segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Desafio Literário de Agosto

Assassinato no Expresso do Oriente

O livro que eu escolhi para o desafio esse mês é Assassinato no Expresso do Oriente, da Agatha Christie.

Escolhi esse livro pois tinha lido só um livro da Agatha Christie antes e queria ler mais algum, pois ela é uma das principais autoras de romance policial, o tema do desafio, e eu havia gostado da leitura anterior.

Assassinato no Expresso do Oriente conta a história de um dos casos de Hercule Poirot, um dos detetives mais famosos da literatura. Dessa vez, Poirot estava viajando no Expresso do Oriente quando um dos passageiros é assassinado. O detetive tem que resolver o caso, entrevistando todos os passageiros do trem e fazendo suas próprias deduções.

A leitura foi bem rápida, li em um dia. Uma coisa que me incomodou um pouco no livro é que havia várias frases em francês e nenhuma era traduzida. Por mais que não seja difícil de entender, por que não podiam traduzir as frases? Facilitaria a leitura.

Eu já tinha visto o filme antes e achava que não lembrava muito bem da história, mas descobri que sabia a resolução do crime, embora sem ter certeza. Talvez por já saber como era, talvez pela resolução em si, não gostei muito do fim do livro. Eu esperava aquele monte de informações jogados para cima de mim nas últimas páginas como nos livros do Sherlock Holmes, sendo que Poirot não falou coisas muito surpreendentes no fim, quase tudo de importante já tinha sido esclarecido antes.

Além disso, tenho algo pessoal contra o Poirot e simplesmente não consigo simpatizar com ele… Eu o acho muito normal, sou muito mais  Sherlock Holmes e  Watson.

Concluindo, achei uma leitura prazerosa, mas facilmente esquecível.

terça-feira, 20 de julho de 2010

Desafio Literário de Julho

O Senhor dos Anéis

O livro que escolhi para o desafio literário de junho foi O Senhor dos Anéis, do J. R. R. Tolkien. O tema desse mês é de livros adaptados para o cinema e como gosto muito dos filmes fiquei com vontade de ler os livros também. Eu li os três separados, mas como existe a versão completa acho que não tem problema em resenhar a série toda.

Acho que quase todo mundo já leu e/ou assistiu O Senhor dos Anéis, então a história é bem conhecida. Os livros (e os filmes, obviamente) falam sobre Frodo, um hobbit que recebe um anel de seu tio. Ele descobre que esse anel não é um simples anel, e sim o Anel do Poder, criado por Sauron. Se Sauron conseguisse recuperar seu Anel, ele dominaria a Terra-média, o lugar criado por Tolkien onde se passam alguns de seus livros. Frodo então tem que destruir o objeto, jogando-o no fogo da Montanha da Perdição, onde ele foi forjado.

Junto com Frodo vai a Sociedade do Anel, formada por Sam, Merry e Pippin, três hobbits, Gandalf, um mago, Boromir e Aragorn, dois humanos, Gimli, um anão e Legolas, um elfo. Eles se separam no fim do primeiro livro, A Sociedade do Anel. Cada um dos outros dois livros, As Duas Torres e O Retorno do Rei, é dividido em duas partes, uma contando sobre Frodo e Sam e a outra sobre o resto da sociedade. Para mim, isso foi um problema, pois eu queria saber o que acontecia com Frodo e Sam no começo do terceiro livro e tive que ler metade do livro para finalmente saber como eles estavam. Aliás, acho que o que mais me prendeu ao livro foram os personagens. Já gostava de alguns nos filmes, mas eu realmente me apeguei a eles nos livros. Gosto muito de todos praticamente, com algumas exceções, como de Frodo e de Denethor (duvido que alguém goste deste).

Sempre comentaram que os livros são muito descritivos, mas não achei tanto. O primeiro livro é o único assim. E para quem não tinha visto os filmes antes, as descrições devem ter sido muito úteis para imaginar os lugares. Eu infelizmente não tive a oportunidade de criar minha própria Terra-média e, com a exceção de algunss personagens e dos lugares do terceiro livro, por ter visto o respectivo filme há muito tempo, imaginei tudo do livro como as coisas do filme.

A leitura foi devagar, mas sempre queria ler mais. Eu achava que não ia gostar tanto dos livros, porém estava enganada. Amei o primeiro e gostei bastante do segundo. Porém, tive alguns problemas na leitura do terceiro, relacionados exclusivamente aos apêndices. Gosto da ideia do Tolkien ter criado toda a história da Terra-média, mas alguns apêndices eram só para quem é realmente interessado nisso e, bom, eu não sou. Eu sei que não é obrigatória a leitura deles, mas também não queria pulá-los simplesmente, por isso sofri um pouco no fim da leitura.

Sobre a adaptação para o cinema (contém spoilers!):

Senhor dos Anéis - filme

Como já disse anteriormente, gosto muito dos filmes da série, dirigidos por Peter Jackson. Após ler os livros, assisti novamente aos filmes para poder compará-los adequadamente.

Não há muita diferença de enredo entre os dois. Claro que os livros têm mais história que os filmes e muita coisa foi cortada, como o Tom Bombadil e o expurgo do Condado, mas acho que foi uma boa adaptação, no geral.

O que me irritou no filme foi a mudança na personalidade de alguns personagens. Faramir quer o Anel para Gondor no filme, parecendo ser semelhante a Boromir, enquanto no livro ele nem pensa em fazer isso.

E, se eu já não gosto do Frodo nos livros, ele é muito pior nos filmes. Nos livros ele é bem sensato, mas os filmes só mostram os momentos de fraqueza dele. E, enquanto ele é claramente o “líder” de Sam na hora de entrar em Mordor e na própria jornada pelas terras de Sauron no filme, chegando até a ser convencido por Gollum que o jardineiro não é digno de confiança, no livro Sam que precisa animá-lo na maior parte das vezes. Tive a impressão de que Sam é burro nos filmes e fiquei brava por isso, já que ele é o meu personagem preferido.

O filme também tem bem mais cenas do romance de Arwen e Aragorn. Não gostei muito das cenas em si e da necessidade de colocarem a Arwen em todo momento (ela não precisava ter salvo Frodo no primeiro filme, né… Por que não deixar Glorfindel salvá-lo, como no livro?), mas ao mesmo tempo achei válido eles introduzirem o romance deles desde o começo, porque no livro a Arwen mal aparece e de repente se casa com o Aragorn. E as cenas de amor que têm no livro são de Faramir e Éowyn, enquanto no filme não há nada que deixe explícito que eles estejam juntos.

Assim como no caso dos livros, gosto mais do primeiro filme, depois do segundo e por último do terceiro. Acho a jornada por Mordor muito fácil no filme. Frodo é mordido por Laracna e pego por alguns orcs, Sam mata três orcs para salvá-lo e eles saem caminhando até a Montanha da Perdição, sem muitos problemas e com muita rapidez. Essa parte no livro é muito mais detalhada, chegando até a ser um pouco cansativa.

Pelo que pude perceber, os filmes deixam alguns detalhes sem explicação (por que Denethor é tão chato com Gandalf? Não lembro se tinha alguma referência ao Palantír no último filme), mas no geral é muito bem-feito e considero a adaptação boa.

sábado, 26 de junho de 2010

Livro reserva do Desafio Literário de Junho

Fala Sério, Professor Meu livro reserva desse mês é Fala Sério, Professor!, da Thalita Rebouças.

Fala Sério, Professor! mostra as relações da protagonista Malu com os diversos professores que teve em sua vida. Mas Malu não funciona como narradora para mim. Em Fala Sério, Mãe! grande parte do livro era narrada pela mãe da Malu, por isso achei o livro mais divertido.

Malu é sem-graça. Não tem nada de tocante nem de engraçado na relação dela com os vários professores que teve.

Mas o grande defeito do livro é o mau uso das gírias. Pelo menos aqui em São Paulo não usamos metade das gírias que tem no livro. Para começar, quem aqui fala “fala sério” com tanta frequência? Fala sério, Thalita! Assim, o linguagem do livro soou bem forçada (isso pode até ser coisa regional, mas também me desagrada a ideia de ela ter escrito o livro só para cariocas).

Também achei Malu bem comum. Imagino que seja de propósito, para as pessoas se identificarem com ela, mas isso não ocorreu comigo. A linguagem é forçada e Malu também.

Na verdade, acho que o livro é para pré-adolescentes. Talvez até seja uma boa leitura para eles, mas se você tiver mais de 13 anos e quiser um livro bom (não foi o meu caso, eu sabia que era ruim mas tinha curiosidade de ler), não leia este.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Desafio Literário de Junho

lacos de familia

O livro escolhido para o Desafio Literário desse mês foi Laços de Família, da Clarice Lispector.

Acredito que grande parte das pessoas, ao pensar em uma escritora brasileira, pensa logo em Clarice Lispector. Não é diferente comigo. Já tinha lido A Hora da Estrela e achei bem interessante, mas não tive certeza de que o compreendi completamente, pois o li muito rápido.

Já com Laços de Família foi diferente. Eu estava no clima de ler Clarice em quase todos os contos do livro, até porque, prestando atenção na leitura, fica fácil de se envolver com os contos.

Os contos do livro são basicamente sobre pessoas de nossa época e suas rotinas. Pessoas normais, que poderiam ser simplesmente entediantes nas mãos de outros autores, são exploradas de uma forma bastante intensa e introspectiva. Dessa forma, o leitor acaba compreendendo o personagem e até se identificando com ele.

Em quase todos os contos há a quebra da rotina. Um fato banal ocorre e faz o personagem repensar sobre a vida que levava, mostrando que para um conto ser bom não há necessidade de se ter um enredo fantástico.

Um fato curioso que ocorreu comigo é que depois de ler os contos ficava me imaginando como uma persongem de Clarice, pois acho que ela seria capaz de dizer em plavras muito do que somos incapazes de expressar.

Gostei especialmente do conto Feliz Aniversário, que mostra uma velha em conflito com sua família.

Enfim, Laços de Família é um livro belíssimo que merece ser lido em algum momento de angústia ou de desilusão. Ou simplesmente quando você estiver com vontade de ler algo mais introspectivo.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Livro reserva do Desafio Literário de Maio

LibbyManson O livro reserva do Desafio Literário de maio, cujo tema é chick-lit, é Os Príncipes Encantados de Libby Manson, da Jane Green.

Tenho que admitir que escolhi este livro simplesmente pela capa. Estava em um site de e-books, gostei desse e baixei, sem nunca ter ouvido falar da autora nem do livro.

O livro fala sobre Libby Manson, uma mulher de 27 anos que se apaixona por Nick, um escritor lindo e incrível, mas pobre e com amigos insuportáveis e, o pior de tudo, que não quer ter um relacionamento. Logo depois, Libby conhece Ed, um milionário que gosta muito dela, porém por quem ela não sente nenhuma atração.

O livro tem partes boas e partes ruins. O começo é envolvente, até pelo fato de Nick ser um personagem apaixonante. Mas quando Ed chega, a história desanda. Primeiro, vemos o quanto é Libby personagem é fútil e parece se importar mais com o dinheiro dele do que com todo o resto. Além disso, uma história boa se faz com personagens interessantes, certo? O Ed não atende esse requisito e, para mim, pareceu um tanto irreal.

Assim, a resposta à grande dúvida do livro, que é com qual personagem Libby vai ficar, se torna um tanto óbvia. Só de ler a descrição dos personagens já dá para saber com quem ela vai ficar, não?

Mesmo assim, o livro é interessante e, como Melancia, deve ser apreciado em momentos de tédio.

terça-feira, 18 de maio de 2010

Desafio Literário de Maio

melancia

Li Melancia, de Marian Keyes, para o Desafio Literário de maio, que tem como tema chick-lit.

Gosto muito de teen chick-lit, mas o único livro que tinha lido antes de chick-lit para “gente grande” era Os Delírios de Consumo de Becky Bloom, que não adorei, mas também não odiei.

Com Melancia aconteceu a mesma coisa. Houve momentos em que fiquei com vontade de parar de ler, principalmente no começo, mas houve outros momentos em que não queria parar de ler.

Melancia é sobre Claire, uma mulher de 29 anos que é largada pelo marido logo após ter sua filha. Ela volta a casa de seus pais em Dublin, onde passa por ótimos e por péssimos momentos.

Basicamente, meu problema com o livro é a própria Claire. É claro que a narração em primeira pessoa faz o livro ficar mais divertido, mas há partes em que cansa ler todas as reclamações dela.

Para mim, a relação de Claire com sua família é o que há de melhor no livro, bem verdadeira e divertida. E Adam deixa o livro bem mais interessante.

Acho que o livro é bom para passar o tempo, assim como a maioria dos chick-lits, porém não fiquei com vontade de ler outros livros da autora.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Livro reserva do Desafio Literário

 VIDA_DE_DROGA Como não gostei muito do meu livro do Desafio Literário de abril e sobrou tempo para eu ler mais, decidi ler meu livro reserva, Vida de Droga, do Walcyr Carrasco.

O livro conta a história de Dora, uma jovem rica cujo pai perde o emprego de repente e então a família, após entrar em crise, passa a viver em um bairro mais pobre. A garota tem seus preconceitos no início, mas logo começa a fazer amigos. E, junto com eles, vêm as drogas.

No início, Dora fuma maconha só de vez em quando, sempre dizendo que pode parar quando quiser, porém ela passa a usar outras drogas e fica completamente viciada.

Vida de Droga é um livro que claramente quer passar moral, por mais que o autor diga o contrário. É normalmente lido na escola e por isso eu estava com expectativas ruins (não que todos livros que a escola passe sejam ruins, mas esse tipo de livro, que quer ser educativo, costuma ser chato), mas eu decidi ler do mesmo jeito.

O livro superou minhas expectativas. Gostei na maior parte do tempo, eu não queria parar de ler. Porém o achei meio exagerado e Dora, por mais que represente pessoas que devam existir, é preconceituosa e mal-educada sem motivos na maior parte do tempo, o que me deixou com raiva. Além disso, o final é previsível e, na minha opinião, um tanto irreal.

Eu recomendo a leitura a jovens que se interessam pelo assunto, não acho que seja um livro que agrade a todos.