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quinta-feira, 6 de março de 2014

Os últimos filmes que eu vi #3

1- Blue Jasmine (Woody Allen, 2013)

Blue JasmineNão simpatizo tanto com os filmes mais recentes do Woody Allen, do tipo de ir ao cinema assisti-los. Mas este foi muito elogiado e minha irmã queria ver. É um filme bom, as atuações são muito boas, mas não achei a história muito original (achei que a mensagem ficou clara demais) e agora, três meses depois de tê-lo visto, não sei mais o que comentar. A minha avalição vai mais pela qualidade do filme do que pelo quanto eu me envolvi. Avaliação: 4/5

2- O que traz boas novas (Philippe Falardeau, 2011)

O que traz boas novas De vez em quando aparecem uns filmes mais cults, que estreiam em poucas salas de cinema e que por alguma crítica no jornal me chamam a atenção. Este, canadense, é sobre um imigrante argelino que substitui uma professora que se suicidou na escola. Ao mesmo tempo em que vemos o professor trabalhando e sua relação com os alunos e os colegas do trabalho, descobrimos aos poucos algumas coisas sobre o passado dele. Costumo gostar de filmes de professor, e gostei deste também. Acho interessante ver as dinâmicas da sala de aula, como temas polêmicos são tratados e as diferenças culturais tanto com os alunos do filme quanto em comparação com o Brasil. Em alguns aspectos, o filme me lembrou Entre os muros da escola, embora o foco de O que traz boas novas não seja exatamente as relações escolares, e sim a vida do professor. Avaliação: 4/5

3- Pais e filhos (Hirokazu Koreeda, 2013)

Pais e filhos  Li uma crítica no jornal elogiando muito o filme (como dá para perceber, sou bem influenciável), fiquei curiosa com o enredo sobre filhos trocados na maternidade e decidi assistir.

É um filme sério, mas tem seus momentos engraçados, especialmente quando as crianças estão em cena. O filme aborda várias questões da vida moderna no Japão, que me interessam muito: a pressão nos filhos desde cedo, as diferenças de classe, a família patriarcal, a honra… No geral, não sei bem o que criticar no filme, talvez algumas coisas que não achei claras, ou que eu não tinha certeza se deveria interpretar como crítica ou apenas como observação… E embora eu tenha visto gente dizer que o filme não apela para o sentimentalismo (e isso seria um mérito, segundo eles, tratando desse tema), eu discordo e só vou dizer que minha mãe chorou muito durante todo o filme. Mas não acho isso ruim, porque significa que a gente se conectou com (alguns) personagens. E assim como eu só senti raiva da Jasmine em Blue Jasmine, eu não consegui não ficar muito brava com o pai rico de Pais e filhos. Avaliação: 4/5

4- Gatinhas e gatões (John Hughes, 1984)

Gatinhas e gatões Não costumo assistir filmes pela internet, mas estava com vontade e tempo de ver algo e não tinha nada de bom na TV. Optei por usar o Telecine Play, porque não estava a fim de fazer muita pesquisa para encontrar algum filme que eu estivesse com vontade de ver. Então, depois de muitas dúvidas entre filmes que eu queria muito ver mas eram muito compridos ou filmes mais leves e curtos, acabei escolhendo a segunda opção, e ficando com este filme do John Hughes que tem um título horrível em português. E acertei na minha escolha, o filme é leve, engraçado e envolvente. Algumas coisas me incomodaram, como piadas racistas ou forçadas e uma apologia a estupro, mas acho que faz parte do que as pessoas pensavam na época — e, infelizmente, muitas ainda pensam hoje. Enfim, é um filme bem Sessão da Tarde, e recomendo para quem quer se distrair. Avaliação: 3,5/5

5- O lado bom da vida (David O. Russell, 2012)

O lado bom da vida Assisti esse filme porque todo mundo estava discutindo sobre o David O. Russell e a Jennifer Lawrence, se eles merecem todas as indicações para prêmios e tal. E, como a maioria das pessoas, achei O lado bom da vida superestimado. É um filme envolvente, engraçado e trata de um assunto sério, mas é tããão clichê! É uma comédia romântica com boas atuações (mas não ótimas) e um tema sério. Mas juro que eu acho muitas comédias românticas ignoradas pela crítica melhores do que essa. Avaliação: 3,5/5

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Os últimos filmes que eu vi #2

1- Compramos um zoológico (Cameron Crowe, 2011)

We Bought A Zoo Li o livro e mesmo não gostando muito dele, fiquei curiosa para ver o filme (por motivos de: animais e diretor de Quase famosos).

O livro não é muito emotivo, já o filme mistura a história sobre ter um zoológico — de uma maneira bem inacreditável, aliás — com uma drama familiar. E nenhuma dessas partes funciona muito bem. O filme também dá um par romântico para o pai e para o filho, mas não desenvolve o romance. Parece que colocaram os casais porque é uma obrigação hollywoodiana: se um homem e uma mulher de idades parecidas são solteiros, se dão bem e pelo menos um deles têm a vida infeliz por algum motivo, eles irão superar as adversidades como um casal, mesmo que não tenham exatamente química juntos.

Além disso, a personagem interpretada pela Elle Fanning é bizarra, do tipo de não saber se a atriz é ruim ou se a personagem é bizarra, e a menininha é um tanto irritante. Mas, apesar de tudo isso, o filme entretém, e às vezes é só isso que a gente quer. Avaliação: 3/5

2- Ruby Sparks: a namorada perfeita (Jonathan Dayton e Valerie Faris, 2012)

Ruby SparksTenho um fraco por filmes assim, com carinha de indie, e, apesar de não ter muita preferência por atores e coisas assim, simpatizo bastante com o Paul Dano. Então esperei o filme estrear na TV, porque não sou muito de ir ao cinema, e o assisti.

Acho legal a premissa do filme, a ideia de que é impossível criar uma pessoa perfeita e como critica a ideia de manic pixie dream girl, mesmo sem querer. Mas, e aqui vão alguns spoilers, não gostei do final feliz. Calvin, o protagonista, é um personagem meio Woody Allen, egoísta e problemático. Mas ele chega a ser bem violento em alguns momentos, e achei estranho o filme não falar nada disso. Quer dizer que tudo bem agarrar uma mulher (e isso no começo da história, nessa foto aí, quando ele descobre que ela existe de verdade) e tudo bem obrigá-la a fazer um monte de coisas? Ele se arrependeu, aprendeu a lição, então vai ter uma nova chance tão fácil assim? Li algumas opiniões de umas pessoas defendendo o filme e até concordo com algumas coisas, mas, na minha primeira interpretação, pessoalmente, fiquei um pouco brava. Mas, mesmo assim, gosto da moral do filme, que tem algumas lições feministas apesar disso, e gostei do filme, me prendeu a atenção e tal. Avaliação: 3,5/5

3- Desconstruindo Harry (Woody Allen, 1997)

Desconstruindo Harry Outro dos filmes do Woody Allen que minha irmã tinha que ver para a faculdade. Eu gostei bastante desse filme, mas não escrevi nada na hora e agora, uns dois meses depois, nem sei mais o motivo. Lembro que achei engraçado e que achei que era um bom resumo dos filmes do Woody Allen, suponho que tenha me lembrado vários outros filmes dele. Avaliação: 4/5

4- Mulan (Barry Cook e Tony Bancroft, 1998)

Mulan Faz um tempo que eu queria rever Mulan, porque estava interessada em ver um filme da Disney com uma garota mais em ação, diferente dos últimos filmes de princesa que eu revi. Gosto da lição da menina que pode fazer o que quiser e lutar contra o seu destino, o filme prende a atenção, tem músicas legais e a animação é boa, mas acho meio raso. Do tipo assisti e não pensei mais sobre ele. Avaliação: 3,5/5

5- O corcunda de Notre Dame (Gary Trousdale e Kirk Wise, 1996)

O Corcunda de Notre DameO corcunda de Notre Dame eu acho bem mais profundo. Eu me lembro de tê-lo assistido quando criança, sei que tinha a fita legendada e era a única legendada que eu tinha, mas não lembro se gostava ou não do filme. Enfim, não sei também se eu entedia o filme direito, porque eu era uma criança bem inocente. Revendo, achei o filme um pouco pesado para crianças. Não do tipo que precisaria de censura ou coisa assim, mas acho que é um filme que é mais apreciado por gente mais velha, que entende melhor os assuntos do filme. O Frollo é um dos vilões mais malvados da Disney, e também um dos mais realistas. E gosto que o final não é o mais feliz do mundo, que não é “Disneyficado”, apesar do filme ser da Disney. Enfim, foi uma boa surpresa e me fez pensar. Avaliação: 4/5

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Os últimos filmes que eu vi #1

Há um tempo, tenho me interessado um pouco mais por cinema, do tipo de ler sobre os filmes que vejo no IMDB. Estou longe de ser especialista, não me interesso por questões técnicas nem nada do tipo, mas achei interessante começar a escrever sobre os filmes que assisto no blog. É um bom modo de eu me lembrar deles depois e alguns podem ficar de dica para eventuais leitores do blog.

Como tive essa ideia faz tempo, comecei a anotar o que achava dos filmes e agora tenho mais de dez filmes para escrever sobre. Vou dividir o post em três partes e depois vou escrevendo sobre os próximos filmes na frequência que eu tiver vontade. Tenho bastante coisa para falar de alguns filmes, mas outros não me inspiraram muita coisa (ou eu já esqueci o que tinha para falar deles…), então o tamanho dos textos vai variar bastante.

1- Moonrise Kingdom (Wes Anderson, 2012)

Moonrise Kingdom É o segundo filme do diretor que eu assisti — o primeiro foi O Fantástico Sr. Raposo. O filme é sobre duas crianças desajustadas que se apaixonam e fogem juntas. É ingênuo, engraçado e muito fofo, sem deixar de ter o tom peculiar que imagino que seja típico do diretor. Avaliação: 4/5

2- Oldboy (Chan-Wook Park, 2003)

Oldboy Assisti a esse filme meio que por acaso, porque ia passar em uma mostra no Cinusp. Não conheço praticamente nada de cinema sul-coreano, mas este filme foi muito comentado, então fiquei curiosa para assistir.

Oldboy é sobre um homem que é trancado em uma sala por quinze anos sem saber o motivo. Ele é solto e sai pronto para se vingar de quem fez isso com ele.

Assisti ao filme sem grandes expectativas, tinha medo de que o filme fosse violento demais para mim. Acho que principalmente por isso, me surpreendi bastante. Fui totalmente envolvida na história, querendo logo descobrir o mistério. A trama se encaixou muito bem no jeito que o filme foi feito, na cinematografia em si.

Saí do cinema muito impressionada, daí minha avaliação alta (vale dizer que não dou 5 estrelas para quase nenhum filmes). Porém, entendo que algumas pessoas não gostem tanto do filme e imagino que, se tivesse sacado o final antes de ele acontecer — o que seria possível, já que o filme oferece alguns sinais, justamente para a surpresa não ficar muito forçada —, também não teria me impressionado tanto. Avaliação: 4,5/5

3- Crimes e pecados (Woody Allen, 1989)

Crimes e pecados Minha irmã estava estudando Woody Allen na faculdade e este é um dos filmes que ela tinha que ver.

Eu tenho uma relação muito particular com os filmes do Woody Allen, gosto mais de alguns considerados piores e não gosto de alguns super elogiados. Este é considerado um dos melhores filmes dele, e, bom, não gostei muito. O filme tem duas histórias que se cruzam no final: a de um oftalmologista que precisa esconder sua traição da sua mulher e a de um documentarista casado que conhece uma mulher tentadora.

É um filme mais reflexivo, com discussões morais e religiosas, mas não consegui me identificar com as reflexões e nem captar toda a genialidade dele. Avaliação: 3/5

4- O caldeirão mágico (Ted Berman e Richard Rich, 1985)

O Caldeirão Mágico Estou numa fase de querer rever os filmes da Disney, porque eu já não lembro nada de muitos deles e preciso decidir quais ficam entre os favoritos e quais eu posso descartar. Este filme na verdade eu acho que eu nem tinha visto antes, mas sempre é bom conhecer novos filmes (por mais que na verdade eles sejam bem velhos…). O filme é considerado da “época negra” da Disney e muita gente o achou pesado demais para um filme infantil. Eu discordo, achei poucas cenas violentas e só uma meio estranha para crianças (uma que foca nos peitos de uma bruxa). O filme aborda algumas coisas meio macabras, como possíveis mortes e tal, mas acho que outros filmes da Disney também abordam o tema na mesma profundidade (ou seja, de forma rasa).

É um filme de aventura, com muitas coisas que lembram O Senhor dos Anéis ou Harry Potter. Achei engraçadinho, com personagens carismáticos, e me prendeu a atenção. Avaliação: 3,5/5

 5- Os sete samurais (Akira Kurosawa, 1954)

Os sete samurais Faz tempo que quero assistir filmes mais clássicos, estou usando a lista dos 1001 filmes para ver antes de morrer com muita calma, mas muitos clássicos hollywoodianos não me atraem. Como gosto de cultura japonesa, queria assistir a um filme do Kurosawa.

Não sou muito fã de filmes de ação, achei a primeira parte, em que os personagens são apresentados, e o meio, quando eles estão se preparando para atacar, mais legal do que a segunda parte. Mas eu gostei do final. Eu não conseguia diferenciar todos os sete samurais, mas tem alguns que são muito expressivos e você acaba tendo um como favorito. O filme é um pouco cansativo (tem mais de três horas), mas valeu a pena. Avaliação: 4/5