quinta-feira, 30 de junho de 2011

Seis Personagens à Procura de Autor, Luigi Pirandello

Seis Personagens à Procura de Autor

O Diretor: Mas eu só queria saber onde é que já se vi um personagem que, saindo do seu papel, tenha começado a falar em defesa dele como o senhor, propondo e explicando como ele é. Sabe me responder? É uma coisa que eu nunca vi!

(Seis personagens à procura de autor, p. 124)

Minha terceira leitura para o Desafio Literário de junho foi Seis personagens à procura de autor, do Luigi Pirandello. Li o livro porque foi a escolha da minha irmã, então não tinha nenhum interesse especial pela obra.

O livro é sobre uma companhia teatral que ia ensaiar uma peça e é interrompido por seis personagens, que querem contar a sua história às pessoas.

Há diversas mensagens no livro, mas a mais clara para mim foi sobre teatro. Até porque, apesar do meu personagem não ter sido muito bem absorvido por mim, eu já estive em um palco e tive aulas de teatro. Mas o livro não é só sobre teatro e há muito a se pensar sobre ele e sobre a história dos seis personagens, que, por si só, já é interessante.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

As Sabichonas e Escola de Mulheres, Molière

As Sabichonas e Escola de Mulheres

Minha segunda leitura para o Desafio Literário foi As Sabichonas e Escola de Mulheres, do Molière. A minha ideia inicial era ler só a segunda peça, mas como não encontrei um livro só com ela decidi ler as duas.

As Sabichonas é sobre Henriqueta, uma mulher que quer casar com um homem mas sua mãe quer que case com outro, supostamente mais erudito. Já Escola de Mulheres é sobre Arnolfo, um homem que decide se casar com Agnès, que ele criou desde pequena para ser ingênua. Mas esta está apaixonada por outro.

Eu não sabia, mas as peças de Molière são em verso. Fiquei com medo de serem mais difíceis e chatas por causa disso, mas logo me acostumei. O único problema é que em alguns momentos eu comecei a ler meio automaticamente sem entender o que os versos queriam dizer, só achando as rimas bonitas.

As duas peças trazem críticas interessantes. As Sabichonas, por exemplo, critica aqueles que confiam demais nos eruditos.

Mesmo o livro tendo um tom crítico, ele é bem divertido e vale a pena para conhecermos melhor os costumes da época.

(desculpem pelas péssimas resenhas, faz tempo que não me sinto inspirada para escrever…)

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Vestido de Noiva, Nelson Rodrigues

Vestido de Noiva Minha primeira leitura para o Desafio Literário de junho, cujo tema é peças teatrais, foi Vestido de Noiva, do Nelson Rodrigues. Escolhi o livro porque já o tinha há agum tempo e também para conhecer melhor a obra do Nelson Rodrigues.

O livro é sobre Alaíde, uma mulher de classe média que foi atropelada. Ele é separado em três planos: realidade, lembrança e alucinação, que vão se mesclando e, lentamente, conseguimos entender melhor a história de Alaíde.

Não leio peças teatrais com frequência, mas também não é um gênero que eu não goste. Porém, nesse livro, as rubricas me incomodaram bastante. Praticamente todas as falas vinham com a intenção do personagem, o que irrita um pouco, até porque a maioria delas era óbvia. Porém, as rubricas também ajudaram em algum momento, por mostrar melhor como são os personagens e como eles rapidamente mudam de tom.

O livro retrata de forma interessante a sociedade brasileira rica da época e traz um humor sutil que me agradou.

Fiquei com vontade de ver uma boa encenação da peça, acredito que a peça possa crescer bastante nos palcos, apesar de parecer difícil de ser encenada, na minha visão.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Na Natureza Selvagem, Jon Krakauer

Na Natureza Selvagem Minha segunda (e atrasada) resenha para o desafio de maio é a de Na natureza selvagem, de Jon Krakauer. Eu já tinha visto o filme há algum tempo, então escolhi este livro para conhecer melhor a história.

O livro é sobre Chris McCandless, um jovem americano que decide abandonar por um tempo a sociedade e viver sozinho na natureza. O livro conta as viagens de Chris e como era sua vida, sua relação com sua família e relaciona com a trajetória de outros jovens aventureiros.

A leitura foi interessante, no geral. As conversas com quem conviveu com Chris dão mais detalhes e nos fazem entender melhor quem foi ele. Porém, o livro tem alguns momentos que se focam nas experiências do próprio autor, que achei entediantes e desnecessárias.

Uma coisa ótima no livro é que cada capítulo começa com alguns trechos de livros relacionados à história, sendo muitos deles trechos que McCandless gostava.

E uma coisa ruim é não conhecer as paisagens por onde ele passa e assim não conseguir imaginar direito como foi a viagem. Por isso, preferi o filme, que enrola menos e é mais bonito, mais fácil de entrar no clima. Mas não deixo de recomendar o livro àqueles que se interessaram pela história de Chris.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

1968 – o ano que não terminou, Zuenir Ventura

1968

Minha primeira leitura do mês de maio para o Desafio Literário foi 1968 – o ano que não terminou, de Zuenir Ventura. Escolhi este livro por tê-lo em casa e por já ter ouvido falar dele em aula, pois, na verdade, não conheço muitos livros-reportagens e portanto não tinha um interesse especial por algum.

O livro mostra como foi 1968, o que aconteceu de importante aqui no Brasil que levou à criação do AI-5, com muitos depoimentos de pessoas decisivas para os acontecimentos do ano.

Eu não entendo muito de política e não sei mais sobre a ditadura brasileira do que foi ensinado na oitava série. Por isso, fiquei meio perdida durante vários momentos do livro, mas nada que fosse realmente essencial ou que se eu estivesse lendo melhor não conseguiria entender.

O que mais me prendeu na leitura foi a parte cultural, sobre os festivais de música, por exemplo, até porque eu tinha um conhecimento maior sobre quem era a maioria dos personagens.

Não me sinto apta a falar muito do livro, já que não acho que minha leitura foi profunda o suficiente e fico em dúvida se parte da culpa não é do livro mesmo, que, apesar de ser fácil de ler, tem acontecimentos demais em pouco tempo, sendo difícil de assimilar para ignorantes do assunto.

Assim, recomendo àqueles que têm um interesse pelo tema ou mesmo viveram em 1968. E pretendo relê-lo quando tiver paciência e mais conhecimento, pois sei que será uma leitura muito mais proveitosa.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Feios, Scott Westerfeld

Feios

Tally Youngblood é feia. Prestes a completar dezesseis anos, espera ansiosa por sua operação, que a tornará perfeita. Assim, ela poderá viver em Nova Perfeição, cheia de gente bonita à sua volta com muitas festas e diversão. Porém,sua amizade com Shay, outra feia, pode pôr em risco tudo aquilo que Tally sempre sonhara e até mesmo mudar seus pensamentos em relação àquilo que deseja.

Feios, do Scott Westerfeld, foi a minha terceira leitura do Desafio Literário de abril. Escolhi esse livro pela sinopse mesmo, por ser uma distopia juvenil e que propõe algo um pouco diferente. Seu foco não é político. E é aí que está a principal falha do livro, na minha opinião.

Feios traz um reflexão sobre a ditadura da beleza, mas não de forma satisfatória. O que ele nos diz é óbvio. As críticas mais evidentes não espantam ninguém. Falar que nós estamos destruindo o meio ambiente e que a anorexia é ruim chega a ser clichê.Talvez não tanto em um livro para adolescentes que em teoria não é para ser educativo, mas a forma como ele critica é rasa. Até o meio do livro, não houve nada que me fizesse simpatizar pelo mundo criado pelo autor e pela história em si. Felizmente, a parte final conseguiu me deixar com uma impressão não tão negativa.

Mesmo assim,os personagens, em sua maioria, são chatos. Tally é burra demais, Shay é rebelde demais, Peris é idiota. Mas aí temos David, um personagem feito para cair no gosto das garotas. E caiu no meu. Apesar de ser bem clichê, ele tem a sua simpatia e a história se transforma quando ele aparece e os segredos, apesar de também serem óbvios, são revelados.

Este foi o segundo livro do Scott Westerfeld que eu li e não gostei muito. Além das histórias sem muita graça, o estilo do autor não me agradou. Enfim, apesar de tudo, talvez eu leia a continuação, pois o final me deixou curiosa para o próximo.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

O Homem do Castelo Alto, Philip K. Dick

O Homem do Castelo Alto

- De mistério não – disse Paul. – Ao contrário, uma interessante forma de ficção, talvez dentro do gênero de ficção científica.

- Oh, não – discordou Betty. – Não tem nada de científico. Não se passa no futuro. Ficção científica lida com o futuro, sobretudo o futuro em que a ciência é mais adiantada do que agora. O livro não é nada disso.

- Mas – disse Paul – trata do presente alternativo. Existem muitos livros célebres de ficção científica desse gênero. – Explicou para Robert: – Perdoe minha insistência mas, como minha mulher sabe, fui durante muito tempo fanático por ficção científica. Comecei a ler o gênero aos doze anos.  Nos primeiros dias da guerra.

(O Homem no Castelo Alto, p. 127)

A minha segunda leitura do Desafio Literário de abril foi O Homem no Castelo Alto, de Philip K. Dick, um dos principais autores do gênero.

O livro conta como seria se a Segunda Guerra Mundial tivesse sido vencida pela Alemanha e pelo Japão, quais as consequências para o mundo e principalmente para os Estados Unidos, país onde estão os protagonistas do livro.

O livro mostra vários personagens diferentes, cujas histórias se entrelaçam. Alguns me interessam bastante, mas aqueles nos postos políticos me entediaram um pouco, imagino por falta de conhecimento sobre o assunto.

A influência do I Ching na história foi um tanto exagerada, na minha opinião. Foram muitos os momentos filosóficos de personagens como o sr. Tagomi que não conseguiram me fazer filosofar nada, diferente da história em si que me fez refletir.

O que eu mais gostei da história foi a metalinguagem: um livro de história alternativa que traz como um dos elementos principais um livro de história alternativa, em que a Alemanha e o Japão perderam a guerra.

Para mim, a ideia de O Homem do Castelo Alto ficou muito além da execução. O livro tem uma ideia muito boa, mas com algumas partes entediantes e um final que me decepcionou.