faltaram para concluir. O Desafio Literário do Tigre foi algo mais individual, porque a criadora acabou abandonando o projeto e com isso não me obriguei a publicar duas resenhas do desafio por mês, já que não teria plataforma para divulgá-las. Então tem livros que não foram resenhados ainda na lista e tem leituras iguais ao do DL Skoob? Tem sim. Eu gostei bastante desse formato, tanto que vou continuar aquele desafio da Popsugar, que apesar de não ter a lista no blog, está até que funcionando bem, muito obrigada. Prefiro que o desafio acabe em 2016 (ou 2017, 2018...) do que desistir dele só porque o ano acabou.

• Não li nada para o Sawyer reading challange. Pff...
• Li três livros do Rolling Stone's 40 best YA (Codinome Verity, Diário absolutamente verdadeiro de um índio de meio expediente e The summer prince). A meta era seis, mas estou satisfeita com o número que atingi. No entanto, será que vou superar algum dia a presença absurda de The summer prince nessa lista? Creio que não.
• Não li nenhum livro dos 1001 para ler antes de morrer! Li mais clássicos em língua portuguesa esse ano, então deu nisso. Vou continuar com essas metas só de brincadeira mesmo, porque sei que não vou completá-las (e além disso ano que vem vou ter que ler Pride and prejudice, Wuthering heights e outras coisas da lista).
• E por último, da TBR jar, li dois livros dos sorteados: Wunderkind e Charlotte Sometimes — por coincidência (não), os menores. Claramente a TBR jar não funciona junto com outros desafios literários ao mesmo tempo, mas acho tão relaxante escrever os nominhos no papel, recortar e tal que vou fazer de novo ano que vem. Risos.

A conclusão: sou trouxa.
E vou continuar sendo trouxa em 2016, porque é tão bom completar desafios, tão bom falhar nos desafios. Eu continuo acreditando, apesar dos pesares.