Há muitas discussões interessantes sobre livros na comunidade do Orkut do Skoob (e eu só observo, nunca posto nada). Uma dessas era sobre qualidade ou quantidade.
De primeira, todo mundo diz qualidade. Melhor ler um livro bom do que ler dois ruins, quase todos concordam nesse ponto.
Mas o que é um livro ruim? São poucos que fazem a distinção entre qualidade e gosto pessoal, então nesse caso o que vale mesmo é a qualidade.
Os que fazem a distinção normalmente consideram livros clássicos ou elogiados pela crítica como bons (e alguns devem dizer que best-seller são ruins também, mas disso eu discordo). Ou seja, pode haver livros ruins que você gosta e livros bons que você não gosta
E é isso que faz a diferença para responder se eu prefiro qualidade ou quantidade.
Eu leio um monte de livros que considero ruim, mas gosto. Um exemplo: Crepúsculo. Eu achei super legal quando li, mesmo sabendo que era ruim, me cansando da repetição da Stephenie Meyer, do Edward (sério. Todo mundo reclama da Bella e tal, mas o único personagem que eu queria matar mesmo é o Edward) e principalmente achando aquela aventurinha final muito FAIL. Não é um livro que vai te marcar (na verdade é, pois o livro virou a nova sensação, então não tem como se esquecer dele), mas eu gostei enquanto li.
Já Papéis Avulsos, do Machado de Assis é um exemplo do contrário. Eu li, só gostei de O Alienista e acho o livro bom. Embora esse exemplo seja ruim, porque eu não gostei por não ter entendido, é o único que vem em mente agora.
Então, se me perguntarem se eu prefiro Crepúsculo ou Papéis Avulsos, eu direi que prefiro Crepúsculo (ou não), mas que Papéis Avulsos é MUITO melhor.
Ou seja, eu prefiro ler dois livros ruins que eu goste do que um bom que eu não goste.
Qualidade e quantidade também pode ser referente a sua leitura. Você prefere ler bem ou ler muito?
Eu, infelizmente, prefiro ler muito (não que eu leia muito, mas eu definitivamente não leio bem). Desde pequena, me estimulavam a ler vários livros e não a ler com calma, prestando atenção a cada detalhe (também, não tem muitos detalhes para reparar em livros infantis).
E lendo rápido as releituras valem a pena, pois você vai reparando nos detalhes que não tinha percebido antes e acaba descobrindo novamente a história.
É isso.
(sempre quis terminar algo dizendo “É isso”, assim como o Pasquale faz em sua coluna na Folha de São Paulo)