quarta-feira, 11 de junho de 2014

Os últimos filmes que eu vi #5

1- Loucamente apaixonados (Drake Doremus, 2011)

Loucamente apaixonadosFazia muito tempo que eu não assistia a um filme de romance inteiro. Gosto principalmente de comédias românticas, mas não tenho nada contra uma história de amor mais séria. O filme é sobre um relacionamento a distância e eu teria gostado bem mais se o início do romance não fosse tão rápido. Eu não consegui me conectar com o casal porque a maior parte do filme é sobre eles já separados, então tive dificuldades para acreditar que o amor deles era tão forte assim. Acho que a ideia do filme é boa, e gostei do final, mas não fiquei emocionada como muita gente diz ter ficado. Avaliação: 3/5

2- Peter Pan (Clyde Geronimi, Wilfred Jackson, Hamilton Luske e Jack Kinney, 1953) 

Peter Pan Nunca gostei do personagem Peter Pan, e acho chato quando ligam o medo de crescer a ele. Ele é muito metido e babaca, e dá para ser criança mesmo tendo certa maturidade e responsabilidades. Eu gosto é do Miguel, que é fofo e ingênuo. E, mesmo eu tendo medo de crescer, acho boa a moral do filme. Peter Pan é engraçadinho, mas apesar de já ter gostado muito do filme antes, ele não me marcaria hoje. Infelizmente a gente cresce e alguns gostos mudam… Avaliação: 3,5/5

3- Celeste e Jesse para sempre (Lee Toland Krieger, 2012)

Celeste e Jesse para sempre Esse filme passa sempre na HBO e eu vi gente falando bem, então fiquei com vontade de ver e encontrei-o começando por acaso em um dia em que eu não sabia o que assistir. O filme é sobre o casal do título, que está se separando mas continua se comportando como um casal, fazendo tudo juntos e cheios de piadinhas internas, o que os outros acham muito inadequado. Então Celeste e Jesse tentam conhecer novas pessoas, se separar de verdade,  mas ao mesmo tempo sentem-se um pouco estranhos com isso, e eu sou péssima para escrever sinopses então vou parar por aqui. Achei o filme realista, e acreditei no relacionamento deles. Os atores são mais conhecidos por papéis cômicos, mas fazem bem a parte dramática, especialmente Rashida Jones. Ela faz uma personagem meio chata, mas — ou talvez por isso — é fácil de se conectar com ela e eu torci para que ela tivesse um final feliz. O problema é que o filme só foca no lado da Celeste, e por isso não sabemos tanto do lado do Jesse, e no final isso faz falta. Celeste e Jesse para sempre não é uma comédia romântica das mais engraçadas, eu inclusive achei o o senso de humor meio ruim, mas a parte séria, que é predominante, faz o filme valer a pena. Avaliação: 3,5/5

4- Encontros e desencontros (Sofia Coppola, 2003)

Encontros e desencontrosNão gostei muito dos outros filmes da Sofia Coppola que eu vi, mas como este é o mais famoso dela, queria ver se eu entendia melhor o hype. E eu entendo, mesmo, porque as pessoas gostam dos filmes dela e reconheço algumas das qualidades. Mas não consigo gostar tanto assim. Eu me sinto muitas vezes como os personagens da Coppola, mas vendo o filme a sensação continua e não consigo me conectar nem com o filme em si nem com os personagens. Não acho chato, de dormir ou parar de assistir, e Encontros e desencontros até que fluiu bem, mas não me envolvi. Avaliação: 3/5

5- Elefante (Gus Van Sant, 2003)

ElefanteO filme é um pouco estranho, muitas cenas em que não acontece nada, ou em câmera lenta, mas não chega a entediar, já que tem menos de uma hora e meia. Achei interessante mostrar aos poucos os personagens, mas alguns são estereotipados demais — não sei se é para ser uma sátira ou não. Eu imaginava uma história um pouco diferente, então fiquei curiosa para ver quem era o assassino. Avaliação: 3,5/5

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Dear Bully, vários autores

Dear bully

I have no excuse for my terrible actions that day, but I realize now, I struck you because I simply didn’t have the words — the words to express all the pain, the frustration, the feelings of self-doubt, of shame, of embarrassment you caused me.

Encontrei esse livro para baixar por em algum site. Como gosto de coletâneas, e me interesso pelo tema bullying, achei que o livro parecia interessante e baixei sem nem ler a sinopse direito. Isso também porque era de graça — pirateado, ops — e eu raramente leio as sinopses de livros, só passo os olhos. Talvez por isso, encontrei algo um pouco diferente do que esperava.

Eu imaginava que fossem ser contos sobre bullying, ou seja, ficção. Mas são cartas sinceras, histórias de verdade, dos próprios autores, na maioria dos casos. No final, isso não faz tanta diferença, porque as histórias são curtas e por isso não poderiam ser muito desenvolvidas mesmo se fossem ficção. Mas acabou ficando um pouco monótono, com várias histórias repetitivas — afinal, são cerca de setenta autores, e muitos deles usam o formato de carta e falam coisas parecidas, descrevendo o que sofreram e falando como superaram.

Mesmo, assim, há uma certa diversidade. Há vários tipos de bullying: agressões físicas, relacionamentos abusivos, comentários maldosos. E são pontos de vista diversificados: de quem sofreu o bullying, de quem praticou, de quem só observou, de quem ajudou quem sofreu… Para mim, três histórias se destacaram: a de uma garota que relaciona pesadelos que teve com seus relacionamentos abusivos, uma em que a menina conversa com um daqueles robôs virtuais sobre o que ela sofre, e um discurso sobre uma menina que se matou feito por alguém nunca impediu o bullying.

Embora não seja um livro muito inspirador do ponto de vista literário, ele é importante, principalmente para quem sofre bullying. Não sei se bullying é comum no Brasil do mesmo jeito que é nos Estados Unidos, e acho pouco provável que o livro seja lançado aqui, mas é um assunto que não pode ser esquecido, e o livro mostra como ele afeta a vida de tanta gente.

Avaliação final: 3/5

sexta-feira, 6 de junho de 2014

A ordem de pagamento & Branca gênese, Sembène Ousmane

A ordem de pagamento e Branca gênese

Se, segundo todas as aparências, a desonestidade parecia ter levado a melhor, era obra da época e não de Alá. Aquela época que recusava conformar-se à antiga tradição.

(A ordem de pagamento, p. 59) 

Minha irmã pegou este livro na biblioteca e eu aproveitei e o li também, já que é de um autor do Senegal e não é um país fácil de achar para o desafio volta ao mundo em 80 livros. Meio triste, mas em um ano, este é o primeiro livro africano que eu leio. Aliás, é triste como todos — especialmente as editoras — ignoram a literatura africana. A editora Ática tinha essa coleção de autores africanos, mas acho que ela não é mais lançada. Se não fosse pela biblioteca, minha irmã nunca teria ouvido falar deste livro.

O livro tem duas histórias — eu chamaria de novelas, a editora chama de romance. A primeira, A ordem de pagamento, conta a história de um homem, Dieng, que recebe uma ordem de pagamento do seu sobrinho e sofre para tentar conseguir o dinheiro. Ele precisa de documentos, e para isso precisa de dinheiro, mas sempre que consegue dinheiro divide com as pessoas da sua comunidade. Ele não entende a burocracia no novo espaço colonial. Já Branca gênese trata de incesto em uma sociedade antigamente tradicional, mas agora em crise com seus valores.

Eu gostei bastante da primeira história. Fui ficando angustiada com a demora para conseguir o dinheiro e com como Dieng não conseguia entender o que precisava fazer para consegui-lo. Ou seja, a leitura me prendeu. Já a segunda história eu achei mais complicada. Eu não conheço muitas coisas culturais do Senegal, e embora eu goste de aprender com os livros, também sei que entenderia melhor os livros se conhecesse a cultura antes, e esse é o caso de Branca gênese. A história não é muito especial, se não fosse pelos aspectos culturais que ela traz e que não conheço. E também tem muitos personagens e eu demorei para entender quem era quem.

Enfim, é uma leitura interessante. Apesar de ter algumas dificuldades por aspectos culturais, não é um livro difícil, não tem vocabulário complicado — tem notas de rodapé que explicam termos estrangeiros. Vale a pena dar uma chance para os autores africanos.

Avaliação final: 3,5/5

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Insurgente, Veronica Roth

Insurgente

— Mas se lembre de que, às vezes, as pessoas que você oprime tornam-se mais poderosas do que você gostaria.

Atenção: Esse post contém spoilers do primeiro livro!

Li Divergente há pouco tempo. Não queria esquecer toda a história e ter que reler o primeiro livro antes de ler a continuação, então quando me vi sem saber o que ler, escolhi ler logo Insurgente. Além do fato da minha irmã ter lido a série toda e eu queria poder ler e comentar — criticar, cof cof — com alguém.

A história continua com Tris, Quatro e sua gangue de amiguinhos —ou pais abusivos ou rivais — indo para a sede da Amizade, fugindo da malvada Jeanine. Aí eles acabam não aguentando o clima paz e amor da Amizade e conhecem os sem-facção, que, para a surpresa da alienada Tris, são muito unidos e têm opiniões e planos próprios. Depois, eles acabam percorrendo a cidade toda, conhecendo novas pessoas e não fazendo nada de muito útil — leia-se: Tris e Quatro brigam, Tris e Quatro fazem as pazes, Tris mente para todos e se arrepende depois… Até que o final, seguindo a lógica de quase todo livro de série, tem uma grande aventura para juntar tudo o que foi apresentado antes. Essa pelo menos fez sentido e não foi corrida, diferente da do primeiro volume, e é a única parte da história que me deu vontade de ler sem parar.

Ou seja, a principal qualidade do primeiro livro, a diversão, não está muito presente no segundo livro. Para não falar tão mal assim, não é que seja um completo tédio, se não eu não teria lido em quatro dias, mas não é a mais envolvente das leituras, e quando se tem muitas críticas sobre o livro, isso é bem ruim.

O livro explica melhor algumas coisas pouco desenvolvidas no primeiro volume, como o modelo de facções, como cada uma pensa, ou as simulações, que me pareceram tão estranhas no final do primeiro livro. Mas para ser honesta continuo achando as simulações meio estranhas e o modo de agir da Erudição um pouco incoerente. Eles ficam muito tempo sem fazer nada e poderiam ter sido bem mais inteligentes no plano deles…

De qualquer jeito, minha maior crítica ao livro não é ao enredo ou ao mundo criado pela autora. É aos personagens. Tris se lamenta por ter matado Will e toda hora fica usando metáforas bobas sobre tristeza. Blablablá, o monstro da tristeza quer me matar, mimimi. Não acho incoerente com a personalidade dela ter ficado traumatizada, mas podia ser menos exagerado. Sem considerar que ela está muito mais egoísta nesse livro. Ela pode ficar traumatizada, mas os outros têm que gostar dela logo em seguida e foda-se se eles também estão mal, né? Eu ainda não consigo entender como ela tem traços de Erudição ou de Abnegação — e nem como as pessoas querem ser amigas dela. Se ela é da Abnegação, então as pessoas de outras facções deveriam ser muito mais egoístas que ela, e não me parece que seja assim. A maioria dos personagens secundários é bem mais legal que ela e menos egoísta também.

Se Tris é chata, Quatro é ainda pior. Ele fica toda hora brigando com a Tris no estilo você-não-confia-em-mim, mas adivinha? Ele não confia nela também! Ele não é o mesmo Quatro misterioso e sensato do primeiro livro. E as cenas melosas são tão chatas… Por mim, eles deveriam terminar logo na primeira briga.

Enfim, vi muita gente falando que Insurgente é melhor que Divergente, mas eu achei bem pior. Continuo querendo ler Convergente, mas estou com as expectativas lá embaixo — especialmente porque sei um spoiler então parte do suspense vai perder a graça. Se você gostou médio de Divergente, não morreu de amores pela Tris e está em dúvida se lê ou não Insurgente, eu não recomendaria a continuação da série.

Avaliação final: 2/5

terça-feira, 27 de maio de 2014

O cão dos Baskervilles, Arthur Conan Doyle

O cão dos Baskervilles

— Nada sobre o clube de caça, Watson disse Holmes com um sorriso malicioso , mas trata-se de um médico do campo, como você teve a astúcia de observar. E creio que minhas deduções se confirmam. Quanto aos adjetivos, se não me falha a memória, mencionei afável, pouco ambicioso e distraído. A experiência me diz que somente um homem afável recebe homenagens; só alguém sem muita ambição abandona uma carreira em Londres e vai para o campo; e só um distraído deixaria a bengala, e não o cartão de visitas, depois de aguardar em sua sala por um hora.

                                                                                             (O cão dos Baskervilles, p.5)

Não era a minha intenção ler este livro para o tema dos bichos, mas como Conan Doyle é o autor do mês na Volta ao mundo em 12 livros, O cão dos Baskervilles acabou se encaixando no tema.

Desde que li uns livros da Agatha Christie e não gostei muito, comecei a dizer que preferia Sherlock Holmes e Watson. E de fato prefiro estes personagens aos detetives da autora. Mas os dois últimos livros que li do Sherlock Holmes também não me animaram muito — este e O signo dos quatro.

O cão dos Baskervilles gira em torno da morte de Charles Baskerville. Uma lenda antiga na família dele envolve um cão infernal que atormenta os Baskerville, e perto do corpo de Charles podiam ser vistas pegadas enormes de um cachorro. Sherlock Holmes diz então para Watson investigar o local do crime e fazer companhia ao herdeiro de Charles, Henry, e assim será desvendada a história do cão dos Baskerville.

Eu já tinha visto uma adaptação para o cinema, mas faz tanto tempo que eu não lembrava de quase nada, e não acho que isso tenha estragado a leitura. Isso porque a resolução não é exatamente surpreendente, e provavelmente mesmo se eu nunca tivesse ouvido falar sobre o livro antes eu continuaria achando isso. Só teve uma revelação que eu achei interessante e surpreendente, mais para o começo. E Holmes não demora muito para contar quem é o criminoso, de forma que depois disso, nas cinquenta páginas finais, há pouco suspense.

Então o livro no começo me deixou bem curiosa, mas fui perdendo a curiosidade mais para o final. Sherlock Holmes também ajudou o livro a ficar mais chato, porque apareceu muito pouco. Gosto do Watson, mas a verdade é que ele é um pouco tedioso, assim como a maioria dos personagens secundários, e não se sustenta sem Holmes.

Enfim, não sei se nunca estou no clima para livros policiais mais antigos, porque sou chata demais com eles, ou se só escolhi os errados, mas o fato é que dos últimos que li, só gostei mesmo de A vingança da Cagliostro. Uma pena, porque é um gênero que eu lia bastante quando menor e às vezes tenho vontade de ler mais.

Avaliação final: 2,5/5 

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Todo dia, David Levithan

Todo dia

— É só que, sei que parece um modo horrível de se viver, mas eu já vi muitas coisas. É muito difícil ter uma noção verdadeira do que é a vida quando se está num único corpo. Você fica tão preso a quem você é. Mas quando quem você é muda todos os dias, você fica mais próximo da universalidade. Mesmo dos detalhes mais triviais. (…) Você aprende o verdadeiro valor de um dia, porque todos os dias são diferentes.

                                                                                                               (Todo dia, p. 93)

Todo dia, do David Levithan, é um daqueles livros com premissa de ficção científica mas com o foco no romance adolescente. A sinopse já tinha me interessado, e o fato de ser do David Levithan, um dos autores de Nick & Norah, me fez ficar mais curiosa ainda com o livro.

Em Todo dia, A acorda em um novo corpo a cada dia — sempre no de alguém com a mesma idade e perto de onde o corpo anterior estava. Um dia, ele está no corpo do namorado de Rhiannon, e acaba se apaixonando por ela. A partir daí, ele passa a querer encontrá-la sempre e chega a quebrar suas próprias regras a respeito da vida das pessoas dos corpos em que ele vive.

É interessante ver quem A vai ser a cada dia, e o que ele vai fazer com a pessoa — se será um dia normal para ela ou não. A vive uma diversidade de personagens — drogados, transexuais, deprimidos, obesos —, e é bom ver um dia da realidade deles. Também é interessante o fato de A não ter sexo, porque põe em discussão o quanto o gênero é determinado socialmente. Se você não tem corpo, e vive a vida de pessoas dos dois sexos, você precisa ter um gênero determinado?

Porém, por mais que essa parte tenha me interessado, o romance não me agradou muito. A e Rhiannon são entediantes e um tanto genéricos — um pouco como Josh e Emma de O futuro de nós dois. Então, assim como no livro de Jay Asher e Carolyn Mackler, achei a premissa melhor do que a execução.

O livro é envolvente, mas não muito marcante. Sinto saudades de me envolver com os personagens ou de terminar um livro triste por ter acabado e feliz por ter lido algo tão legal — como na leitura de Fangirl e de A idade dos milagres. Ainda quero ler outros livros do David Levithan, mas agora irei com expectativas mais baixas.

Avaliação final: 3,5/5

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Marley & eu, John Grogan

Marley & Eu

Marley era, sem sombra de dúvida, uma dor de cabeça. (…) Ele tinha uma coleção de maus hábitos e maus comportamentos. Era culpado por tudo que fazia de errado. (…) Parte de nossa atribuição como seus donos era adequá-lo às nossas necessidades, mas outra parte era também aceitá-lo como ele era. Não apenas aceitá-lo, mas apoiá-lo e a seu espírito canino indomável.

                                                                                                        (Marley & eu, p. 153)

Sempre achei cachorros muito fofos. Quando criança, era meu sonho ter um, mas acabou ficando só no plano imaginário (saudades, Kita!). Atualmente, ao mesmo tempo em que morro de vontade de ter um bichinho para dar carinho, tenho preguiça e pavor só de pensar no trabalho que eles dão, neles destruindo minhas coisas, babando em mim… É, ter um cachorro não é para mim. Mas continuo gostando de ler sobre o assunto, de procurar fotos de filhotinhos e de assistir programas do Animal Planet.

Marley & eu é, eu acho, o primeiro livro que fez sucesso sobre animais de estimação reais. Depois dele, veio um monte de livros: sobre gatos, cachorros e mesmo papagaios e porcos. Não sou muito fã de não-ficção, mas queria ler Marley & eu pelo sucesso que ele fez e para saber como seria ter um cão. E, bom, continuo achando que não é para mim.

Marley é um labrador muito amoroso, mas muito mal comportado. Ele come tudo o que vê pela frente, só obedece quando quer e é impossível de ser controlado. O livro narra todas as desventuras e momentos de amor com o cão e mostra que ter um cachorro não é fácil. E indiretamente ensina que se você quer ter um, não siga o exemplo de John Grogan. Ele e sua família só queriam um cachorro para ver se conseguiriam cuidar de um, escolheram a raça sem pesquisar antes — e claro, nem pensaram em adotar—, e deixaram o cachorro se machucar várias vezes, tentando conter o seu estresse. Não sei como é realmente cuidar de um cachorro, mas achei que eles maltrataram um pouco o Marley. Mesmo assim, acho que isso corresponde a realidade de muitos donos de cachorro, então é interessante.

Muita gente que não gosta do livro diz que ele fala muito do autor, porque fala dos seus trabalhos e da sua família, mas acho que não dá para esperar outra coisa. Se o livro só focasse na história do Marley ficaria mais entediante, porque não é uma história muito surpreendente. E é interessante ver como a família Grogan é bem típica classe média/alta americana.

A leitura do livro é bem fácil e não entusiasma, mas também não cansa. Não vou morrer de saudades do cão Marley, mas fico feliz por ter conhecido uma parte dele. Mais feliz ainda por ser através de páginas do livro, porque assim ele não pode pular em mim nem babar. Recomendo o livro especialmente para quem já teve cachorros.

Avaliação final: 3/5