segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Persépolis, Marjane Satrapi

Persepólis

Persépolis, da Marjane Satrapi, não fazia parte da minha lista original do Desafio Literário de fevereiro, cujo tema é biografia e/ou memórias. Porém, minha irmã finalmente consegui alugá-lo da biblioteca neste mês, então decidi incluí-lo no desafio.

O livro é na verdade uma história em quadrinhos que conta a história da autora, uma iraniana que assistiu à derrubada do xá, que causou a ditadura islâmica e à guerra Irã-Iraque e foi embora de seu país sozinha aos quatorze anos, para fugir da guerra.

Persépolis é o primeiro livro de história em quadrinhos que eu leio que é para adultos e conta uma história só, não é uma reunião de tirinhas. A leitura foi bem agradável, a história é interessante e é contada de um modo que me cativou. Não achei a parte histórica muito bem explicada, mas provavelmente porque eu realmente não entendo nada sobre o assunto. Na verdade, o que mais me interessou foi ver o crescimento psicológico da Marjane no contexto em que ela vivia e nesse aspecto me senti bastante satifesita ao terminar o livro.

Os desenhos são simples e muito bonitinhos, em branco e preto. Vi gente reclamando deles, mas para quem não conhece muitas histórias em quadrinhos, como eu, eles não deixam nada a dever e realmente são úteis para a história.

O Véu Eu já tinha assistido ao filme homônimo antes de ler o livro e posso dizer que isso deixou a leitura um pouco mais sem graça, pois eram menos surpresas. Mesmo assim, acredito que quem só viu o filme deveria também ler o livro que o originou. E quem não viu o filme também deveria ler o livro, caso o assunto seja de seu interesse.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

As Aventuras de Pinóquio, Carlo Collodi

As Aventuras de Pinóquio conta a história de Pinóquio, o boneco de madeira que quer ser bom, mas nem sempre consegue.

Li este livro com expectativas baixas, porque minha irmã não tinha gostado muito dele e acabei gostando mais do que esperava, embora não tenha gostado tanto.

A edição que eu li do livro é curta, tem umas cem páginas e várias ilustrações, portanto li o livro inteiro em um dia mesmo. Assim, é o tipo de livro que eu leio mas no final do ano já nem lembro mais dele.

Eu sempre achei o Pinóquio chato no filme e não foi diferente no livro. Eu ficava com raiva dele toda hora e com pena do Gepeto também. Achei também a história estranha em alguns momentos. O Grilo Falante morre, volta como fantasma e depois aparece vivo de novo? Na minha opinião, o livro tem menos sentido do que Alice no País das Maravilhas…

Mas, apesar de tudo, é um livro engraçadinho, mas que seria mais aproveitado por gente menor, que pode ter o que aprender com as lições ensinadas.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

The Graveyard Book, Neil Gaiman

The Graveyard Book

A minha última escolha para o Desafio Literário deste mês foi The Graveyard Book, do Neil Gaiman. Minha irmã tem esse livro há um tempo e eu ainda não tinha lido, mesmo sendo fã do autor, então aproveitei o tema infanto-juvenil para lê-lo.

O livro é sobre Nobody Owens, um órfão que teve sua família assassinada e mora em um cemitério. O menino é criado por fantasmas, fica amigo de uma bruxa e seu guardião, Silas, não faz parte do mundo dos mortos nem dos vivos. O livro mostra a infância de Nobody e como ele amadurece, enquanto o assassino de sua família está à solta procurando por ele.

O livro é escrito de forma simpática, que eu realmente gostei. Os personagens são todos interessantes e bem construídos. Fiquei com vontade de saber mais sobre Silas, Liza, Miss Lupescu e sobre muitos dos mortos que estão no cemitério.

Os primeiros capítulos do livro contam fatos separados da vida de Nobody e aos poucos as coisas vão se unindo e fazendo sentido. Mas eu me decepcionei um pouco com o final, para falar a verdade.

Ainda assim, The Graveyard Book é um livro muito bom e pode ser lido por todos.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

A História de Despereaux, Kate DiCamillo

A História de Despereaux

- Porque você, camundongo, pode contar uma história para Gregório. Histórias são luz. A luz é preciosa num mundo tão escuro. Comece do começo, conte uma história para Gregório. Faça alguma luz.
Despereaux queria muito viver, por isso ele disse:
- Era uma vez…

(A História de Despereaux, p. 76)

Era uma vez um camundongo chamado Despereaux. Ele vivia num castelo e era um camundongo diferente. Por exemplo, ele gostava de ler, em vez de comer os livros. Um belo dia, Despereaux conhece a princesa Ervilha e se apaixona por ela.

Temos também a história de Chiaroscuro, um rato que gostava da luz mas que não é bem recebido pela família real pois deveria pertencer ao escuro, no calabouço, e de Migalha Sementeira, uma pobre garota que quer ser princesa. Os dois se unem num plano maligno e eu só posso dizer que o resto envolve um pouco de sopa e um carretel de linha.

O livro, como imagino que já tenha dado para perceber, é uma espécie de conto de fadas moderno. Eu consigo me ver lendo o livro para uma criança e por isso acho meio ruim o fato da narradora sempre conversar com o leitor. Não os comentários em si, mas ela sempre dizer “leitor” me incomodou um pouco, afinal, quem ouve a história não é exatamente o leitor.

Os personagens são interessantes, especialmente Chiaroscuro, com suas dúvidas em relação a ser do escuro ou ir para a luz. A história é contada de forma simples e as ilustrações, do Timothy Basil Ering, são bonitas.

Enfim, é um livro muito fofo, um belo infanto-juvenil.

Sobre a adaptação para o cinema:

O Corajoso Ratinho DespereauxTive a oportunidade de ver o filme logo após ler o livro (obrigada, Telecine!). Infelizmente por isso, acabei comparando as duas histórias bem mais do que deveria se visse o filme bem depois de ter lido o livro.

O filme traz uma história bem similiar à do livro, com algumas mudanças boas e outras que não me agradaram tanto.

Eu gostei de terem feito toda um mundo/cidade para os ratos e para os camundongos, além de terem mostrado mais quem morava fora do castelo, pois ficou bem bonito.

O filme muda um pouco algumas personalidades. Despereaux não é tão corajoso no livro, embora isso não seja problema, enquanto a princesa é muito mais chata no filme e Migalha Sementeira me pareceu mais patética no filme também.

Também acho estranho a diferença que todos veem no filme entre camundongo e rato/ratazana. Tudo bem, eu também imagino um camundongo fofo e uma ratazana assustadora, mas nem por isso ia ficar feliz se visse um camundongo no meu quarto, afinal, ele também é sujo! E no desenho os dois não são muito diferentes, a ratazana nem é muito grande nem suja.

Outra coisa que eu não gostei muito foi a narração, achei desnecessária em alguns momentos e a mulher na versão dublada poderia estar narrando um documentário que não seria tão diferente do jeito que ela narrou.

De qualquer forma, eu gostei do filme, mas teria gostado bem mais se o tivesse visto antes de ler o livro.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Holes, Louis Sachar

Holes

Outro livro da biblioteca alugado pela minha irmã (mas também com a minha aprovação!). Se não me engano, esse livro foi uma das opções de livro de férias, na escola, mas acabei lendo outro. Eu nunca tinha ouvido alguém falar que leu o livro, mas como gosto de literatura infanto-juvenil tive interesse em lê-lo.

Holes é sobre Stanley Yelnats, um garoto que é acusado indevidamente de um roubo de um par de tênis e tem duas opções: ou ele vai para a cadeia ou para o Camp Green Lake. Ele escolhe a segunda opção e descobre que o Camp Green Lake não tem um lago, pois este secou há muito tempo. Lá, o garoto tem que cavar um buraco todo dia, supostamente para formar o caráter. Mas, ao encontrar um misterioso objeto, Stanley começa a suspeitar que na verdade a dona do acampamento está à procura de alguma coisa mais importante enterrada no solo do lago.

Ao mesmo tempo, o livro também conta a história de um antepassado de Stanley, o responsável pelo azar das gerações seguintes da família, pois foi amaldiçoado ao quebrar uma promessa.

O livro foi uma grata surpresa. Depois de ler um livro que promete que tudo vai ter a ver com tudo e na verdade não tem (A Órbita dos Caracóis), ver que tudo está realmente interligado em outro livro é gratificante, mesmo que algumas das ligações sejam previsíveis.

Os personagens do livro são simpáticos, no geral. A maioria é bem construído (embora eu ainda ache que Mr. Pedanski se torna mal de repente), original e real.

A leitura foi rápida, divertida e surpreendente. O livro deveria ser mais conhecido.

Há uma adaptação para o cinema, chamada em português de O Mistério dos Escavadores, que eu não vi ainda e nem pretendo ver depois de descobrir que quem faz o Stanley é o Shia LaBeouf.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

A Bolsa Amarela, Lygia Bojunga

A Bolsa Amarela

Li esse livro porque era a outra escolha do Desafio Literário da minha irmã. Não tinha lido nada da autora antes, por falta de interesse mesmo.

O livro conta a história de Raquel, uma garota que tem três grandes vontades: de crescer, de escrever e de ser um menino. Sua família não apoia a garota, zombando das histórias criadas por ela e a menina decide guardar suas vontades em uma bolsa amarela dada pela tia.

A leitura foi agradável, mas não consegui me identificar com a protagonista, pois não conheço alguém que tenha uma família como a dela, apesar de saber que existem muitas. O final do livro que realmente me fez gostar da história, pois é uma graça.

De qualquer jeito, por mais que eu tenha gostado do livro, acho que teria aproveitado mais se fosse mais nova.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

A Órbita dos Caracóis, Reinaldo Moraes

A Órbita dos Caracóis

Li A Órbita dos Caracóis porque foi a escolha da minha irmã para o Desafio Literário. Eu não sabia muito bem sobre o que era o livro, só achava a capa bonitinha.

O livro é sobre Tota e Juliana, um casal de jovens paulistanos. Um dia, a garota é perseguida por um homem e depois descobre que uma pessoa, que foi assassinada logo depois, deixou um pequeno CD na antena de seu carro. Por que ela foi assassinada? Ao mesmo tempo, outras pessoas morrem ao comer escargots. Por quê? É na resolução desses dois mistérios que se baseia a história do livro. Mas, por mais que esses eventos pareçam ter uma relação, eles não têm, o que me decepcionou um pouco.

O que eu mais gostei no livro foi o modo que o narrador conta a história, com um vocabulário que me agradou (e não, não sei definir que tipod e vocabulário me agrada), mas não gosto dele conversando com o leitor, porque para mim isso infantiliza o livro, que não considero para crianças, e sim para jovens.

Achei também o final um pouco forçado, mas o livro se revelou bem divertido.