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segunda-feira, 16 de março de 2015

Os (não tão) últimos filmes que eu vi #11

Estou atrasada, muito atrasada. Nesse post, vou comentar os últimos filmes que vi em 2014. São oito filmes, em vez dos cinco que eu comentaria normalmente, mas acho que o post não fica muito longo mesmo assim. Pensei em comentar mais alguns, mas agora que estou em aula vejo bem menos filmes, então acho que tudo bem continuar três meses atrasada. Algum dia, eu juro, vou ficar em dia com essa seção.

1- Um conto chinês (Sebastián Borensztein, 2011)

Um conto chinêsTinha vontade de ver esse filme desde que ouvi falar da sua história curiosa, que envolve uma vaca caindo do céu. Não conheço muito do cinema argentino, mas gostei dos filmes que já vi de lá — na medida em que é possível generalizar cinema por nacionalidade, né… Enfim, achei Um conto chinês um filme gostoso de assistir, que prende a atenção, mas eu esperava um pouco mais depois de ver tanta gente o elogiando. Avaliação: 3,5/5

2- Harry & Sally: feitos um para o outro (Rob Reiner, 1989)

Harry e Sally Gosto bastante de assistir comédias românticas, mas não conheço muitos filmes antigos do gênero. Por isso, não sei dizer o quanto Harry & Sally usou clichês e o quanto foi original, mas de qualquer jeito é um filme gostoso de assistir e, tirando uma das cenas finais, que achei forçada, o roteiro é bem desenvolvido. Os personagens têm vida própria e a relação entre Harry e Sally parece real. Avaliação: 3,75/5 (queria ser menos chata, mas o blog é meu e tenho a liberdade de dar essas notas quebradas!)

3- O homem da lua (Stephan Schesch e Sarah Clara Weber, 2012)

O homem da lua A animação passou no Festival Internacional de Cinema Infantil, então eu e minha irmã, crianças com mais de vinte anos, decidimos assistir, já que é rara a chance de ver uma animação assim nos cinemas do Brasil. É um filme bonito e que mistura vários traços na animação. A trilha sonora é muito boa e o filme tem referências que podem agradar aos mais velhos. Mas a história em si não me empolgou muito. São vários núcleos de personagens que vão se repetindo e acho que alguns deles, como a menina no carro com o pai e o cachorro, podiam aparecer menos, porque acabou ficando cansativo. De qualquer jeito, vale a pena pela arte. Avaliação: 3,75/5

4- Amostras grátis (Jay Gammill, 2012)

Amostras grátis É um desses filmes com cara de independente que passam toda hora na HBO. Vi um pedaço um dia e mesmo não tendo gostado muito, queria ver inteiro para avaliar melhor. O filme é sobre uma jovem que precisa trabalhar em um caminhão de sorvete dando amostras grátis para substituir uma amiga. Não é um enredo complexo e a história é meio parada — vemos a relação da protagonista com os clientes, alguns conhecidos dela e outros não, e é isso. Mesmo assim, o filme prendeu minha atenção. Provavelmente não vai mudar a sua vida, mas dá para passar o tempo. Avaliação: 3/5

5- Histórias de amor (Josh Radnor, 2012)

Histórias de amor Acho que ouvi falar desse filme em algum Tumblr por aí, alguma citação ou algo do tipo. Achei o nome original, Liberal arts, curioso (diferente do genérico Histórias de amor). Os personagens do filme são interessantes, e os diálogos também, mas senti falta de alguma coisa. Achei a história meio solta, faltou aprofundar algo, não sei… Talvez eu preferisse um filme que se levasse menos a sério, ou que tivesse menos núcleos e focasse em apenas um aspecto da vida do protagonista. Não é ruim, mas é esquecível. Vale pelas falas que viram citações no Tumblr mesmo. Avaliação: 3/5

6- Summer wars (Mamoru Hosoda, 2009)

Summer wars Tenho vontade de ver quase toda animação japonesa que chega a mim, então não recusei uma chance de ver Summer wars no cinema (novamente, devo agradecer ao Centro Cultural São Paulo pelas mostras de filmes com temas interessantes e pelo preço do ingresso de um mísero real). O filme tem uma temática abrangente, que envolve desde adolescentes e família até um sistema virtual e uma inteligência artificial que pode dominar o mundo. Gostei tanto das partes cotidianas quanto das futuristas, mas não entendi algumas coisas e achei o filme sem noção demais em alguns pontos. Está longe de ser minha animação favorita, mas vale a pena para quem gosta desse tipo de filme. Avaliação: 3,5/5

7- Nausicaä do Vale do Vento (Hayao Miyazaki, 1984)

Nausicaa Adoro os filmes do Miyazaki, mas ainda não tinha visto Nausicaä. O filme lembra Princesa Mononoke, do mesmo diretor, em alguns aspectos, e podemos ver várias características típicas dos filmes do Miyazaki: a mensagem ecológica passada de forma clara, o foco na aviação, as personagens femininas fortes e bem desenvolvidas… Achei que o filme podia ter sido um pouco mais curto, outra coisa que também é típica da minha relação com o diretor: acho alguns filmes dele cansativos. Enfim, não é meu favorito, mas é uma boa animação. Avaliação: 3,5/5

8- Três é demais (Wes Anderson, 1998)

Três é demaisEu não sabia da existência desse filme até vê-lo na programação do Telecine. Como está na lista dos 1001 filmes para ver antes de morrer e é do Wes Anderson, diretor por quem eu tenho simpatia e já vi dois filmes, decidi assistir. O filme já mostra uma certa estranheza que se desenvolverá nos filmes posteriores do diretor, mas não me conquistou. Não entendi se era para simpatizar com o protagonista ou não, mas eu o achei muito chato. Três é demais prendeu a minha atenção, e é engraçado ver o Jason Schwartzman novinho, mas achei o filme esquecível, tanto que esqueci de escrever sobre ele depois de assistir e nem percebi, e às vezes vejo minha lista de filmes e penso “o que raios é Três é demais?” (o que também é culpa da mudança do título, é verdade. O nome original é Rushmore). Avaliação: 3,5/5

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Os últimos filmes que eu vi #10

1- A busca (Luciano Moura, 2013)

A buscaFiquei curiosa com o enredo desse filme, queria saber porque o filho fugiu, então decidi assistir. A busca apresenta a busca do personagem de Wagner Moura pelo filho, além de, metaforicamente, a busca do pai por autoconhecimento ou outros lugares comuns do tipo. Bom, eu gostei do filme. Ele me prendeu, embora às vezes a repetição da busca tenha me cansado. Acho que o filme poderia ter cortado um pouco da parte da viagem para mostrar mais cenas da família, mas ao mesmo tempo entendo a opção de deixar algumas coisas para a reflexão do espectador. É curioso porque na mesma época tinha visto Eles voltam, outro filme brasileiro, dessa vez sobre uma menina procurando voltar para casa e encontrar os pais. Em A busca os papéis se invertem e é o pai que procura pelo filho. Avaliação: 3,5/5

2- As vantagens de ser invisível (Stephen Chbosky, 2012)

THE PERKS OF BEING A WALLFLOWEREu já tinha visto vários trechos do filme antes, mas só consegui assisti-lo inteiro agora (com agora, leia-se em outubro do ano passado. Eu, cheia de posts atrasados? Até parece). É difícil avaliar desse jeito, porque não teve o impacto de ver pela primeira vez algumas cenas, mas no geral é um bom filme. As atuações são convincentes, especialmente Ezra Miller como Patrick. As vantagens de ser invisível é um filme envolvente e que consegue trazer bem muitos dos conflitos e das emoções do livro. Em questão de adaptação, acho só que o professor de inglês ficou meio solto no filme. Não gosto do final do livro, acho que ele pode ser interpretado de uma maneira prejudicial para quem é tímido e invisível como o Charlie, mas no filme eu não o achei tão ruim, talvez por já saber o que já acontecia. Avaliação: 3,5/5

3- Detona Ralph (Rich Moore, 2012)

Detona Ralph Continuando minha saga de ver mais animações, dessa vez o escolhido foi Detona Ralph. Fiquei curiosa para vê-lo desde que o filme saiu, porque até a crítica o elogiou, mas acabei não tendo ânimo para ver no cinema. Por mais que eu goste da premissa do filme, um Toy Story versão fliperama, a verdade é que não ligo muito para videogames, então não entendi muitas das referências. Mas eu gostei daquelas que eu entendi e adorei que não se limitaram a videogames. A história do filme é clichê e previsível, mas eu não esperava outra coisa. O problema para mim é que o roteiro em um momento aponta um momento sério de crise, uma situação que não teria uma solução razoável, mas depois desfaz tudo, porque era mentira (é difícil de explicar sem usar spoilers). Essa situação seria muito mais interessante do que o enredo do filme de verdade, então fiquei meio decepcionada. Acho que eu queria um pouco mais de complexidade, só isso. Mas recomendo o filme para fãs de games. Avaliação: 3/5

4- Vida de adulto (Scott Coffey, 2013)

Vida de adulto Emma Roberts interpreta Amy, uma jovem que sonha em ser uma poeta renomada. Por enquanto, porém, ela só recebe nãos de revistas literárias e não consegue ter seu trabalho publicado em nenhum lugar. Após brigar com seus pais, que não têm mais como sustentá-la, Amy passa a trabalhar em uma sex shop, e é desse modo que ela amadurecerá. O filme é uma comédia e parece uma versão mais leve e engraçada da série Girls ou um Girls que deu certo. Gostei bastante de Vida de adulto, acho que ele lida bem com as dificuldades de crescer e amadurecer e ao mesmo tempo tira sarro da geração de jovens de hoje. Avaliação: 3,5/5

5- Touro indomável (Martin Scorsese, 1980)

Touro indomável

Como meio mundo ama o Scorsese e o único filme que eu vi dele é A invenção de Hugo Cabret, achei que estava na hora de conhecer mais filmes do diretor. Comecei por Touro indomável pelo motivo de sempre: passou na TV em um bom horário. E também porque era o meu filme do mês da lista de 1001 filmes para ver antes de morrer. O fato é que não me interesso por boxe, então acabei achando o filme um pouco entediante. Os atores estão ótimos, o filme é muito bem feito, mas a história de vida do Jake LaMotta não conseguiu me prender o suficiente. Talvez se o filme tivesse meia hora a menos eu teria gostado mais, porque tem várias partes interessantes, mas no geral achei cansativo. Avaliação: 3,5/5

domingo, 7 de dezembro de 2014

Os últimos filmes que eu vi #9

1- A garota de rosa-shocking (Howard Deutch, 1986)

A garota de rosa-shockingUm monte de gente ama o John Hughes, e isso me deu vontade de ver os filmes dele. Gostei bastante de Clube dos cinco, mas não vi nada de especial em A garota de rosa-shocking — é um filme legalzinho, mas não entendo por que tanta gente gosta dele. Quer dizer, entendo que pessoas mais velhas gostem do filme pela identificação, mas não sei porque as pessoas da minha idade são loucas por ele. Na verdade, a questão é que eu não gosto da estética dos anos 80 — o vestido de baile da Andie é muito feio, gente — e acho que a história e o desenvolvimento romântico nesse filme são meio sem graça. Avaliação: 3/5

2- Um time show de bola (Juan José Campanella, 2013)

Um time show de bolaNão sou das maiores fãs de futebol, mas gosto de jogar pebolim, então fiquei curiosa para saber como o enredo de Um time show de bola trataria o assunto. O filme parece bastante Toy story em alguns momentos, porque os bonecos de pebolim se metem em enrascadas e isso cria várias cenas de ação. É interessante ver peculiaridades e cenários argentinos em um filme cujo visual lembra as animações hollywoodianas, e acho que o filme tem potencial de agradar adultos e crianças, mas a história viajou demais e muita coisa poderia ter sido cortada do roteiro para ter um resultado final mais limpo. Avaliação: 3,5/5

3- Temporário 12 (Destin Daniel Cretton, 2013)

Temporário 12Vi várias pessoas elogiando esse filme, então fiquei com vontade de ver — quando digo esse tipo de coisa, significa que eu fui atrás do filme e que ele me interessou, e que são pessoas que tem gosto parecido com o meu que gostaram, não que sou totalmente influenciável e vou atrás de qualquer coisa elogiada, como pode dar a entender. Ou talvez eu seja influenciável mesmo. Enfim, o filme é sobre um casal que trabalha em um lar temporário para jovens abandonados ou com problemas. Gosto de filmes com esse tipo de cenário porque assim podem ser exploradas questões de vários personagens diferentes, embora algumas crianças tenham aparecido menos do que eu gostaria. Achei o filme bem envolvente, não queria que ele acabasse, e por isso minha nota foi tão alta. Sendo racional, tiraria 0,5 estrela da minha avaliação, e acho que o filme não sobreviveria tão bem se eu o visse de novo, mas decidi priorizar as minhas sensações durante a primeira vez que eu o assisti. Avaliação: 4,5/5

4- Rugas (Ignacio Ferreras, 2011)

Rugas Estava olhando a programação da HBO e me deparei com essa animação espanhola. Como eu já disse aqui várias vezes, amo animações, então não perdi a oportunidade de ver uma pouco conhecida. É um filme sobre um senhor que começa a morar num asilo. Lá ele conhece vários idosos, como a que guarda comida para o neto que raramente a visita, o que só sabe repetir frases de outras pessoas, o que se aproveita dos mais senis… O assunto é bem triste, e o filme tem cenas de cortar o coração, mas também tem várias partes engraçadas e leves. Acho que no fundo tudo depende de como você vê as coisas e encara a velhice. A animação é simples e combina com a história. Recomendo muito o filme — para adultos, não é infantil —, só não sei se é fácil de achar… Avaliação: 4/5

5- A malvada (Joseph L. Mankiewicz, 1950)

A malvada Foi o primeiro filme do meu projeto de 1001 filmes para ver antes de morrer. Não tenho muito o que falar sobre o filme — acho difícil falar sobre clássicos… Os atores estão muito bem, a história prende a atenção, e o filme com certeza merece seu lugar na lista de 1001 filmes. Avaliação: 4/5

domingo, 2 de novembro de 2014

Os últimos filmes que eu vi #8

1- A noiva cadáver (Tim Burton e Mike Johnson, 2005)

A noiva cadáver Fazia muito tempo que eu tinha visto esse filme, então senti que precisava assisti-lo novamente para formar uma opinião mais atual. No começo, fiquei preocupada porque não estava gostando muito, e é triste quando filmes que você achava que adorava acabam te decepcionando quando você os revê. Mas no final minha visão de infância não estava tão errada assim e continuo gostando bastante de A noiva cadáver. Não é a minha animação favorita do Tim Burton atualmente — prefiro Frankenweenie —, e eu cortaria algumas músicas do filme, mas é uma boa diversão. Avaliação: 4/5

2- Eles voltam (Marcelo Lordello, 2012)

Eles voltamNão vejo tantos filmes brasileiros quanto gostaria, e são poucos que me interessam logo de cara, mas achei a sinopse de Eles voltam instigante e fiquei curiosa para assistir. O filme mostra dois irmãos que são obrigados pelos pais a sair do carro onde estavam e ficar na estrada. Logo o irmão vai embora, e a protagonista fica sozinha. Ela espera, mas ninguém aparece. Então a garota tem que se virar, conhece outras pessoas e vive uma realidade diferente da sua. O filme é um pouco parado e o silêncio é um elemento importante nele, então não é para qualquer um. Eles voltam se constrói com sutilezas e se firma a partir de pequenos momentos. Os personagens, talvez por causa disso, ficam quase indiferentes, inexpressivos, e isso me incomodou em alguns momentos, por mais que provavelmente seja proposital. Outra coisa que me incomodou foi que assisti a tarde, na hora do rush, quando o som do trânsito é alto, e acabei não conseguindo entender várias falas, além de às vezes ter que ficar aumentando e diminuindo o som por causa da diferença de volume entre as falas e os outros sons do filme ou a música. Avaliação: 3,5/5

3- A garota que conquistou o tempo (Mamoru Hosoda, 2006)

A garota que conquistou o tempoVi que essa animação estava com nota alta no Myanimelist e fiquei com vontade de assistir. É sobre uma garota que ganha um poder de viajar no tempo e o usa no seu cotidiano — para reviver momentos legais ou corrigir besteiras que cometeu, por exemplo. Não sei por que, mas adoro histórias de viagens no tempo, e com essa não foi diferente. Achei interessante porque a viagem no tempo não tinha grandes propósitos, mas mesmo assim podia causar grandes alterações. O filme é engraçado e envolvente. O problema é que no final começa a ficar um pouco confuso e eu não entendi direito as explicações dos motivos das viagens. Acho que seria melhor se o filme não complicasse tanto as coisas. Ao mesmo tempo, é interessante que o enredo seja viajado porque muita gente cria umas teorias estranhas que são curiosas de ler. Avaliação: 4/5

4- Memórias (Woody Allen, 1980)

MemóriasSeguindo minha meta de assistir os filmes mais famosos do Woody Allen, Memórias foi o escolhido da vez. Ou melhor, o que passou na televisão em um bom horário. Dizem que esse é o do Woody Allen, mas eu ainda não assisti , então não peguei as referências. Quando li algumas críticas sobre Memórias, entendi porque as pessoas gostam tanto do filme, mas não vi toda essa genialidade enquanto eu o assistia. É um bom filme para os fãs do diretor, mas não recomendo que vá assistir sem saber sobre o que é ou apenas por diversão. Avaliação: 3,5/5

5- Mogli: o menino lobo (Wolfgang Reitherman, 1967)

Mogli Mais um da série revendo-os-filmes-da-Disney-conforme-eles-passam-na-televisão. Não me lembrava de nada de Mogli além das músicas. E, depois de rever o filme, acho que a melhor parte é a musical mesmo. Gosto do Balu e do Baguera, que são a alma do filme. Fora isso, achei o final um pouco corrido, queria que algumas coisas tivessem sido mais desenvolvidas, ao mesmo tempo que alguns personagens poderiam ter sido cortados. Avaliação: 3,5/5

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Os últimos filmes que eu vi #7

1- Garota fantástica (Drew Barrymore, 2009)

Garota fantástica Quis ver o filme logo depois de ler o livro (com isso, dá para ver o quanto essa seção está atrasada). Embora eu ache legal essa comparação em seguida, acho mais difícil de avaliar o filme sozinho desse jeito. O filme foca mais na parte esportiva e é bem clichê, com um clima de superação, mas conseguiu me conquistar e até me emocionei um pouquinho no final. Avaliação: 3,5/5

  2- Frozen: uma aventura congelante (Chris Buck e Jennifer Lee, 2013)

Frozen Bom, eu tinha uma certa birra com Frozen. Fico meio brava quando qualquer animação 3D faz muito sucesso porque quanto mais isso acontece menos incentivo vão dar para animações 2D. E todo mundo falava taaaanto do filme, como se fosse a melhor coisa do mundo, o filme mais inovador, revolucionário e feminista que toda a humanidade já viu… Eu já estava cansada só de ouvir falar de Frozen. Mas eu sabia que quando assistisse, provavelmente iria gostar do filme. E eu gostei, mas continuo achando superestimado. No começo, estava achando o filme meio chatinho, só comecei a aproveitar melhor na parte da aventura de Anna, Kristoff e companhia — o Olaf me conquistou. Achei a Elsa pouco desenvolvida e não gostei da maioria das músicas, o que não foi nenhuma surpresa porque não costumo gostar de musicais. Toda aquela coisa de quebrar clichês machistas e tal é interessante, mas não acho que a parte familiar nem as questões mágicas tenham sido bem desenvolvidas, então acabou ficando meio estranho para mim. Não sei, senti que faltou coisa no filme. Avaliação: 3/5

3- A culpa é das estrelas (Josh Boone, 2014)

A culpa é das estrelasNão pretendia ver o filme no cinema, mas aí ele foi para a sessão especial, cuja meia entrada custa 3 reais… Li o livro e não consegui me conectar com os personagens. No filme, continuei achando-os falsos, sem vida própria. Não liguei para a parte romântica e para o final trágico. Mesmo assim, a adaptação me emocionou mais que o livro, porque eu me importei com a família da Hazel e os pais dela quase me fizeram chorar. Como o enredo não teve nenhuma surpresa, tirei 0,5 estrela em relação ao livro — acho adaptação muito fiel sem graça —, mas quem sabe se tivesse visto o filme primeiro eu teria gostado mais dele… Avaliação: 3/5

4- Da colina Kokuriko (Goro Miyazaki, 2011)

Da colina Kokuriko Descobri que estão passando várias animações japonesas na HBO, o que me dá uma força para eu assistir a filmes que quero ver faz tempo mas não vejo porque tenho preguiça de assistir online. No geral, Da colina Kokuriko é um filme leve, delicado e muito bonito. Não é fantasioso ou grandioso quanto os filmes mais famosos do Ghibli, é mais cotidiano e nostálgico e reflete vários elementos da cultura japonesa — que eu demorei para captar ou simplesmente não entendi por falta de conhecimento no assunto… Eu preferiria que o filme terminasse de outro modo e não o achei especialmente marcante, mas vale a pena para fãs de animação, talvez não pela história, mas pelo menos pelos cenários lindos. Avaliação: 4/5

  5- Paris-Manhattan (Sophie Lellouche, 2012)

Paris-Manhattan Vi essa comédia romântica francesa no Telecine Play porque queria me distrair. É um filme curto, com menos de uma hora e vinte minutos, e apresenta a história de Alice, uma mulher solteira obcecada pelo Woody Allen. Sua família lhe apresenta vários pretendentes, mas Alice sempre acaba sozinha conversando com seu pôster do Woody Allen, até que, como em toda comédia romântica, as coisas mudam. Achei o filme divertido, serviu para o seu propósito de distração, mas não é grande coisa. Dizem que tem muitas referências aos filmes do diretor de quem Alice tanto gosta, mas não percebi muitas delas, porque não vi a maioria dos filmes dele, então recomendo o filme mais para quem também é fanático pelo Allen. Avaliação: 3/5

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Os últimos filmes que eu vi #6

1- Divergente (Neil Burger, 2014)

Divergente Não sou das mais ansiosas para ver adaptação de livro no cinema, mas fiquei curiosa para ver Divergente, por achar que teria boas chances de ter sido bem adaptado e também por ter sido elogiado pelos fãs do livro. Não tinha expectativas altas por não ter morrido de amores pelo livro, mas gostei do filme. Teve algumas mudanças que deixaram a história mais clara e mais crível, os cenários são legais, eu gostei do ritmo e achei o filme envolvente. Pontos negativos: o romance foi mal desenvolvido (o Quatro mostra pouco o seu lado legal antes de ele e a Tris ficarem juntos), os amigos da Tris ficaram meio parecidos entre si e não tiveram muito destaque, algumas cenas como a da tirolesa ficaram meio soltas sem a importância que têm no livro, e eu me lembrei de que não gosto de cenas de ação… Preguiça de cenas de tiroteio e de lutas, acho muito artificial. Avaliação: 3,5/5

2- Inside Llewyn Davis: balada de um homem comum (Ethan e Joel Coen, 2013)

Inside Llewyn Davis Estava curiosa para ver esse filme sobre um cantor folk que nunca fez sucesso. Tentei ver quando estava em cartaz, mas a sessão deu problema e não consegui assistir. Aí, o Centro Cultural São Paulo fez uma mostra de cinema nórdico de gênero que comparava filmes nórdicos com americanos parecidos. Não vi nenhum nórdico, mas acabei tendo a chance de ver Inside Llewyn Davis na tela grande por um real (CCSP, eu te amo!). Sobre o filme em si, não é muito surpreendente quanto ao enredo, e nem acontece muita coisa, mas não acho que isso seja um problema, porque não me cansou. Não sei dizer exatamente o motivo de eu ter gostado tanto dele, mas fica a dica para quem gosta de música folk. Avaliação: 4/5

3- Ernest e Célestine (Stéphane Aubier, Vincent Patar e Benjamin Renner, 2012)

Ernest e Celestine  Só fiquei sabendo desse filme por causa da indicação para o Oscar de melhor animação. Achei que seria difícil de encontrar algum lugar para assisti-lo, mas acabou passando na televisão e antes disso eu tinha achado fácil um link para vê-lo pela internet. Ernest e Célestine é uma gracinha. O enredo é bem simples, mas a história envolve e tem até crítica social. É gostoso de assistir e é um bom filme para momentos de tédio. Não está na minha lista de animações favoritas, mas vale a pena. Avaliação: 4/5  

4- Hoje eu quero voltar sozinho (Daniel Ribeiro, 2014)

Hoje eu quero voltar sozinho Outro filme que eu vi por um real no Centro Cultural São Paulo. Eu já tinha visto o curta e gostado, mas não amei como tanta gente amou. A mesma coisa aconteceu com o longa. Achei que o filme começa um pouco artificial, e vai ganhando força aos poucos. É sensível, tem uma abordagem delicada para um tema delicado, mas eu senti falta de desenvolvimento em outras frentes além da romântica como a relação dos pais, a história do intercâmbio… Faltou fechar um pouco melhor essas partes da história. De qualquer jeito, eu gosto de filmes adolescentes brasileiros porque me identifico com eles e adoro ver o meu (antigo) cotidiano escolar no cinema. Além disso, também gosto de ver São Paulo em filmes, e reconheci alguns cenários em Hoje eu quero voltar sozinho. Avaliação: 3,5/5

5- Pocahontas: o encontro de dois mundos (Mike Gabriel e Eric Goldberg, 1995)

Pocahontas É muito triste perceber que eu não ligo tanto para quase nenhum filme da Disney que eu achava que era um dos meus favoritos. Pior ainda é não me lembrar se eles eram de fatos favoritos ou eu estou confundindo meu gosto com o da minha irmã. Em geral estou achando os filmes bonitinhos, com músicas legais, mas as histórias são muito simples e eu sinto que fica faltando alguma coisa… Pocahontas continua sendo legal, por ter lições importantes e tratar de um povo que tem pouco protagonismo em Hollywood, mas não vai ficar na memória como um filme excelente. Avaliação: 3,5/5

quarta-feira, 11 de junho de 2014

Os últimos filmes que eu vi #5

1- Loucamente apaixonados (Drake Doremus, 2011)

Loucamente apaixonadosFazia muito tempo que eu não assistia a um filme de romance inteiro. Gosto principalmente de comédias românticas, mas não tenho nada contra uma história de amor mais séria. O filme é sobre um relacionamento a distância e eu teria gostado bem mais se o início do romance não fosse tão rápido. Eu não consegui me conectar com o casal porque a maior parte do filme é sobre eles já separados, então tive dificuldades para acreditar que o amor deles era tão forte assim. Acho que a ideia do filme é boa, e gostei do final, mas não fiquei emocionada como muita gente diz ter ficado. Avaliação: 3/5

2- Peter Pan (Clyde Geronimi, Wilfred Jackson, Hamilton Luske e Jack Kinney, 1953) 

Peter Pan Nunca gostei do personagem Peter Pan, e acho chato quando ligam o medo de crescer a ele. Ele é muito metido e babaca, e dá para ser criança mesmo tendo certa maturidade e responsabilidades. Eu gosto é do Miguel, que é fofo e ingênuo. E, mesmo eu tendo medo de crescer, acho boa a moral do filme. Peter Pan é engraçadinho, mas apesar de já ter gostado muito do filme antes, ele não me marcaria hoje. Infelizmente a gente cresce e alguns gostos mudam… Avaliação: 3,5/5

3- Celeste e Jesse para sempre (Lee Toland Krieger, 2012)

Celeste e Jesse para sempre Esse filme passa sempre na HBO e eu vi gente falando bem, então fiquei com vontade de ver e encontrei-o começando por acaso em um dia em que eu não sabia o que assistir. O filme é sobre o casal do título, que está se separando mas continua se comportando como um casal, fazendo tudo juntos e cheios de piadinhas internas, o que os outros acham muito inadequado. Então Celeste e Jesse tentam conhecer novas pessoas, se separar de verdade,  mas ao mesmo tempo sentem-se um pouco estranhos com isso, e eu sou péssima para escrever sinopses então vou parar por aqui. Achei o filme realista, e acreditei no relacionamento deles. Os atores são mais conhecidos por papéis cômicos, mas fazem bem a parte dramática, especialmente Rashida Jones. Ela faz uma personagem meio chata, mas — ou talvez por isso — é fácil de se conectar com ela e eu torci para que ela tivesse um final feliz. O problema é que o filme só foca no lado da Celeste, e por isso não sabemos tanto do lado do Jesse, e no final isso faz falta. Celeste e Jesse para sempre não é uma comédia romântica das mais engraçadas, eu inclusive achei o o senso de humor meio ruim, mas a parte séria, que é predominante, faz o filme valer a pena. Avaliação: 3,5/5

4- Encontros e desencontros (Sofia Coppola, 2003)

Encontros e desencontrosNão gostei muito dos outros filmes da Sofia Coppola que eu vi, mas como este é o mais famoso dela, queria ver se eu entendia melhor o hype. E eu entendo, mesmo, porque as pessoas gostam dos filmes dela e reconheço algumas das qualidades. Mas não consigo gostar tanto assim. Eu me sinto muitas vezes como os personagens da Coppola, mas vendo o filme a sensação continua e não consigo me conectar nem com o filme em si nem com os personagens. Não acho chato, de dormir ou parar de assistir, e Encontros e desencontros até que fluiu bem, mas não me envolvi. Avaliação: 3/5

5- Elefante (Gus Van Sant, 2003)

ElefanteO filme é um pouco estranho, muitas cenas em que não acontece nada, ou em câmera lenta, mas não chega a entediar, já que tem menos de uma hora e meia. Achei interessante mostrar aos poucos os personagens, mas alguns são estereotipados demais — não sei se é para ser uma sátira ou não. Eu imaginava uma história um pouco diferente, então fiquei curiosa para ver quem era o assassino. Avaliação: 3,5/5

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Os últimos filmes que eu vi #4

1- Bernardo e Bianca na terra dos cangurus (Hendel Butoy e Mike Gabriel, 1990)

Bernardo e Bianca na terra dos cangurusAssisti este filmes nas férias, no Disney Channel. O canal passa alguns filmes “clássicos” da Disney de manhã, então me programei e uma das melhores opções era essa. Tenho quase certeza de que não tinha visto esse filme antes e também não ligava muito para Bernardo e Bianca. Enfim, não gostei muito do filme. O protagonista do filme não é o casal fofo de ratinhos, mas um menino chato, a aventura é meio ruim e sem graça. Totalmente esquecível para mim, talvez funcione para crianças. Avaliação: 2,5/5

2- Robin Hood (Wolfgang Reitherman, 1973)

Robin HoodEste foi outro filme visto de manhã no Disney Channel. Eu não lembrava nada dele, a não ser da música que minhas amigas gostavam de cantar. Achei interessante a adaptação da história, porque animais fofos sempre são bem-vindos, né? A animação é bonita e os personagens são interessantes, mas também é um pouco esquecível. Avaliação: 3/5

3- Scott Pilgrim contra o mundo (Edgar Wright, 2010)

Scott Pilgrim contra o mundoNão sei por que eu queria assistir este filme. Ele é bem elogiado, mas eu não gosto muito de video games nem de filmes de ação. Como eu não tinha o que fazer sexta à noite, acabei assistindo-o. E quase me arrependi da decisão. O filme mistura partes cômicas com de ação, mas não gostei muito de nenhuma. Achei a maioria dos personagens chatos e alguns ridículos do tipo de rir de quão forçado eles eram — mas imagino que essa fosse a intenção, então isso o filme fez bem. Não consegui acreditar na popularidade do Scott Pilgrim com as mulheres e nem entendi o motivo de Ramona Flowers ser tão incrível assim, acabei me importando só com alguns personagens secundários. Não achei o filme muito envolvente e no final achei até um pouco cansativo, mas queria saber como terminava. Falei mal do filme para concluir que talvez ele só não seja o meu tipo, imagino que fãs de quadrinhos e video games vão aproveitá-lo mais. Avaliação: 2/5   

 4- Piratas pirados! (Peter Lord e Jeff Newitt, 2012)

Piratas pirados! Assisti esse filmes com expectativas baixas. O tema de piratas não me atrai muito, e o filme não parece ter feito muito sucesso de público. Mas eu gosto de animações em stop motion, e costumo gostar dos filmes da Aardman, então quando estava com vontade decidi vê-lo. E foi uma boa surpresa. Achei que o enredo fosse sobre aventuras piratas tradicionais, mas grande parte dele se passa em terra firme e envolve figuras histórias como a rainha Vitória e Charles Darwin. Talvez fosse por causa da minha disposição quando assisti — estar no clima certo me influencia muito na hora de gostar ou não das coisas —, mas achei o filme bem engraçado. Tem piadas ruins, é claro, mas algumas partes têm um humor inteligente. Não é um filme que mudou a minha vida, porém é um bom entretenimento, especialmente para fãs de animações. Avaliação: 3,5/5

5- Vidas ao vento (Hayao Miyazaki, 2013)

Vidas ao vento Gosto muito do Miyazaki, é um dos poucos diretores pelo qual me interesso mesmo — se sai um filme dele, quero ver. Esperei um bom tempo pelo filme, com expectativas grandes por ser do Miyazaki, mas ao mesmo tempo pequenas porque o tema de aviação não me interessa. E acabou sendo isso, o filme tem pontos fortes e fracos. Achei a história meio desinteressante, a parte romântica não muito desenvolvida e o filme um pouco cansativo. Mas a animação é muito boa, tem cenas lindas, e a trilha sonora, do Joe Hisaishi, não decepciona. Não sei se entendi a mensagem do filme, se é para ser a favor ou não do protagonista, mas também não sei se isso é um problema — uma das coisas que não gosto em Princesa Mononoke é justamente a mensagem ser óbvia demais. Tratando-se de aviação, continuo preferindo Porco Rosso - O Último Herói Romântico, mas vale a pena tirar suas próprias conclusões de Vidas ao vento. Avaliação: 3,5/5

quinta-feira, 6 de março de 2014

Os últimos filmes que eu vi #3

1- Blue Jasmine (Woody Allen, 2013)

Blue JasmineNão simpatizo tanto com os filmes mais recentes do Woody Allen, do tipo de ir ao cinema assisti-los. Mas este foi muito elogiado e minha irmã queria ver. É um filme bom, as atuações são muito boas, mas não achei a história muito original (achei que a mensagem ficou clara demais) e agora, três meses depois de tê-lo visto, não sei mais o que comentar. A minha avalição vai mais pela qualidade do filme do que pelo quanto eu me envolvi. Avaliação: 4/5

2- O que traz boas novas (Philippe Falardeau, 2011)

O que traz boas novas De vez em quando aparecem uns filmes mais cults, que estreiam em poucas salas de cinema e que por alguma crítica no jornal me chamam a atenção. Este, canadense, é sobre um imigrante argelino que substitui uma professora que se suicidou na escola. Ao mesmo tempo em que vemos o professor trabalhando e sua relação com os alunos e os colegas do trabalho, descobrimos aos poucos algumas coisas sobre o passado dele. Costumo gostar de filmes de professor, e gostei deste também. Acho interessante ver as dinâmicas da sala de aula, como temas polêmicos são tratados e as diferenças culturais tanto com os alunos do filme quanto em comparação com o Brasil. Em alguns aspectos, o filme me lembrou Entre os muros da escola, embora o foco de O que traz boas novas não seja exatamente as relações escolares, e sim a vida do professor. Avaliação: 4/5

3- Pais e filhos (Hirokazu Koreeda, 2013)

Pais e filhos  Li uma crítica no jornal elogiando muito o filme (como dá para perceber, sou bem influenciável), fiquei curiosa com o enredo sobre filhos trocados na maternidade e decidi assistir.

É um filme sério, mas tem seus momentos engraçados, especialmente quando as crianças estão em cena. O filme aborda várias questões da vida moderna no Japão, que me interessam muito: a pressão nos filhos desde cedo, as diferenças de classe, a família patriarcal, a honra… No geral, não sei bem o que criticar no filme, talvez algumas coisas que não achei claras, ou que eu não tinha certeza se deveria interpretar como crítica ou apenas como observação… E embora eu tenha visto gente dizer que o filme não apela para o sentimentalismo (e isso seria um mérito, segundo eles, tratando desse tema), eu discordo e só vou dizer que minha mãe chorou muito durante todo o filme. Mas não acho isso ruim, porque significa que a gente se conectou com (alguns) personagens. E assim como eu só senti raiva da Jasmine em Blue Jasmine, eu não consegui não ficar muito brava com o pai rico de Pais e filhos. Avaliação: 4/5

4- Gatinhas e gatões (John Hughes, 1984)

Gatinhas e gatões Não costumo assistir filmes pela internet, mas estava com vontade e tempo de ver algo e não tinha nada de bom na TV. Optei por usar o Telecine Play, porque não estava a fim de fazer muita pesquisa para encontrar algum filme que eu estivesse com vontade de ver. Então, depois de muitas dúvidas entre filmes que eu queria muito ver mas eram muito compridos ou filmes mais leves e curtos, acabei escolhendo a segunda opção, e ficando com este filme do John Hughes que tem um título horrível em português. E acertei na minha escolha, o filme é leve, engraçado e envolvente. Algumas coisas me incomodaram, como piadas racistas ou forçadas e uma apologia a estupro, mas acho que faz parte do que as pessoas pensavam na época — e, infelizmente, muitas ainda pensam hoje. Enfim, é um filme bem Sessão da Tarde, e recomendo para quem quer se distrair. Avaliação: 3,5/5

5- O lado bom da vida (David O. Russell, 2012)

O lado bom da vida Assisti esse filme porque todo mundo estava discutindo sobre o David O. Russell e a Jennifer Lawrence, se eles merecem todas as indicações para prêmios e tal. E, como a maioria das pessoas, achei O lado bom da vida superestimado. É um filme envolvente, engraçado e trata de um assunto sério, mas é tããão clichê! É uma comédia romântica com boas atuações (mas não ótimas) e um tema sério. Mas juro que eu acho muitas comédias românticas ignoradas pela crítica melhores do que essa. Avaliação: 3,5/5

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Os últimos filmes que eu vi #2

1- Compramos um zoológico (Cameron Crowe, 2011)

We Bought A Zoo Li o livro e mesmo não gostando muito dele, fiquei curiosa para ver o filme (por motivos de: animais e diretor de Quase famosos).

O livro não é muito emotivo, já o filme mistura a história sobre ter um zoológico — de uma maneira bem inacreditável, aliás — com uma drama familiar. E nenhuma dessas partes funciona muito bem. O filme também dá um par romântico para o pai e para o filho, mas não desenvolve o romance. Parece que colocaram os casais porque é uma obrigação hollywoodiana: se um homem e uma mulher de idades parecidas são solteiros, se dão bem e pelo menos um deles têm a vida infeliz por algum motivo, eles irão superar as adversidades como um casal, mesmo que não tenham exatamente química juntos.

Além disso, a personagem interpretada pela Elle Fanning é bizarra, do tipo de não saber se a atriz é ruim ou se a personagem é bizarra, e a menininha é um tanto irritante. Mas, apesar de tudo isso, o filme entretém, e às vezes é só isso que a gente quer. Avaliação: 3/5

2- Ruby Sparks: a namorada perfeita (Jonathan Dayton e Valerie Faris, 2012)

Ruby SparksTenho um fraco por filmes assim, com carinha de indie, e, apesar de não ter muita preferência por atores e coisas assim, simpatizo bastante com o Paul Dano. Então esperei o filme estrear na TV, porque não sou muito de ir ao cinema, e o assisti.

Acho legal a premissa do filme, a ideia de que é impossível criar uma pessoa perfeita e como critica a ideia de manic pixie dream girl, mesmo sem querer. Mas, e aqui vão alguns spoilers, não gostei do final feliz. Calvin, o protagonista, é um personagem meio Woody Allen, egoísta e problemático. Mas ele chega a ser bem violento em alguns momentos, e achei estranho o filme não falar nada disso. Quer dizer que tudo bem agarrar uma mulher (e isso no começo da história, nessa foto aí, quando ele descobre que ela existe de verdade) e tudo bem obrigá-la a fazer um monte de coisas? Ele se arrependeu, aprendeu a lição, então vai ter uma nova chance tão fácil assim? Li algumas opiniões de umas pessoas defendendo o filme e até concordo com algumas coisas, mas, na minha primeira interpretação, pessoalmente, fiquei um pouco brava. Mas, mesmo assim, gosto da moral do filme, que tem algumas lições feministas apesar disso, e gostei do filme, me prendeu a atenção e tal. Avaliação: 3,5/5

3- Desconstruindo Harry (Woody Allen, 1997)

Desconstruindo Harry Outro dos filmes do Woody Allen que minha irmã tinha que ver para a faculdade. Eu gostei bastante desse filme, mas não escrevi nada na hora e agora, uns dois meses depois, nem sei mais o motivo. Lembro que achei engraçado e que achei que era um bom resumo dos filmes do Woody Allen, suponho que tenha me lembrado vários outros filmes dele. Avaliação: 4/5

4- Mulan (Barry Cook e Tony Bancroft, 1998)

Mulan Faz um tempo que eu queria rever Mulan, porque estava interessada em ver um filme da Disney com uma garota mais em ação, diferente dos últimos filmes de princesa que eu revi. Gosto da lição da menina que pode fazer o que quiser e lutar contra o seu destino, o filme prende a atenção, tem músicas legais e a animação é boa, mas acho meio raso. Do tipo assisti e não pensei mais sobre ele. Avaliação: 3,5/5

5- O corcunda de Notre Dame (Gary Trousdale e Kirk Wise, 1996)

O Corcunda de Notre DameO corcunda de Notre Dame eu acho bem mais profundo. Eu me lembro de tê-lo assistido quando criança, sei que tinha a fita legendada e era a única legendada que eu tinha, mas não lembro se gostava ou não do filme. Enfim, não sei também se eu entedia o filme direito, porque eu era uma criança bem inocente. Revendo, achei o filme um pouco pesado para crianças. Não do tipo que precisaria de censura ou coisa assim, mas acho que é um filme que é mais apreciado por gente mais velha, que entende melhor os assuntos do filme. O Frollo é um dos vilões mais malvados da Disney, e também um dos mais realistas. E gosto que o final não é o mais feliz do mundo, que não é “Disneyficado”, apesar do filme ser da Disney. Enfim, foi uma boa surpresa e me fez pensar. Avaliação: 4/5