terça-feira, 7 de janeiro de 2014

The Maze Runner, James Dashner

The Maze Runner

Começo do ano e sempre aquela ideia de que a partir de agora vamos mudar. Eu, como sempre, falei que ia postar mais no blog, ainda mais agora que ele está provisoriamente órfão de um desafio literário. Enfim, não preciso me justificar para postar, né?

Li The Maze Runner para um clube do livro do qual estou participando. A ideia desse clube é ler livros mais “bobos” e subestimados pela crítica (YA, chick-lit, essas coisas). Como às vezes não tenho muita vontade de ler livros mais sérios, achei que deveria participar, até porque adoro ler sobre livros YA mas nem sempre leio os livros em si.

Bom, The Maze Runner já foi lançado há um tempo, inclusive no Brasil, e é o primeiro livro de uma trilogia. Ele conta a história de Thomas, um garoto que acorda um dia em um elevador. Ele descobre que está preso em um lugar cercado por um labirinto com outros garotos e boa parte da sua memória foi apagada. Thomas então, junto com seus novos companheiros, procura um modo de sair do labirinto, ao mesmo tempo em que tenta entender por que os prenderam lá.

Não fui no livro com muitas expectativas, não sabia bem o que esperar. Mas o livro logo me fisgou e me vi querendo continuar e descobrir o que ia acontecer. The Maze Runner é aquele tipo de livro que você quer devorar na maior parte do tempo, mas sobre o qual você tem um monte de pequenas observações, algumas coisas que incomodam aqui e acolá. Os personagens são até interessantes, mas são rasos ao mesmo tempo, e um monte de meninos é parecido entre si. Ao mesmo tempo em que você simpatiza com algumas pessoas, não sente uma empatia verdadeira por eles. E do protagonista eu só consegui senti raiva. Que cara chato! A parte final não me agradou muito (mas o epílogo sim!). Os seres assustadores eram um pouco risíveis e não gostei muito das cenas de ação (mas quem sou eu para julgar, não gosto da maioria das cenas de ação).

No geral, achei o livro bem acima da média. Ele usou clichês? Sim, mas acho que usou bem a maioria deles e misturou com algumas novidades. Ao mesmo tempo em que você sabia que alguma coisa ia acontecer, vinha outra e te surpreendia. Vi gente comparando o livro com Jogos vorazes, mas achei mais parecido com Harry Potter (sem comparar o pano de fundo distópico, é claro).

E uma coisa que tenho que elogiar é que o livro não termina de forma abrupta. Dá curiosidade para ler o próximo, nem todas as dúvidas foram resolvidas, sabemos que não é o final da história. Mas também não precisamos ler o próximo logo em seguida, o livro não termina com um cliffhanger (pelo menos não na minha interpretação). Eu, inclusive, acho que nem vou ler o próximo, porque pelo que eu li a série vai para um caminho que não me atrai muito…

Avaliação final: 3,5/5

(a partir de agora decidi dar nota para os livros aqui no blog também, porque estou indignada que o Skoob não deixa dar meia estrela e às vezes minha opinião não fica tão clara para saber se eu gostei ou não.)

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Let it snow, John Green, Maureen Johnson e Lauren Myracle

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Não sou muito fã do tema do Desafio deste mês, mas por acaso acabei lendo mais de um livro sobre o Natal.

Escolhi Let it snow para estrear meu Kindle, já que é um livro de contos e daria para intercalar com outras leituras, além de ser uma boa forma de eu conhecer três autores dos quais não tinha lido nada antes.

Mas acabei percebendo que não deveria julgar os autores pelos contos… Acho que contos de romance não são muito fáceis de criar, não dão o envolvimento que eu, pessoalmente, precisaria para gostar bastante da história.

O conto mais curto do livro, do John Green, por exemplo, eu achei superficial demais. Fica só o esqueleto da história, que é bizarro (três amigos saem de carro numa tempestade de neve só para ver líderes de torcida?); o romance, que é um clichê; os personagens sem muito desenvolvimento, que são clichês (acho super legal ele ter personagens coreanos, mas precisavam ser dois nerds que ficam babando por qualquer mulher? Um personagem estereotipado ok, tratando-se de uma história sobre nerds, mas dois já é preconceito); umas piadinhas sem graça e muita citação de marcas sem a necessidade (normalmente eu não me irrito com isso, mas qual a necessidade de saber que os tênis dele eram Pumas sem falar mais a respeito dos tênis?). É uma leitura rápida e ok, mas pela fama do John Green, achei bem decepcionante.

O conto da Maureen Johnson, o primeiro, é um pouco menos bizarro que o do John Green, mas continuo achando um pouco irreal (o trem dela quebra no meio do caminho e ela decide sair, conhece um estranho e vai para a casa dele? Isso fora outros detalhes). Os personagens principais são um pouco mais simpáticos e por isso acaba sendo mais fofo.

O terceiro conto, da Lauren Myracle, é o mais polêmico. Muita gente odiou esse conto, eu não achei tão ruim, o problema mesmo é que é comprido demais mas mesmo assim não desenvolve o final. A protagonista é uma menina que só pensa em si mesma e aos poucos vai caindo na real, até ter seu milagre de Natal e mudar. Para mim, que não acredito em espírito natalino e nada do tipo, essa mudança súbita não colou e fiquei triste que ela se deu bem no final, mesmo sabendo que isso ia acontecer (afinal de contas, era para ser um romance, como diz a capa). O que eu achei legal nesse conto, e no livro todo, é que se passa na mesma cidade e os personagens se conhecem e aos poucos vão aparecendo nos outros contos. Esse conto conseguiu finalizar bem a história de todo mundo, menos a sua própria, com um final feliz demais e sem discussões.

Enfim, é uma leitura rápida e um pouco clichê, mas recomendo para quem gosta do clima natalino, especialmente quem sempre sonhou com um Natal com neve.

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Livro, José Luís Peixoto

Livro

Acabei não cumprindo o desafio em setembro, mas volto agora no fim do ano para concluir o Desafio Literário lendo pelo menos um livro de cada tema.

O tema era literatura portuguesa contemporânea e decidi ler um livro pelo qual já me interessava há um bom tempo: Livro, do José Luís Peixoto.

A história de Livro envolve uma vila portuguesa, a França, filhos, pais, mães e livros.

Eu não sabia muito bem o que esperar da leitura, tinha um pouco de medo que o livro fosse difícil de entender ou algo do tipo. Não achei difícil no final, mas é o tipo de livro que demora para me capturar. Você precisa estar no clima, concentrado, para gostar, se não a leitura vai ser arrastada — não que isso não aconteça com quase todo livro, mas alguns logo te fazem entrar na história.

Eu comecei não gostando tanto, achando um pouco cansativo, mas aos poucos fui gostando mais e mais e cheguei no final triste por acabar.

Gostei bastante dos personagens, que mesmo simples têm vida própria, e da metalinguagem que aparece principalmente na segunda parte do livro. Recomendo para quem gosta de ler livros sobre livros.

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

A aventura do pudim de natal, Agatha Christie

Não tenho exatamente uma relação de amor com a Agatha Christie. Li acho que dois romances dela e não vi muita graça em nenhum. Não sei se é porque acho Poirot sem sal, ou porque prefiro Sherlock Holmes e Watson, ou simplesmente porque ponho muita expectativa nas resoluções dos crimes e elas acabam sendo decepcionantes.

Mesmo assim, decidi dar outra chance para ela. Este livro não é tão conhecido, mas o nome parecia promissor e ele se encaixa no Desafio do mês, para o qual eu não tinha muitas ideias.

Porém, descobri que a tal Aventura do pudim de natal era só um conto. Decepção. E não era tão aventura assim. Decepção. E os outros contos também não eram tão legais. Decepção.

Continuo achando Poirot sem graça (e a Miss Marple também!). As resoluções do crime ou eram bizarras demais ou eram sem graça. E como os contos são curtos, não dá para entrar tanto na história, desconfiar mais de alguém ou alguma coisa assim.

Para os fãs da Agatha Christie, este livro deve sim interessar. Mas eu só vou procurar lê-la novamente quando não tiver outras opções.

sábado, 16 de novembro de 2013

Moll Flanders, Daniel Defoe

Moll Flanders

Li Moll Flanders para a faculdade e decidi aproveitá-lo para o Desafio Literário. O tema deste mês é livro banido.

Moll Flanders, como o nome já diz, conta a história de Moll Flanders, uma mulher que nasce pobre mas não aceita sua condição e tenta enriquecer de diversos modos: através de casamentos, prostituição e roubos. É ela que narra a história e vemos um suposto olhar de arrependimento, mas seria este olhar confiável?

O livro é do século 18, e atualmente parece um pouco ultrapassado, entediante até. A construção do romance não é das melhores, o enredo pula partes que pareciam importantes e a estrutura episódica é um pouco estranha. É interessante ler o livro agora e refletir sobre a história da literatura, especialmente dos romances, mas lê-lo por diversão não me parece uma boa ideia…

O que eu gostei no romance é que, hoje, as falas de Moll Flanders parecem um pouco irônicas e realmente não sabemos se devemos confiar na sinceridade dela. Ela diz que se arrepende, mas suas ações dizem o contrário. Isso acaba deixando o livro mais divertido e alguns sorrisinhos podem surgir durante a leitura.

Moll Flanders é certamente um livro importante para a literatura, mas assim como alguns outros clássicos, não me fisgou completamente.

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Compramos um zoológico, Benjamin Mee

Compramos um Zoológico

Minha tia me emprestou este livro faz um tempo. Comecei a ler em agosto, mas parei para ler coisas da faculdade. Como o Desafio Literário de novembro é de histórias de superação, achei uma boa voltar a lê-lo agora.

O livro é sobre um jornalista — o autor — que decide comprar um zoológico com sua família. Mesmo sem experiência nesse tipo de negócio, ele vai em frente e tem de lidar com os mais diversos problemas: desde conseguir dinheiro para consertar o zoológico até animais fugindo das jaulas. Junto às dificuldades de administração, Benjamin deve enfrentar outro problema: o tumor cerebral da sua mulher volta a atacar.

Eu não costumo ler livros de não ficção, mas me interessei por este pelo tema  do zoológico. A verdade é que, sobre esta parte, o livro me decepcionou um pouco. Ele não foca nos animais, o principal é a administração mesmo e há muitas coisas sobre construção — o autor escrevia sobre bricolagem no jornal. O livro foca no período de reforma do zoológico, antes de ele abrir para o público. Mesmo assim, há uma discussão sobre a importância de zoológicos, especialmente para preservar espécies.

A narrativa é bem-humorada e fácil de ler, tornando a leitura agradável e não tão dramática, o que para mim foi um ponto positivo, já que o livro poderia se tornar meloso demais, mas ao mesmo tempo acho que isso dificulta um grande envolvimento com a história e até a empatia pelos personagens. A história é de superação, mas não tem um tom de superação, tem um tom um pouco superficial.

Enfim, Compramos um zoológico é interessante, mas não o recomendo para quem não gosta de não ficção.

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

A vingança da Cagliostro, Maurice Leblanc

A Vingança da Cagliostro

Li A vingança da Cagliostro para o Desafio de agosto. Não sabia se Grotescas iria contar, então peguei este na biblioteca para garantir. Como não tinha lido nada do Arsène Lupin antes, quis experimentar.

O livro é sobre Arsène Lupin, um ladrão um tanto peculiar. Nesse livro, ele vai atrás de um senhor para roubar o dinheiro dele e acaba se envolvendo em outro crime, desta vez praticamente como detetive. E o resto da história eu não vou contar porque perde a graça.

O livro é um romance policial e se parece bastante com outros romances policiais, como os de Conan Doyle e Agatha Christie. O que considerei acima da média foi o personagem principal. Lupin é mais carismático que a maioria dos detetives e eu gosto dessa relação ladrão/detetive que ele tem.

Foi uma leitura rápida e divertida. Fiquei com vontade de ler mais livros do Lupin.