sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Desafio de Férias

Desafio de FériasComo não posto nada no meu blog sem ser do Desafio Literário, decidi participar de mais um desafio, o desafio de férias.

Esse desafio foi criado pelo Garota It e consiste basicamente em ler e resenhar livros em dezembro, janeiro e fevereiro e assim concorrer a prêmios. Para mais informações, clique aqui.

A minha lista (sujeita a modificações) é esta:

Coração de Vidro - José Mauro de Vasconcelos
Coração de Gelo - Sophie Weston
A Sombra do Vento - Carlos Ruiz Zafón
O Aleph – Paulo Coelho
Jogos Vorazes - Suzanne Collins
O Tigre Branco - Aravind Adiga
Cidade de Ladrões - David Benioff
O Rapto do Garoto de Ouro – Marcos Rey
A Bolsa Amarela – Lygia Bojunga
Holes – Louis Sachar
A História de Despereaux - Kate DiCamillo
A Tapeçaria - Henry H. Neff
O Enigma de Endymion Spring - Matthew Skelton
Sr. Ardiloso Cortês - Derek Landy
O Peso do Silêncio - Heather Gudenkauf
The Graveyard Book – Neil Gaiman
Os 13 Porquês - Jay Asher
Penelope - Marilyn Kaye
Boy – Roald Dahl
Look Me in the Eye - John Elder Robison
Princesa - Jean P. Sasson

Sim, a lista parece enorme, mas é basicamente tudo que eu realmente queria ler nesse período. Não espero conseguir ler tudo, mas grande parte.

Bom desafio a todos que vão participar! :)

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Livro reserva do Desafio Literário de Novembro

O Conto da Ilha Desconhecida Nesse mês, eu tive tempo de ler o livro reserva do desafio literário. A minha opção era O conto da ilha desconhecida, do José Saramago, mesmo autor da minha outra leitura.

O conto da ilha desconhecida é um livro bem curto, mas nem por isso menos profundo. Ele traz a história de um homem que pede um barco a um rei porque quer encontrar a ilha desconhecida.

A história é contada no estilo do Saramago, com parágrafos grandes e diálogos seguidos por vírgulas, o que combina muito bem com o conto. Também há ilustrações interessantes no livro.

O livro traz boas reflexões, mas confesso que não estava no humor ideal para isso. Mas quem quiser ler um livro procurando por grandes mensagens, esta é uma ótima opção.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Desafio Literário de Novembro

Ensaio sobre a Cegueira

O livro que li para o Desafio Literário de novembro, que tem como tema escritores portugueses, é Ensaio sobre a Cegueira, de José Saramago.

Ensaio sobre a Cegueira conta a história de uma sociedade em que as pessoas, de repente, se tornam cegas, sem motivo aparente. O livro foca em um grupo de cegos em especial e em nenhum momento diz o nome de algum dos personagens, que são chamados de “médico” ou “primeiro cego”, por exemplo.

Eu já tinha visto o filme antes e, infelizmente, isso prejudicou muito a leitura. O filme é praticamente igual ao livro e isso tirou o fator surpresa da história e parte do choque que sentimos ao ler determinadas situações.

Até o meio do livro, não achei o livro nada emocionante. Ele não me passou nenhuma emoção, positiva ou negativa. Nem mesmo o modo de Saramago escrever, com longos períodos e com falas separadas por vírgulas, me deixou interessada ou me fez não gostar do livro. Essa falta de sentimentos em relação à escrita dele prevaleceu até o fim, por mais que isso seja estranho.

Mas a história começou a prender minha atenção na parte em que chegam os cegos maus. A partir daí, eu de fato me prendi ao livro e a leitura se tornou mais interessante (e mais pesada também). Em alguns momentos, eu realmente me senti dentro do livro e até cheguei a me perguntar se estava chovendo de verdade porque estava chovendo no livro…

Gostei muito dos personagens, que são bem reais e mesmo assim têm suas peculiaridades.

Enfim, Ensaio sobre a Cegueira é um livro angustiante que oferece uma boa reflexão sobre a vida que levamos.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Desafio Literário de Outubro

A Escada dos Anos O livro que eu li nesse mês para o Desafio Literário foi A Escada dos Anos, da escritora americana Anne Tyler.

A capa desse livro me agrada muito, embora eu não ache que tenha tanto a ver com a história, e a citação do Nick Hornby, um dos meus escritores preferidos, me fez criar uma pequena simpatia pelo livro antes de lê-lo. Mas, ao mesmo tempo, as avalições para os livros da Anne Tyler no Skoob são baixas, o que me deixou um pouco receosa de ler o livro. Não queria acabar com a imagem que tinha dele. E não acabei.

O livro conta a história de Delia, uma mulher de quarenta anos casada e com três filhos que começa a se sentir cansada com sua vida. Então, de repente, ela pega carona com um cara que estava trabalhando em sua casa de praia e vai parar em outra cidade. Delia começa uma vida nova: sem o marido, sem os filhos, com um novo emprego, um novo lugar para morar…

O enredo do livro pode sugerir que a vida nova dela é incrível, cheia de ótimas mudanças e novas alegrias. Mas isso é um engano. A vida dela continua tediosa e Delia continua angustiada. E é aí que se encontra o brilhantismo do livro. Anne Tyler não quis fazer um romance que funcione como fuga da realidade, e sim um romance que faça o leitor refletir sobre a vida. A escritora apresenta uma visão realista da vida de muitas mulheres. Imagino que existam várias Delias por aí…

Os personagens do livro são também muito bem construídos. Delia, apesar de um pouco tediosa, é muito real. Sua família também poderia existir, mas não deixa de ser carismática por isso.

Para mim, o livro só peca pelo tamanho. É muito grande para a história que tem, ele poderia ser um pouco menor. Além disso, achei uma parte do final meio forçada. Não o final em si, mas o que levou a esse final…

Enfim, eu recomendo o livro para quem quiser um livro que mostra bem o cotidiano em que muitos de nós vivemos.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Desafio Literário de Setembro

O Nome da Rosa O livro escolhido para o desafio desse mês é O Nome da Rosa, do Umberto Eco. Escolhi esse livro por ser o primeiro romance histórico que lembrei, além de já ter assistido ao filme e gostado da história.

O Nome da Rosa é uma narrativa policial ambientada em um mosteiro beneditino da Itália no século XIV. Nele nós vemos uma série de mortes misteriosas que são investigadas por Guilherme de Baskerville, um monge franciscano.

O livro é muito interessante por mostrar como era o pensamento religioso medieval e como as pessoas tinham opiniões diferentes sobre muitos assuntos, desde a pobreza de Cristo até o riso.

Uma coisa que me incomodou um pouco durante a leitura é que, assim como no livro do desafio passado, há muitas frases em outra língua e sem tradução. Dessa vez, a língua é o latim, que eu achava que seria fácil de entender mas infelizmente não foi. Isso fez eu me desligar em alguns momentos do livro, principalmente nas discussões religiosas, em que o latim era mais utilizado.

Achei os personagens do livro muito bem desenvolvidos, desde Adso, o narrador, até personagens secundários, como o despenseiro. Nesse aspecto, o filme, que revi após a leitura do livro, não me agradou. Como eles tiveram que reduzir muita coisa, os personagens secundários acabaram não tendo tanto destaque e só eram vistos em ações mais importantes e não em conversas casuais.

Além disso, o filme reproduz um clima de hostilidade exagerado. É claro que há uma tensão durante toda a história, porém o filme quase não traz momentos em que vemos a hospitalidade dos monges beneditinos em relação a Guilherme. Os monges nem apresentaram a abadia a ele! Assim o monge franciscano teve que descobrir tudo sozinho e pareceu muito mais inteligente do que sua versão no livro, em um ponto que chegou até a ser irreal. Ele deduzia as coisas sem nem explicar direito como chegou àquilo! Enfim, preferia não ter revisto o filme logo após ter lido o livro e assim continuaria com uma visão ótima dele.

O livro é ótimo como narrativa policial e histórica e, mesmo com momentos um pouco cansativos, me empolgou bastante.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Desafio Literário de Agosto

Assassinato no Expresso do Oriente

O livro que eu escolhi para o desafio esse mês é Assassinato no Expresso do Oriente, da Agatha Christie.

Escolhi esse livro pois tinha lido só um livro da Agatha Christie antes e queria ler mais algum, pois ela é uma das principais autoras de romance policial, o tema do desafio, e eu havia gostado da leitura anterior.

Assassinato no Expresso do Oriente conta a história de um dos casos de Hercule Poirot, um dos detetives mais famosos da literatura. Dessa vez, Poirot estava viajando no Expresso do Oriente quando um dos passageiros é assassinado. O detetive tem que resolver o caso, entrevistando todos os passageiros do trem e fazendo suas próprias deduções.

A leitura foi bem rápida, li em um dia. Uma coisa que me incomodou um pouco no livro é que havia várias frases em francês e nenhuma era traduzida. Por mais que não seja difícil de entender, por que não podiam traduzir as frases? Facilitaria a leitura.

Eu já tinha visto o filme antes e achava que não lembrava muito bem da história, mas descobri que sabia a resolução do crime, embora sem ter certeza. Talvez por já saber como era, talvez pela resolução em si, não gostei muito do fim do livro. Eu esperava aquele monte de informações jogados para cima de mim nas últimas páginas como nos livros do Sherlock Holmes, sendo que Poirot não falou coisas muito surpreendentes no fim, quase tudo de importante já tinha sido esclarecido antes.

Além disso, tenho algo pessoal contra o Poirot e simplesmente não consigo simpatizar com ele… Eu o acho muito normal, sou muito mais  Sherlock Holmes e  Watson.

Concluindo, achei uma leitura prazerosa, mas facilmente esquecível.

terça-feira, 20 de julho de 2010

Desafio Literário de Julho

O Senhor dos Anéis

O livro que escolhi para o desafio literário de junho foi O Senhor dos Anéis, do J. R. R. Tolkien. O tema desse mês é de livros adaptados para o cinema e como gosto muito dos filmes fiquei com vontade de ler os livros também. Eu li os três separados, mas como existe a versão completa acho que não tem problema em resenhar a série toda.

Acho que quase todo mundo já leu e/ou assistiu O Senhor dos Anéis, então a história é bem conhecida. Os livros (e os filmes, obviamente) falam sobre Frodo, um hobbit que recebe um anel de seu tio. Ele descobre que esse anel não é um simples anel, e sim o Anel do Poder, criado por Sauron. Se Sauron conseguisse recuperar seu Anel, ele dominaria a Terra-média, o lugar criado por Tolkien onde se passam alguns de seus livros. Frodo então tem que destruir o objeto, jogando-o no fogo da Montanha da Perdição, onde ele foi forjado.

Junto com Frodo vai a Sociedade do Anel, formada por Sam, Merry e Pippin, três hobbits, Gandalf, um mago, Boromir e Aragorn, dois humanos, Gimli, um anão e Legolas, um elfo. Eles se separam no fim do primeiro livro, A Sociedade do Anel. Cada um dos outros dois livros, As Duas Torres e O Retorno do Rei, é dividido em duas partes, uma contando sobre Frodo e Sam e a outra sobre o resto da sociedade. Para mim, isso foi um problema, pois eu queria saber o que acontecia com Frodo e Sam no começo do terceiro livro e tive que ler metade do livro para finalmente saber como eles estavam. Aliás, acho que o que mais me prendeu ao livro foram os personagens. Já gostava de alguns nos filmes, mas eu realmente me apeguei a eles nos livros. Gosto muito de todos praticamente, com algumas exceções, como de Frodo e de Denethor (duvido que alguém goste deste).

Sempre comentaram que os livros são muito descritivos, mas não achei tanto. O primeiro livro é o único assim. E para quem não tinha visto os filmes antes, as descrições devem ter sido muito úteis para imaginar os lugares. Eu infelizmente não tive a oportunidade de criar minha própria Terra-média e, com a exceção de algunss personagens e dos lugares do terceiro livro, por ter visto o respectivo filme há muito tempo, imaginei tudo do livro como as coisas do filme.

A leitura foi devagar, mas sempre queria ler mais. Eu achava que não ia gostar tanto dos livros, porém estava enganada. Amei o primeiro e gostei bastante do segundo. Porém, tive alguns problemas na leitura do terceiro, relacionados exclusivamente aos apêndices. Gosto da ideia do Tolkien ter criado toda a história da Terra-média, mas alguns apêndices eram só para quem é realmente interessado nisso e, bom, eu não sou. Eu sei que não é obrigatória a leitura deles, mas também não queria pulá-los simplesmente, por isso sofri um pouco no fim da leitura.

Sobre a adaptação para o cinema (contém spoilers!):

Senhor dos Anéis - filme

Como já disse anteriormente, gosto muito dos filmes da série, dirigidos por Peter Jackson. Após ler os livros, assisti novamente aos filmes para poder compará-los adequadamente.

Não há muita diferença de enredo entre os dois. Claro que os livros têm mais história que os filmes e muita coisa foi cortada, como o Tom Bombadil e o expurgo do Condado, mas acho que foi uma boa adaptação, no geral.

O que me irritou no filme foi a mudança na personalidade de alguns personagens. Faramir quer o Anel para Gondor no filme, parecendo ser semelhante a Boromir, enquanto no livro ele nem pensa em fazer isso.

E, se eu já não gosto do Frodo nos livros, ele é muito pior nos filmes. Nos livros ele é bem sensato, mas os filmes só mostram os momentos de fraqueza dele. E, enquanto ele é claramente o “líder” de Sam na hora de entrar em Mordor e na própria jornada pelas terras de Sauron no filme, chegando até a ser convencido por Gollum que o jardineiro não é digno de confiança, no livro Sam que precisa animá-lo na maior parte das vezes. Tive a impressão de que Sam é burro nos filmes e fiquei brava por isso, já que ele é o meu personagem preferido.

O filme também tem bem mais cenas do romance de Arwen e Aragorn. Não gostei muito das cenas em si e da necessidade de colocarem a Arwen em todo momento (ela não precisava ter salvo Frodo no primeiro filme, né… Por que não deixar Glorfindel salvá-lo, como no livro?), mas ao mesmo tempo achei válido eles introduzirem o romance deles desde o começo, porque no livro a Arwen mal aparece e de repente se casa com o Aragorn. E as cenas de amor que têm no livro são de Faramir e Éowyn, enquanto no filme não há nada que deixe explícito que eles estejam juntos.

Assim como no caso dos livros, gosto mais do primeiro filme, depois do segundo e por último do terceiro. Acho a jornada por Mordor muito fácil no filme. Frodo é mordido por Laracna e pego por alguns orcs, Sam mata três orcs para salvá-lo e eles saem caminhando até a Montanha da Perdição, sem muitos problemas e com muita rapidez. Essa parte no livro é muito mais detalhada, chegando até a ser um pouco cansativa.

Pelo que pude perceber, os filmes deixam alguns detalhes sem explicação (por que Denethor é tão chato com Gandalf? Não lembro se tinha alguma referência ao Palantír no último filme), mas no geral é muito bem-feito e considero a adaptação boa.