quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Coração de Vidro, José Mauro de Vasconcelos

Coração de Vidro

Li esse livro para o Desafio Literário de dezembro, que tem como tema livros com a palavra “coração” no título. Aproveitando que li em dezembro, essa leitura também participa do desafio de férias do Garota It.

Não tinha nenhuma expectativa em relação a esse livro. Eu não fazia ideia sobre o que era e acabei tendo uma grata surpresa. O livro é do José Mauro de Vasconcelos, mesmo autor de O Pé de Laranja Lima, clássico da literatura infanto-juvenil brasileira.

Coração de Vidro também é um livro infanto-juvenil e traz quatro pequenas histórias que se passam no mesmo cenário: uma fazenda. Cada uma das histórias é sobre um ser vivo em especial: um passarinho, um peixe, um cavalo e uma árvore. Esses personagens falam e convivem com outros animais, inclusive os homens, que são incapazes de compreender os outros seres (com a exceção da criança, que é amiga da árvore). As histórias são simples, mas ao mesmo tempo são tocantes.

O livro é uma ótima opção para quem quiser se lembrar da infãncia com um tanto de melancolia.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Desafio de Férias

Desafio de FériasComo não posto nada no meu blog sem ser do Desafio Literário, decidi participar de mais um desafio, o desafio de férias.

Esse desafio foi criado pelo Garota It e consiste basicamente em ler e resenhar livros em dezembro, janeiro e fevereiro e assim concorrer a prêmios. Para mais informações, clique aqui.

A minha lista (sujeita a modificações) é esta:

Coração de Vidro - José Mauro de Vasconcelos
Coração de Gelo - Sophie Weston
A Sombra do Vento - Carlos Ruiz Zafón
O Aleph – Paulo Coelho
Jogos Vorazes - Suzanne Collins
O Tigre Branco - Aravind Adiga
Cidade de Ladrões - David Benioff
O Rapto do Garoto de Ouro – Marcos Rey
A Bolsa Amarela – Lygia Bojunga
Holes – Louis Sachar
A História de Despereaux - Kate DiCamillo
A Tapeçaria - Henry H. Neff
O Enigma de Endymion Spring - Matthew Skelton
Sr. Ardiloso Cortês - Derek Landy
O Peso do Silêncio - Heather Gudenkauf
The Graveyard Book – Neil Gaiman
Os 13 Porquês - Jay Asher
Penelope - Marilyn Kaye
Boy – Roald Dahl
Look Me in the Eye - John Elder Robison
Princesa - Jean P. Sasson

Sim, a lista parece enorme, mas é basicamente tudo que eu realmente queria ler nesse período. Não espero conseguir ler tudo, mas grande parte.

Bom desafio a todos que vão participar! :)

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Livro reserva do Desafio Literário de Novembro

O Conto da Ilha Desconhecida Nesse mês, eu tive tempo de ler o livro reserva do desafio literário. A minha opção era O conto da ilha desconhecida, do José Saramago, mesmo autor da minha outra leitura.

O conto da ilha desconhecida é um livro bem curto, mas nem por isso menos profundo. Ele traz a história de um homem que pede um barco a um rei porque quer encontrar a ilha desconhecida.

A história é contada no estilo do Saramago, com parágrafos grandes e diálogos seguidos por vírgulas, o que combina muito bem com o conto. Também há ilustrações interessantes no livro.

O livro traz boas reflexões, mas confesso que não estava no humor ideal para isso. Mas quem quiser ler um livro procurando por grandes mensagens, esta é uma ótima opção.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Desafio Literário de Novembro

Ensaio sobre a Cegueira

O livro que li para o Desafio Literário de novembro, que tem como tema escritores portugueses, é Ensaio sobre a Cegueira, de José Saramago.

Ensaio sobre a Cegueira conta a história de uma sociedade em que as pessoas, de repente, se tornam cegas, sem motivo aparente. O livro foca em um grupo de cegos em especial e em nenhum momento diz o nome de algum dos personagens, que são chamados de “médico” ou “primeiro cego”, por exemplo.

Eu já tinha visto o filme antes e, infelizmente, isso prejudicou muito a leitura. O filme é praticamente igual ao livro e isso tirou o fator surpresa da história e parte do choque que sentimos ao ler determinadas situações.

Até o meio do livro, não achei o livro nada emocionante. Ele não me passou nenhuma emoção, positiva ou negativa. Nem mesmo o modo de Saramago escrever, com longos períodos e com falas separadas por vírgulas, me deixou interessada ou me fez não gostar do livro. Essa falta de sentimentos em relação à escrita dele prevaleceu até o fim, por mais que isso seja estranho.

Mas a história começou a prender minha atenção na parte em que chegam os cegos maus. A partir daí, eu de fato me prendi ao livro e a leitura se tornou mais interessante (e mais pesada também). Em alguns momentos, eu realmente me senti dentro do livro e até cheguei a me perguntar se estava chovendo de verdade porque estava chovendo no livro…

Gostei muito dos personagens, que são bem reais e mesmo assim têm suas peculiaridades.

Enfim, Ensaio sobre a Cegueira é um livro angustiante que oferece uma boa reflexão sobre a vida que levamos.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Desafio Literário de Outubro

A Escada dos Anos O livro que eu li nesse mês para o Desafio Literário foi A Escada dos Anos, da escritora americana Anne Tyler.

A capa desse livro me agrada muito, embora eu não ache que tenha tanto a ver com a história, e a citação do Nick Hornby, um dos meus escritores preferidos, me fez criar uma pequena simpatia pelo livro antes de lê-lo. Mas, ao mesmo tempo, as avalições para os livros da Anne Tyler no Skoob são baixas, o que me deixou um pouco receosa de ler o livro. Não queria acabar com a imagem que tinha dele. E não acabei.

O livro conta a história de Delia, uma mulher de quarenta anos casada e com três filhos que começa a se sentir cansada com sua vida. Então, de repente, ela pega carona com um cara que estava trabalhando em sua casa de praia e vai parar em outra cidade. Delia começa uma vida nova: sem o marido, sem os filhos, com um novo emprego, um novo lugar para morar…

O enredo do livro pode sugerir que a vida nova dela é incrível, cheia de ótimas mudanças e novas alegrias. Mas isso é um engano. A vida dela continua tediosa e Delia continua angustiada. E é aí que se encontra o brilhantismo do livro. Anne Tyler não quis fazer um romance que funcione como fuga da realidade, e sim um romance que faça o leitor refletir sobre a vida. A escritora apresenta uma visão realista da vida de muitas mulheres. Imagino que existam várias Delias por aí…

Os personagens do livro são também muito bem construídos. Delia, apesar de um pouco tediosa, é muito real. Sua família também poderia existir, mas não deixa de ser carismática por isso.

Para mim, o livro só peca pelo tamanho. É muito grande para a história que tem, ele poderia ser um pouco menor. Além disso, achei uma parte do final meio forçada. Não o final em si, mas o que levou a esse final…

Enfim, eu recomendo o livro para quem quiser um livro que mostra bem o cotidiano em que muitos de nós vivemos.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Desafio Literário de Setembro

O Nome da Rosa O livro escolhido para o desafio desse mês é O Nome da Rosa, do Umberto Eco. Escolhi esse livro por ser o primeiro romance histórico que lembrei, além de já ter assistido ao filme e gostado da história.

O Nome da Rosa é uma narrativa policial ambientada em um mosteiro beneditino da Itália no século XIV. Nele nós vemos uma série de mortes misteriosas que são investigadas por Guilherme de Baskerville, um monge franciscano.

O livro é muito interessante por mostrar como era o pensamento religioso medieval e como as pessoas tinham opiniões diferentes sobre muitos assuntos, desde a pobreza de Cristo até o riso.

Uma coisa que me incomodou um pouco durante a leitura é que, assim como no livro do desafio passado, há muitas frases em outra língua e sem tradução. Dessa vez, a língua é o latim, que eu achava que seria fácil de entender mas infelizmente não foi. Isso fez eu me desligar em alguns momentos do livro, principalmente nas discussões religiosas, em que o latim era mais utilizado.

Achei os personagens do livro muito bem desenvolvidos, desde Adso, o narrador, até personagens secundários, como o despenseiro. Nesse aspecto, o filme, que revi após a leitura do livro, não me agradou. Como eles tiveram que reduzir muita coisa, os personagens secundários acabaram não tendo tanto destaque e só eram vistos em ações mais importantes e não em conversas casuais.

Além disso, o filme reproduz um clima de hostilidade exagerado. É claro que há uma tensão durante toda a história, porém o filme quase não traz momentos em que vemos a hospitalidade dos monges beneditinos em relação a Guilherme. Os monges nem apresentaram a abadia a ele! Assim o monge franciscano teve que descobrir tudo sozinho e pareceu muito mais inteligente do que sua versão no livro, em um ponto que chegou até a ser irreal. Ele deduzia as coisas sem nem explicar direito como chegou àquilo! Enfim, preferia não ter revisto o filme logo após ter lido o livro e assim continuaria com uma visão ótima dele.

O livro é ótimo como narrativa policial e histórica e, mesmo com momentos um pouco cansativos, me empolgou bastante.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Desafio Literário de Agosto

Assassinato no Expresso do Oriente

O livro que eu escolhi para o desafio esse mês é Assassinato no Expresso do Oriente, da Agatha Christie.

Escolhi esse livro pois tinha lido só um livro da Agatha Christie antes e queria ler mais algum, pois ela é uma das principais autoras de romance policial, o tema do desafio, e eu havia gostado da leitura anterior.

Assassinato no Expresso do Oriente conta a história de um dos casos de Hercule Poirot, um dos detetives mais famosos da literatura. Dessa vez, Poirot estava viajando no Expresso do Oriente quando um dos passageiros é assassinado. O detetive tem que resolver o caso, entrevistando todos os passageiros do trem e fazendo suas próprias deduções.

A leitura foi bem rápida, li em um dia. Uma coisa que me incomodou um pouco no livro é que havia várias frases em francês e nenhuma era traduzida. Por mais que não seja difícil de entender, por que não podiam traduzir as frases? Facilitaria a leitura.

Eu já tinha visto o filme antes e achava que não lembrava muito bem da história, mas descobri que sabia a resolução do crime, embora sem ter certeza. Talvez por já saber como era, talvez pela resolução em si, não gostei muito do fim do livro. Eu esperava aquele monte de informações jogados para cima de mim nas últimas páginas como nos livros do Sherlock Holmes, sendo que Poirot não falou coisas muito surpreendentes no fim, quase tudo de importante já tinha sido esclarecido antes.

Além disso, tenho algo pessoal contra o Poirot e simplesmente não consigo simpatizar com ele… Eu o acho muito normal, sou muito mais  Sherlock Holmes e  Watson.

Concluindo, achei uma leitura prazerosa, mas facilmente esquecível.