quarta-feira, 30 de março de 2011

A Senhora da Magia, Marion Zimmer Bradley

A Senhora da MagiaLi  A Senhora da Magia, o primeiro livro d’As Brumas de Avalon para o Desafio Literário desse mês, cujo tema é obra épica.

A série conta a história do rei Artur pela visão feminina. Esse  volume é focado em Igraine, Morgana e Viviane, a Senhora de Avalon e não quero dar mais informações a respeito da história, porque quase tudo que é interessante contar está mais para o fim do livro.

A leitura foi normal. O livro não causou praticamente nenhum impacto em mim, em poucos momentos pensei “Que legal”, mas também foram poucos em que pensei “Que chato”… O problema é que o livro tem muita enrolação. Por exemplo, passa tempo demais focado na Igraine esperando, esperando e esperando, o que deu agonia em mim.

Além disso, o estilo da autora é normal, sem uma narração muito característica ou algo do tipo. A edição não é muito boa, é feia e tem alguns errinhos. Já os personagens também são normais para mim. Não gostei muito de ninguém e achei Igraine chatinha e Viviane muito chata, mas como não consegui me envolver com a história também não consegui ter muito ódio por ela.

O que mais me interessou no livro foi a discussão religiosa, tema que é polêmico e que, na minha opinião, foi tratado de forma interessante. Não concordo com tudo que o livro diz, mas gostei do que ele trouxe.

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Eu cheguei a começar a ler um dos meus livros reservas, Eragon, mas não terminei por falta de disciplina/vontade/tempo. Da próxima vez tenho que lembrar de começar os livros antes…

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Boy, Roald Dahl

Boy

A minha terceira leitura para o Desafio Literário de fevereiro foi Boy – Tales of Childhood, do Roald Dahl, um livro de memórias da infância do autor.

O livro é recheado de episódios marcantes da vida de Dahl, como um acidente de carro e as vezes que apanhou na escola.

É um livro infantil, escrito de forma simples e divertida, apesar de algumas explicações sobre como eram as coisas na época serem um pouco desnecessárias para crianças mais velhas e adultos. As histórias são divertidas também, embora não muito criativas (afinal, aconteceram de verdade). Mesmo assim, algumas coisas me soaram bizarras demais e fiquei em dúvida se era tudo verdade ou não.

O livro é ilustrado por Quentin Blake, que também ilustrou muitos outros livros do Roald Dahl, e tem muitas fotos e trechos de cartas escritas pelo autor (interessante ver como a caligrafia dele mudou!).

Para quem conhece vários livros do Dahl, Boy é ótimo para ver de onde ele tirou muito de suas histórias. Já se você não conhece o autor o livro é dispensável, mas não ruim.

Princesa, Jean P. Sasson

Princesa

A minha segunda escolha para o Desafio Literário de fevereiro foi Princesa – A história real da vida das mulheres árabes por trás de seus negros véus, da Jean P. Sasson. O livro conta as memórias de Sultana, uma princesa árabe inconformada pela situação em que vivem as mulheres em seu país.

O livro é dividido em capítulos, cada um contando sobre algum momento da vida de Sultana, como sua infância e seu casamento. Ainda há duas continuações do livro: As filhas da Princesa e Princesa Sultana.

O livro é ótimo para nos mostrar como que as mulheres árabes vivem. Se eu já achava ruim a vida de Marjane, sobre a qual eu li em Persepólis, a condição das mulheres nesse livro é pior ainda, mesmo a maioria delas sendo nobres. Por isso, eu acabei ficando surpresa com a facilidade da vida de Sultana. Afinal, ela não sofre tudo passivamente, pois vive fazendo crueldades com o irmão e mesmo assim tem a sorte de ter uma vida até feliz em relação a da maioria das outras mulheres que são citadas no livro. É claro que ela também sofre bastante, mas perto de outras tragédias nem pareceu muito para mim (desculpem, sou insensível).

As memórias de Sultana são narradas de uma forma fácil de ler, que me prendeu bastante, em primeira pessoa. Porém, a edição que eu li é péssima. Para começar, a capa é feia. Mas tudo bem, isso não importa tanto, porque a capa transmite bem a mensagem de como são as mulheres árabes. O importante mesmo é que o livro estava cheio de erros: de concordância, de digitação e algumas coisas mal escritas… Eu fiquei chocada, porque foi o primeiro livro que eu fiquei realmente incomodada com a quantidade de erros.

De qualquer jeito, recomendo o livro para aqueles que não conheçam muito sobre o assunto e queiram conhecer e espero que as novas edições do livro estejam muito melhores e não prejudiquem a leitura.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Persépolis, Marjane Satrapi

Persepólis

Persépolis, da Marjane Satrapi, não fazia parte da minha lista original do Desafio Literário de fevereiro, cujo tema é biografia e/ou memórias. Porém, minha irmã finalmente consegui alugá-lo da biblioteca neste mês, então decidi incluí-lo no desafio.

O livro é na verdade uma história em quadrinhos que conta a história da autora, uma iraniana que assistiu à derrubada do xá, que causou a ditadura islâmica e à guerra Irã-Iraque e foi embora de seu país sozinha aos quatorze anos, para fugir da guerra.

Persépolis é o primeiro livro de história em quadrinhos que eu leio que é para adultos e conta uma história só, não é uma reunião de tirinhas. A leitura foi bem agradável, a história é interessante e é contada de um modo que me cativou. Não achei a parte histórica muito bem explicada, mas provavelmente porque eu realmente não entendo nada sobre o assunto. Na verdade, o que mais me interessou foi ver o crescimento psicológico da Marjane no contexto em que ela vivia e nesse aspecto me senti bastante satifesita ao terminar o livro.

Os desenhos são simples e muito bonitinhos, em branco e preto. Vi gente reclamando deles, mas para quem não conhece muitas histórias em quadrinhos, como eu, eles não deixam nada a dever e realmente são úteis para a história.

O Véu Eu já tinha assistido ao filme homônimo antes de ler o livro e posso dizer que isso deixou a leitura um pouco mais sem graça, pois eram menos surpresas. Mesmo assim, acredito que quem só viu o filme deveria também ler o livro que o originou. E quem não viu o filme também deveria ler o livro, caso o assunto seja de seu interesse.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

As Aventuras de Pinóquio, Carlo Collodi

As Aventuras de Pinóquio conta a história de Pinóquio, o boneco de madeira que quer ser bom, mas nem sempre consegue.

Li este livro com expectativas baixas, porque minha irmã não tinha gostado muito dele e acabei gostando mais do que esperava, embora não tenha gostado tanto.

A edição que eu li do livro é curta, tem umas cem páginas e várias ilustrações, portanto li o livro inteiro em um dia mesmo. Assim, é o tipo de livro que eu leio mas no final do ano já nem lembro mais dele.

Eu sempre achei o Pinóquio chato no filme e não foi diferente no livro. Eu ficava com raiva dele toda hora e com pena do Gepeto também. Achei também a história estranha em alguns momentos. O Grilo Falante morre, volta como fantasma e depois aparece vivo de novo? Na minha opinião, o livro tem menos sentido do que Alice no País das Maravilhas…

Mas, apesar de tudo, é um livro engraçadinho, mas que seria mais aproveitado por gente menor, que pode ter o que aprender com as lições ensinadas.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

The Graveyard Book, Neil Gaiman

The Graveyard Book

A minha última escolha para o Desafio Literário deste mês foi The Graveyard Book, do Neil Gaiman. Minha irmã tem esse livro há um tempo e eu ainda não tinha lido, mesmo sendo fã do autor, então aproveitei o tema infanto-juvenil para lê-lo.

O livro é sobre Nobody Owens, um órfão que teve sua família assassinada e mora em um cemitério. O menino é criado por fantasmas, fica amigo de uma bruxa e seu guardião, Silas, não faz parte do mundo dos mortos nem dos vivos. O livro mostra a infância de Nobody e como ele amadurece, enquanto o assassino de sua família está à solta procurando por ele.

O livro é escrito de forma simpática, que eu realmente gostei. Os personagens são todos interessantes e bem construídos. Fiquei com vontade de saber mais sobre Silas, Liza, Miss Lupescu e sobre muitos dos mortos que estão no cemitério.

Os primeiros capítulos do livro contam fatos separados da vida de Nobody e aos poucos as coisas vão se unindo e fazendo sentido. Mas eu me decepcionei um pouco com o final, para falar a verdade.

Ainda assim, The Graveyard Book é um livro muito bom e pode ser lido por todos.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

A História de Despereaux, Kate DiCamillo

A História de Despereaux

- Porque você, camundongo, pode contar uma história para Gregório. Histórias são luz. A luz é preciosa num mundo tão escuro. Comece do começo, conte uma história para Gregório. Faça alguma luz.
Despereaux queria muito viver, por isso ele disse:
- Era uma vez…

(A História de Despereaux, p. 76)

Era uma vez um camundongo chamado Despereaux. Ele vivia num castelo e era um camundongo diferente. Por exemplo, ele gostava de ler, em vez de comer os livros. Um belo dia, Despereaux conhece a princesa Ervilha e se apaixona por ela.

Temos também a história de Chiaroscuro, um rato que gostava da luz mas que não é bem recebido pela família real pois deveria pertencer ao escuro, no calabouço, e de Migalha Sementeira, uma pobre garota que quer ser princesa. Os dois se unem num plano maligno e eu só posso dizer que o resto envolve um pouco de sopa e um carretel de linha.

O livro, como imagino que já tenha dado para perceber, é uma espécie de conto de fadas moderno. Eu consigo me ver lendo o livro para uma criança e por isso acho meio ruim o fato da narradora sempre conversar com o leitor. Não os comentários em si, mas ela sempre dizer “leitor” me incomodou um pouco, afinal, quem ouve a história não é exatamente o leitor.

Os personagens são interessantes, especialmente Chiaroscuro, com suas dúvidas em relação a ser do escuro ou ir para a luz. A história é contada de forma simples e as ilustrações, do Timothy Basil Ering, são bonitas.

Enfim, é um livro muito fofo, um belo infanto-juvenil.

Sobre a adaptação para o cinema:

O Corajoso Ratinho DespereauxTive a oportunidade de ver o filme logo após ler o livro (obrigada, Telecine!). Infelizmente por isso, acabei comparando as duas histórias bem mais do que deveria se visse o filme bem depois de ter lido o livro.

O filme traz uma história bem similiar à do livro, com algumas mudanças boas e outras que não me agradaram tanto.

Eu gostei de terem feito toda um mundo/cidade para os ratos e para os camundongos, além de terem mostrado mais quem morava fora do castelo, pois ficou bem bonito.

O filme muda um pouco algumas personalidades. Despereaux não é tão corajoso no livro, embora isso não seja problema, enquanto a princesa é muito mais chata no filme e Migalha Sementeira me pareceu mais patética no filme também.

Também acho estranho a diferença que todos veem no filme entre camundongo e rato/ratazana. Tudo bem, eu também imagino um camundongo fofo e uma ratazana assustadora, mas nem por isso ia ficar feliz se visse um camundongo no meu quarto, afinal, ele também é sujo! E no desenho os dois não são muito diferentes, a ratazana nem é muito grande nem suja.

Outra coisa que eu não gostei muito foi a narração, achei desnecessária em alguns momentos e a mulher na versão dublada poderia estar narrando um documentário que não seria tão diferente do jeito que ela narrou.

De qualquer forma, eu gostei do filme, mas teria gostado bem mais se o tivesse visto antes de ler o livro.