quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

A Órbita dos Caracóis, Reinaldo Moraes

A Órbita dos Caracóis

Li A Órbita dos Caracóis porque foi a escolha da minha irmã para o Desafio Literário. Eu não sabia muito bem sobre o que era o livro, só achava a capa bonitinha.

O livro é sobre Tota e Juliana, um casal de jovens paulistanos. Um dia, a garota é perseguida por um homem e depois descobre que uma pessoa, que foi assassinada logo depois, deixou um pequeno CD na antena de seu carro. Por que ela foi assassinada? Ao mesmo tempo, outras pessoas morrem ao comer escargots. Por quê? É na resolução desses dois mistérios que se baseia a história do livro. Mas, por mais que esses eventos pareçam ter uma relação, eles não têm, o que me decepcionou um pouco.

O que eu mais gostei no livro foi o modo que o narrador conta a história, com um vocabulário que me agradou (e não, não sei definir que tipod e vocabulário me agrada), mas não gosto dele conversando com o leitor, porque para mim isso infantiliza o livro, que não considero para crianças, e sim para jovens.

Achei também o final um pouco forçado, mas o livro se revelou bem divertido.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

O Rapto do Garoto de Ouro, Marcos Rey

O Rapto do Garoto de Ouro Li O Rapto do Garoto de Ouro, do Marcos Rey, para o Desafio Literário de janeiro, cujo tema é literatura infanto-juvenil. Escolhi esse livro porque queria ler mais algum livro da coleção Vaga-Lume e gosto de outros livros do Marcos Rey.

O livro é sobre Alfredo, o Garoto de Ouro, um jovem que se tornou uma estrela do rock e é raptado no dia de seu aniversário. Os amigos dele, Ângela, Gino e Leo (os mesmos de O Mistério do Cinco Estrelas, Um Cadáver Ouve Rádio e Um Rosto no Computador), decidem investigar o caso. Então, eles passam a entrevistar pessoas do bairro, que conheciam Alfredo, para tentar resolver o crime antes da família do Garoto de Ouro ter que pagar o resgate.

O Rapto do Garoto de Ouro é um livro de mistério “tradicional”, sem muitas surpresas em relação ao formato e, infelizmente, em relação ao final também. Não era tããão óbvio, mas como eu suspeito de todo mundo, não me surpreendi. Apesar disso, é um livro gostoso de ler, curto, fácil e divertido, bom para incentivar o gosto pela leitura dos mais jovens.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Cidade de Ladrões, David Benioff

Cidade de Ladrões

Também ganhei Cidade de Ladrões de aniversário, de uma amiga que disse ter gostado muito do livro. Só consegui lê-lo no fim de dezembro e terminei a leitura no começo desse ano.

O livro conta a história de Lev, um jovem que vive na Rússia na Segunda Guerra Mundial que, por desrespeitar as leis, recebe uma missão um tanto estranha: levar uma dúzia de ovos para que a esposa de um coronel possa fazer um bolo de casamento para sua filha. Junto com Lev vai Kolya, que também desrespeitou as leis, abandonando o exército em que estava. Os dois então saem em busca dos ovos pela região em que vivem, que está miserável, passando por situações diferentes das quais estavam acostumados.

Gostei muito dos personagens principais, Lev é um personagem realista e Kolya é bem carismático, com suas piadas e citações a autores russos.

A história é interessante, mas não conseguiu me prender, do tipo que eu gosto quando estou lendo mas não fico com vontade de ler.

De qualquer forma, é um bom livro.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

O Tigre Branco, Aravind Adiga

O Tigre Branco

Eu ganhei este livro de aniversário da minha irmã. Eu sempre fui com a cara dele, porque acho essa capa uma gracinha (sim, eu julgo livros pela capa. E na maioria das vezes estou certa!).

O livro, que é de um escritor indiano,  é sobre Balram Halwai, um também indiano que nasce numa zona pobre de seu país, passa a trabalhar como motorista e depois consegue subir de vida, virando um empresário de seucesso.

O livro se chama O Tigre Branco pois este é o apelido dado por um inspetor ao protagonista, pois este tem uma esperteza tão rara quanto um tigre branco.

O Tigre Branco é formado por e-mails mandados de Balram para o primeiro-ministro da China, que ia visitar a Índia, portanto o Tigre Branco queria contar algumas coisas sobre o seu país que não iriam dizer ao visitante. Assim, o livro é uma crítica à organização social da Índia e nos mostra de uma boa maneira um país que eu, pelo menos, não conhecia bem.

Outro ponto positivo no livro é a narrativa, bem sarcástica e mordaz. Os personagens também são interessantes, embora muitos deles não apareçam tanto quanto eu gostaria.

Apesar de eu ter achado o livro muito bom, não foi uma leitura do tipo “Não posso parar de ler”. Mesmo assim, é um livro muito interessante para quem quer conhecer mais sobre a Índia.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Jogos Vorazes, Suzanne Collins

Jogos VorazesAtenção: Esse post contém spoilers!

Jogos Vorazes, da Suzanne Collins, foi um dos livros mais comentados do ano. Eu, como fã de livros juvenis, fiquei bem curiosa. Afinal, há um tempo não me apaixono por livros do estilo e sempre me perguntei se era eu que tinha “crescido” ou se eles que tinham piorado. Com Jogos Vorazes, cheguei a conclusão que eu simplesmente só tinha lido os livros errados (embora tenham sido muitos!).

O livro conta a história de Katniss, uma jovem que vive no Distrito 12, em Panem, uma nação fictícia que vive no que era a América do Norte. O país é controlado pela Capital, que todo ano realiza uma edição dos Jogos Vorazes, uma espécie de competição em que vinte e quatro adolescentes, dois de cada distrito, lutam até só restar um jovem vivo, o vencedor. Katniss acaba participando dos Jogos, pois sua irmã mais nova é sorteada para participar e a mais velha prefere ir em seu lugar.

O livro é do tipo que não dá para não largar antes de terminar, praticamente. Fazia tempo que não acontecia isso com um livro comigo, infelizmente.

Os personagens do livro são interessantes, mas alguns são mal explorados. Gostaria tanto de saber mais de Thresh e dos outros tributos, em geral… Aliás, gostaria de saber mais sobre os outros distritos também, Não sei se isso é melhor explicado nos outros livros, mas de qualquer jeito senti falta disso nesse volume. O livro é contado pela Katniss, o que já indicou para mim que ela ganharia os jogos, pois são raros os livros juvenis narrados por mortos. Eu acho que uma narração em terceira pessoa talvez fosse melhor, até porque não gostei tanto das partes em que Katniss estava sozinha na arena, eram um tanto entediantes.

Apesar disso, eu ainda tive minhas dúvidas sobre quem ganharia os jogos. E não, não fiquei completamente satisfeita com os vitoriosos. Muita gente disse que o livro é muito violento e tal, pois eu não acho. Dos personagens que realmente importam para Katniss, só Rue morre. Eu acho que a morte de Peeta seria mais impactante (e de certa forma violenta) para a trama, mesmo que por outro lado seria também mais previsível. Eu sou muito crítica em relação a lutas e a vitórias dos bons, então achei a morte de Cato forçada. Ele podia ter matado os outros facilmente enquanto estava na Cornucópia e ficou enrolando…

Outra coisa que não gostei é que não mostraram o reencontro da Katniss com as pessoas do Distrito 12. Eu sei que vão mostrar isso no próximo livro (espero), mas foi muito frustrante estar esperando por algo que não apareceu. Não gosto quando os livros de uma série não funcionam bem por si sós.

Mesmo parecendo que eu não gostei do livro, de tanto que eu critiquei, eu realmente adorei. É que eu acho bem mais fácil falar mal do que falar bem… De qualquer forma, Jogos Vorazes me fez voltar a confiar na literatura juvenil (e não, eu não vou chamar de YA) e em livros muito comentados pelo mundo afora. Confiança que foi perdida basicamente com Percy Jackson, humpf.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

O Aleph, Paulo Coelho

O AlephLi O Aleph, do Paulo Coelho, porque minha tia me emprestou. Eu nunca tinha lido nada dele e pensei que seria interessante ler um livro do autor para acabar com meu preconceito.

Acontece que esse livro não foi o ideal para isso. O Aleph é sobre a viagem de Paulo Coelho para reencontrar sua fé. Ele encontra Hilal, uma fã, e descobre coisas importantes sobre as vida do dois.

O livro parece ser de não-ficção, mas está classificado como ficção, o que achei um tanto estranho e já me fez acreditar menos na história. Sou muito cética em relação a assuntos espirituais e achei alguns acontecimentos do livro um tanto irreais.

Também não gostei da quantidade de mensagens de auto-ajuda que o autor quer passar. Eu não acho que isso seja ruim, só não é meu estilo, algo que eu particularmente goste.

Apesar de tudo isso, não achei que Paulo Coelho escreve tão mal quanto algumas pessoas comentam. A escrita dele é comum, rápida de ler, mas não chega a ser pobre.

Enfim, por mais que eu não tenha gostado do livro, recomendo para aqueles que gostam de livros com mensagens de fé e coisas assim.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

A Sombra do Vento, Carlos Ruiz Zafón

A Sombra do Vento

A Sombra do Vento, de Carlos Ruiz Zafón, conta a história de Daniel Sempere, um garoto que é levado ao Cemitério de Livros Esquecidos e lá encontra um livro chamado A Sombra do Vento, de Julián Carax. O menino logo devora o livro e fica curioso para conhecer mais do autor. Assim, Daniel vai em busca de mais informações sobre Julián, sem saber que as coisas seriam bem mais difíceis do que esperava.

Esse livro tem basicamente tudo que se espera de um best-seller adulto e bom: suspense, romance, uma história bem elaborada e uma linguagem um pouco rebuscada. Assim, não é surpreendente ouvir um monte de gente falando que foi o melhor livro que já leu na vida.

Porém, eu não gostei tanto assim. Achei o livro um pouco repetitivo, o que me fez parar bastante enquanto lia. Também achei o começo parecido com Coração de Tinta e o Cemitério de Livros Esquecidos parecido com a biblioteca de O Nome da Rosa. E o final é previsível, mas não acho que o autor poderia criar um fim melhor.

Não gostei da linguagem, que agradou tantas pessoas. O livro tem muitas metáforas e comparações e elas são explicadas e batidas, em grande parte, o que as torna um pouco pobres. O tom poético que o autor tentou dar à história me pareceu um tanto falso, forçado.

Apesar disso, o livro tem bastante pontos positivos. Para começar, quase todos personagens são bem construídos (embora alguns não sejam originais) e Fermín Romero de Torres é um dos personagens mais carismáticos que já vi. Além disso, a história é envolvente e traz uma Barcelona pós-guerra civil, um cenário muito interessante.

Portanto, mesmo com seus pontos negativos, A Sombra do Vento é um livro bem acima da média e que merece ser lido.