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quinta-feira, 11 de outubro de 2018

Os (realmente não tão) últimos filmes que eu vi #23

1- The hunting ground (Kirby Dick, 2015)
O documentário discute a questão dos estupros nas universidades americanas. Eu o assisti na época do estupro coletivo de uma jovem carioca e é um filme muito importante para quem acha que só país de terceiro mundo sofre com a cultura de estupro ou que a impunidade só ocorre no Brasil. É doloroso ver quanto os abusos sexuais são comuns e como as autoridades evitam criminalizá-los, abafando o casos, para que as universidades não fiquem com má fama. O formato do documentário é bem tradicional, com entrevista com sobreviventes, psicólogos e autoridades. Para quem não vê muito do gênero, como eu, pode ser um pouco cansativo, mas vale a pena para quem quer se informar e, em decorrência disso, sofrer com o machismo do mundo. E é triste também pensar que embora de forma diferente, visto que a estrutura universitária brasileira não é igual à americana, muita coisa se aplica ao Brasil: não temos fraternidades nem ídolos do esporte universitário, mas temos atléticas e festas e o mesmo medo de manchar instituições de renome. Avaliação: 3,5/5

2- Blow-up: depois daquele beijo (Michelangelo Antonioni, 1966)
Vi um pedaço desse filme na escola, enquanto a gente aprendia sobre metalinguagem(?), e fiquei protelando por séculos para assisti-lo inteiro. A sinopse parece a de um filme de mistério: um homem descobre um homem morto ao ampliar uma fotografia que tirou. Mas é um filme de arte, e muita coisa parece não fazer sentido ou é simbólica, e eu honestamente não entendi muito bem. Ainda assim, foi uma experiência interessante, porque é um filme bem diferente do que estou acostumada a ver. Avaliação:3,5/5

3- Jogos vorazes: em chamas (Francis Lawrence, 2013)
Não gostei especialmente do filme de Jogos vorazes, por isso demorei tanto para ver a continuação. Mas, como muita gente já tinha dito, Em chamas é superior ao primeiro filme, e me fez voltar a sentir aquele mal-estar típico de distopias que o livro me trouxe em alguns momentos. Fiquei angustiada no começo do filme e gosto do fato de metade da história se passar fora da arena — não que isso seja mérito do filme, mas enfim. A curiosidade para ver as sequências ficou aguçada. Avaliação: 4/5

4- Os excêntricos Tenenbaums (Wes Anderson, 2001)
Esse é o quinto filme do diretor que eu vejo e é também um dos mais famosos. Como o título sugere, o filme conta a história da família Tenenbaum, que tem personagens excêntricos — como esperado de uma obra de Wes Anderson. O filme prende a atenção, é esteticamente agradável de ver e todos os membros da família são interessantes, mas sinto falta de algo que dê sentido ao filme e que eu possa compreender. Não sinto que eu entendo de verdade a proposta do cinema do diretor, apesar de normalmente aproveitar os filmes dele. Avaliação: 3,5/5

5- Growing up and other lies (Darren Grodsky e Danny Jacobs, 2014)
Às vezes a gente coloca filmes na lista da Netflix só porque a descrição parece interessante, sem termos nenhuma referência. E quando não dá vontade de ver nenhum filme conhecido da lista, sobram esses filmes: já que não há expectativa, não há como vê-los no momento errado, não é? Esse filme foca em um grupo de amigos formado por homens héteros (é importante ressaltar) que se conheceram na faculdade. Quando um deles decide se mudar para outra cidade para morar com o pai, eles se reúnem de novo para andar pro Nova York e o convencer a ficar lá. Sinceramente, é um filme bem qualquer coisa. Todos os personagens são um pé no saco e é um filme bem hétero mesmo, no estilo moderninho hipster nova iorquino. Não considero que tenha sido um desperdício do meu tempo, mas não recomendo. Às vezes existe um motivo para alguns filmes não serem tão conhecidos mesmo. Avaliação: 2,5/5

6- Para sempre Alice (Richard Glatzer e Wash Westmoreland, 2014)
Vi o filme só porque ele ia sair do catálogo da Netflix, o que significa que a distância entre eu ter lido o livro e visto o filme foi menor do que eu gostaria. No geral, é uma adaptação relativamente fiel, que muda detalhes e mantém o essencial. Achei que ia me emocionar bem mais vendo a história do que lendo, mas, talvez por já saber o que acontecia, talvez porque eu sabia claramente que o filme é de ficção, isso não aconteceu. Por ser mais rápido, recomendaria ver o filme em vez de ler o livro, mas para mim não é um filme indispensável. Avaliação: 3/5

 7- Casa grande (Fellipe Barbosa, 2014)
O filme estava em cartaz mais ou menos na mesma época que Que horas ela volta? e vi várias comparações entre os dois, porque eles abordam a mesma temática. A diferença é que enquanto o filme da Anna Muylaert foca na vida da empregada, Casa grande, como indica o título, retrata os patrões. O filme acompanha a vida de Jean, jovem filho da casa grande que está em colapso mas tenta esconder isso. Os pais dele, com claros problemas financeiros, tentam manter a sua posição social enquanto o filho vai descobrindo quem ele é. Casa grande discute bem a questão dos privilégios e desigualdades, embora às vezes opte por um caminho explícito demais, como na discussão escolar sobre cotas. No geral, achei interessante, mas não me conquistou por completo. Avaliação: 3,5/5

8- Qual seu número? (Mark Mylod, 2011)
Tinha uma época em que assistia a comédias românticas frequentemente. Eu ainda vejo bastante, mas em geral são filmes adolescentes ou com cara de independentes, fazia muito tempo que não via uma comédia romântica hollywoodiana bem padrão. E honestamente podia ter passado mais tempo sem ver essa. A premissa é interessante: a personagem de Anna Faris lê em uma revista algumas estatísticas sobre quantos parceiros a mulher média já teve e fica chocada com o número. Para não aumentar sua própria contagem e dessa forma diminuir a chance de se casar, ela decide fazer sua lista e reencontrar seus ex-namorados, pois vai que algum deles era mesmo o amor da sua vida? A sua busca pelos ex é feita ao lado do vizinho galinha interpretado por Chris Evans, e acho que todo mundo sabe o que vai acontecer a partir daí. Não faço a menor ideia do que eu estava esperando quando fui ver o filme, porque ele entrega exatamente o que promete, mas eu fiquei tão frustrada. É tudo tão óbvio, tão sem graça. Eu gostei da Anna Faris em A casa das coelhinhas (sério), mas a personagem dela aqui é sem sal. E não ligo para o Chris Evans, desculpa, sociedade. Enfim, não gostei. Avaliação: 2/5

9- Rubber (Quentin Dupieux, 2010)
Às vezes a vida nos dá coisas maravilhosas, como um filme sobre um pneu assassino com poderes telecinéticos. Parece trash, e é trash, mas há uma filosofia por trás: a de que as coisas acontecem por nenhum motivo. Se a vida não faz sentido, por que um filme precisa fazer? Como minha irmã já tinha visto o filme antes, já sabia que ele não seria tão ruim, o que acaba um pouco com o impacto de esperar algo e se deparar com outra coisa, completamente diferente. Mesmo assim, a metalinguagem me surpreendeu logo no início, quando aparecem os espectadores aguardando para ver Rubber. O filme sabe que não há como ele ser realista, então ele brinca com isso desde o início. Para quem não assiste tanta coisa estranha, foi uma bela surpresa. Avaliação: 3,5/5

10- A garota de fogo (Carlos Vermut, 2014)
Fiquei interessada pelo filme pelo seu título original: Magical girl. Mas, diferente do que esse nome indica, a história não é bem sobre uma garota mágica que luta pelo amor e a justiça. A tal garota não é mágica, mas gostaria de se tornar a Magical Girl Yuriko, e como está doente seu pai sente a necessidade de cumprir todos seus desejos, mesmo que para isso precise de métodos escusos. O foco da trama é mais no pai e no que ele fará, além de termos outros personagens que parecem perdidos no início mas depois vão se encaixando no enredo.O filme é um drama misturado com suspense que me deixou com um gosto amargo na boca. Me lembrou um pouco a obra de Almodóvar, mas o fato de ambos diretores serem espanhóis deve ter influenciado na minha comparação. Uma pena que o filme teve pouco espaço aqui, passando somente em mostras. Avaliação: 4/5

sábado, 2 de junho de 2018

Os (realmente não tão) últimos filmes que eu vi #22

1- Relatos selvagens (Damián Szifron, 2014)
Esse filme argentino foi muito comentado na época do seu lançamento, sendo até indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro, e eu estava com grandes expectativas. Saí um pouco decepcionada, é claro. O filme apresenta seis histórias, todas com um tema selvagem, violento, e uma boa dose de humor negro. Gostei bastante da história do avião e da protagonizada pelo Ricardo Darín, mas não liguei muito para as outras. É um filme bom, mas não me empolgou. Avaliação: 3,5/5 

2- Ela é demais (Robert Iscove, 1999)
O filme adolescente da vez vem diretamente dos anos 90 e traz alguns dos meus clichês problemáticos favoritos: apostas e makeovers! E toda a forçação de barra decorrente dessas coisas. Eu compreendo bem quem não gosta desse tipo de filme, porque a mensagem transmitida é bem prejudicial. A protagonista já era bem bonitinha antes da mudança e não precisava disso. Mas eu adoro como o cara babaca fica menos babaca com o tempo e como os populares percebem que a Laney é legal de verdade. Além disso, o que dizer das maravilhosas cenas de performances artísticas? Problematizações à parte, Ela é demais me conquistou com os seus clichês e previsibilidades. Avaliação: 3,5/5

3- As aventuras do ursinho Puff (John Lounsbery e Wolfgang Reitherman, 1977)
Não me lembro se já tinha visto esse filme antes; eu associava o ursinho Puff mais aos seus produtos licenciados do que a seus filmes, até que li o livro. Daí, fiquei com vontade de ver (rever?) o filme clássico. O longa tem vários episódios adaptados do primeiro livro, como o caso do balão, mas também apresenta cenas novas para mim, como as com a Toupeira. Achei bonitinha a forma com que a adaptação foi feita, deixando claro que a história vinha de um livro, com imagens brincando com as palavras escritas, por exemplo. A história é bem infantil, o humor é bobo, mas é tão fofinho que não tem como eu não gostar. Avaliação: 3,5/5

4- Precisamos falar sobre o Kevin (Lynne Ramsay, 2011)
Eu adorei o livro, então fiquei ao mesmo tempo curiosa e reticente quanto à sua adaptação para o cinema. Acabei me surpreendendo, porque gostei mais do que esperava. As atuações são ótimas, Kevin e Eva não perdem nem um pouco da sua força na tela. O roteiro conseguiu tirar um pouco do excesso do livro, embora talvez ele tenha exagerado no tom de "essa criança é demoníaca". Gostei do trabalho com as cores e simbolismos, que talvez sejam óbvios demais, mas nem por isso não me impressionaram. Ver o filme me fez lembrar do quanto eu aprecio o livro e ao mesmo tempo consegui admirar o trabalho feito na adaptação, então posso dizer que fiquei bem satisfeita. Avaliação: 4,5/5

5- Sinfonia da necrópole (Juliana Rojas, 2014) 
Tinha medo que  esse filme fosse estranho demais, afinal,  é um musical de humor negro que se passa em um cemitério — o potencial para a bizarrice é muito grande. Mas descobri que os níveis de humor e estranheza são bem aceitáveis. O que me incomoda em musicais é a pretensão e a grandiosidade, e Sinfonia da necrópole apresenta o contrário disso. A crítica social é interessante (eu nunca tinha parado para refletir sobre cemitérios), e o filme é mórbido sem dar medo. Uma boa recomendação de cinema brasileiro. Avaliação: 4/5  

6- Chef (Jon Favreau, 2014)
Estou acostumada a ver o universo da comida e dos food trucks retratado em reality shows, mas não no cinema, por isso fiquei interessada em Chef. O filme é bem família, focando no relacionamento entre pai e filho. Para mim, é açucarado demais, com o final exageradamente feliz. Recomendo para fãs de Compramos um zoológico, acho que a vibe é parecida. E Chef sofre do mal homem-feio-com-mulheres-bonitas. Sério que o protagonista tem como ex-mulher a Sofia Vergara e como peguete a Scarlett Johansson? Avaliação: 3/5

7- 50% (Jonathan Levine, 2011)
Eu queria ver esse filme há séculos, desde que estreou, mas como é um daqueles casos de filme-que-foi-direto-pra-tv, ele ficou esquecido, sempre deixado para trás na minha lista. Até a Netflix me providenciar a oportunidade ideal. 50% é um filme sobre câncer. Mas não exatamente um filme trágico sobre câncer. É uma mistura entre comédia e drama, e consegue equilibrar bem o tom mais sério e o cômico. Ainda assim, não é muito inovador: temos o protagonista, o melhor amigo babaca, a namorada ausente, o novo interesse amoroso em potencial, etc. Tudo está dentro dos moldes, encaixado do jeito certinho para fazer a gente sentir e se emocionar e rir. E acabou sendo menos intenso do que eu esperava, mas imagino que quem tenha passado por uma experiência semelhante com a doença possa ter uma relação completamente diferente com o filme. Avaliação: 3,5/5

8- O lagosta (Yorgos Lanthimos, 2015)
O filme entra naquela categoria de sinopses estranhas: no universo retratado, é proibido ser solteiro. Os solteiros são enviados para um hotel onde devem encontrar um parceiro em até 45 dias. Se não encontrarem, serão transformados em um animal à sua escolha. O protagonista do filme vai ao hotel após seu divórcio e lá vemos as dinâmicas peculiares dos relacionamentos, pautados por características marcantes em comum: quem é míope procura alguém que também use óculos, por exemplo. Também descobrimos que existe um grupo de rebeldes nessa sociedade, e é claro que o protagonista vai se envolver de alguma forma com eles. Explicando assim talvez pareça difícil de entender, mas apesar de não compreendermos as razões por trás dessa sociedade, entendemos a história e é fácil traçar paralelos com o nosso modo de vida. Gostei bastante do filme justamente por ele ser peculiar, mas de uma forma um tanto lógica ao mesmo tempo. Avaliação: 4/5

9- As invasões bárbaras (Denys Arcand, 2003)
Durante seus últimos dias, o protagonista de As invasões bárbaras se reencontra com velhos amigos e com sua família. A história envolve câncer, velhice, relações familiares e também as desilusões  com a modernidade — o grupo de amigos era idealista e de esquerda, mas muita coisa mudou com o tempo. É um enredo interessante, e as relações familiares e as diferenças geracionais são bem desenvolvidas, mas é um filme que faz muito mais sentido para quem viveu os anos 60 do que para quem não tem nem a idade do filho do protagonista. Vale notar que o Canadá, idealizado por tantos, é retratado como lugar de corrupção e com luzes menos favoráveis das que estamos acostumados a ver. Avaliação: 3,5/5

10- Simplesmente acontece (Christian Ditter, 2014) 
Aqui temos o clássico enredo de amigos que poderiam ser mais que amigos, mas a vida simplesmente acontece na forma do timing errado. É um pouco agonizante ver algo que poderia dar certo não acontecendo (como os protagonistas podem ser tão burros!), mas é um filme fofinho. Lily Collins e Sam Claflin estão uma gracinha e, embora seja meio inverossímil, eles não ficaram ridículos interpretando os personagens em um grande período de tempo. Avaliação: 3,5/5

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Os (realmente não tão) últimos filmes que eu vi #21

1- Divertida mente (Pete Docter e Ronnie Del Carmen, 2015)
Comentei sobre o filme aqui. Avaliação: 3,75/5

2- O substituto (Tony Kaye, 2011)
Esse filme estava há muito tempo na minha lista porque gosto de histórias sobre professores e vou com a cara do Adrien Brody. O substituto é menos convencional do que eu esperava, embora em outros aspectos seja bem tradicional, e ainda não sei o que pensar do protagonista. A escola na qual ele é substituto não vai bem, cheia de alunos problemáticos, mas ele consegue fazê-los prestar atenção. Mas não é um filme sobre como um professor salvou a escola ou algo do tipo, e inclusive o tom do protagonista é um tanto niilista. Além disso, outras esferas da vida dele são exploradas, como a família e seu relacionamento com uma jovem que encontrou na rua. Avaliação: 3,5/5

3- Brooklyn (John Crowley, 2015) 
Comentei sobre o filme aqui. Avaliação: 3/5 

4- Apenas uma vez (John Carney, 2007) 
Finalmente vi esse filme, também conhecido como o filme da música "Falling slowly", que as pessoas sempre cantavam no The Voice ou no American Idol. A história é um garoto encontra garota, mas embora haja amor envolvido, o foco é a música — e a trilha sonora é bem legal. O filme tem uma hora e meia e passa bem rápido. Não me marcou particularmente, mas como bastante gente se emociona assistindo fica a recomendação. Avaliação: 3,75/5

5- O quarto de Jack (Lenny Abrahamson, 2015)
Comentei sobre o filme aqui. Avaliação: 4/5 

6- O Grande Hotel Budapeste (Wes Anderson, 2014)
Gosto dos filmes do Wes Anderson, mas também não sou apaixonada. O Grande Hotel Budapeste segui esse caminho também. É um filme excêntrico, com personagens curiosos, cenários bonitos e uma história pitoresca. É bem divertido de assistir, mas não faz meu coração bater mais forte, sabe? Faltou alguma coisa para isso, algo que me fizesse arredondar a nota para cima. Talvez seja questão de expectativa, tanta gente amou e eu acabei esperando mais por causa disso. Quem sabe se fosse meu primeiro filme do diretor a experiência fosse outra. Avaliação: 3,75/5

7- Apenas duas noites (Max Nichols, 2014) 
Queria ver esse filme porque gosto da Analeigh Tipton e do Miles Teller. É uma comédia romântica com um enredo bem simples: o casal fica junto por uma noite logo após de se conhecer e na manhã seguinte eles não podem sair de casa por causa de uma nevasca, então são obrigados a conviver por mais tempo do que pretendiam. É aquela coisa de homem e mulher que não querem lidar um com o outro, momentos constrangedores, gente falando besteira, mas sempre com alguma química. Completamente clichê, mas funciona bem, então por que não? Os dois personagens são meio babacas, ele bem mais que ela, mas torci para eles ficarem juntos. E meio que me identifiquei com a relação do personagem do Miles Teller com o campo profissional e fiquei chocada com o fato de que agora sou adulta o suficiente para até que entender essas coisas(!). Avaliação: 3,5/5

8- Digimon Adventure tri. Ketsui (Keitaro Motonaga, 2016)
Sim, eu insisto no erro até o fim. Depois de não ter gostado muito do primeiro, é claro que fui correndo ver o segundo Digimon tri. quando lançou, porque a curiosidade estava me matando e esses revivals são o tipo de coisa que a gente precisa ter uma opinião a respeito, mesmo que seja para falar mal. Bom, eu gostei mais desse do que do primeiro, porque ele tem mais cenas cotidianas e clichês típicas de animes como a ida na casa de banhos e o festival escolar. Eu honestamente não dou a mínima para as lutas e para a parte de ação. O filme foca mais nos dilemas de Mimi e Joe, que apesar de serem pouco aprofundados, são mais críveis do que os de Tai e a famigerada cena do celular quebrando. O enredo mais importante, sobre a questão digital, só se desenvolve lá no final, bem rapidamente, mas eu também não ligo para isso — é apenas uma crítica quando ao ritmo. Enfim, é bom? Não. Mas melhorou em relação ao primeiro. Aguardemos os próximos capítulos (spoilers: são ruins). Avaliação: 3/5

9- Parceiras eternas (Susanna Fogel, 2014)
Outro sobre jovens de vinte e tantos anos, no caso quase trinta, e com atores legais: temos Blair Waldorf e Seth Cohen no elenco! Mas no filme a Blair, quer dizer, a Leighton, interpreta uma personagem lésbica. Ela tem uma BFF hétero que começa a namorar com o personagem do Seth Adam Brody e por causa disso a amizade das duas garotas começa a sofrer. Achei interessante a diferença de perfil das duas mulheres — uma delas é uma advogada bem sucedida, a outra está investindo na carreira musical e tem o emprego de recepcionista para pagar as contas. É um filme simpático e sincero, que me sentir e pensar sobre a vida. Objetivamente, não sei explicar porque gostei tanto: o filme é clichê, o destino da personagem da Leighton podia ter sido melhor explicado, etc., mas às vezes a gente não precisa ficar procurando motivos racionais e deve aceitar os sentimentos. É um filme que me fez bem, e isso é mais que o suficiente. Avaliação: 4/5

10- Força maior (Ruben Östlund, 2014)
Eu provavelmente conheci esse filme por alguma crítica no jornal, achei interessante o mote — o relacionamento de um casal desanda depois que o homem foge de uma avalanche sem se preocupar com a mulher e com os filhos — e coloquei na lista para ver. É um filme que traz bastante reflexão, sobre papéis de gênero e a contemporaneidade, sobre relacionamentos e sobre a Europa, porque é sobre gente rica que passa as férias num resort de ski, e o diretor deixa bem claro o quanto eles são ricos de dinheiro e pobres de espírito. Além dessas discussões, o filme é visualmente bem impactante, com tomadas de montanhas, da imensidão da neve e de coisas que não identifiquei porque não sei como funciona um resort de ski. Para resumir, Força maior é um desses filmes europeus que me fez me sentir inteligente porque entendo parte do que ele está querendo dizer, e não é mais do mesmo em questões artísticas. Avaliação: 4/5 

quarta-feira, 19 de julho de 2017

Os (realmente não tão) últimos filmes que eu vi #20

1- Atração mortal (Michael Lehmann, 1988)
Esse filme é um clássico adolescente que eu não tinha assistindo ainda por motivos de preguiça de ir atrás. Mas, influenciada pelo clima de jovens assassinos que A história secreta me proporcionou, achei que era a hora certa para conferir. Atração mortal, mais conhecido pelo nome original, Heathers, começa com um enredo comum de filmes juvenis, apresentando as populares da escola, um grupo formado por três garotas chamadas Heather e uma Veronica — esta, no entanto, não gosta do sistema de popularidade e exclusão do colégio e, com o incentivo de um garoto novo, J.D., ela acaba matando uma das populares. A morte, forjada como um suposto suicídio, gera uma comoção entre os alunos, e J.D. e Veronica se animam mais tentando punir outros populares. Acabei gostando bem mais do filme do que esperava, porque ele é engraçado, envolvente, tem crimes, clima sombrio... É um filme que usa uma abordagem ousada para lidar com temas adolescentes sem deixar o tom sério, e é especialmente maravilhoso porque é do final dos anos 80 e dá para perceber como virou referência para tantos outros filmes. Além disso, a Winona Ryder está maravilhosa como Veronica e eu, que nem ligo muito para moda, adorei o visual dela. Enfim, é um filme que me deixou muito empolgada depois que terminei de assistir e mesmo que parte dessa animação tenha passado, decidi manter a nota altíssima porque é de coração. Avaliação: 4,5/5

2- O primeiro que disse (Ferzan Ozpetek, 2010)
Fiquei curiosa para ver esse filme italiano quando ele estreou no cinema, por causa da sinopse: um homem volta para a casa da família no interior da Itália pronto para dizer que é gay, mas seu irmão, ao saber disso, confessa sua própria homossexualidade primeiro. O pai, com medo de que as pessoas descubram, surta com essa descoberta, enquanto o protagonista esconde a verdade e toma o lugar do irmão na família trabalhando no negócio deles, uma fábrica de macarrão. A família deles é bem grande, com personagens de diversos tipos, como a avó compreensiva e a tia alcoólatra. O filme mistura bem momentos cômicos — destaque para os amigos gays do protagonista fingindo serem héteros na frente da família dele — e dramáticos, e acho boa a forma que o filme escancara a homofobia e mostra o machismo que há nas famílias tradicionais italianas. Mas faltou alguma coisa para o filme me conquistar de verdade, e também não entendi bem a história da avó. Valeu pela temática e para matar a curiosidade. Avaliação: 3,5/5

3- Conta comigo (Rob Reiner, 1986)
Foi o filme da vez dos 1001 para ver antes de morrer por um motivo simples: queria algo curto e que tivesse na Netflix. O que eu tinha ouvido falar sobre ele antes era que envolvia crianças, emoção, e a música Stand by me. Achei que seria mais triste, mas é mais nostálgico do que propriamente triste. O enredo envolve um grupo de quatro amigos, de mais ou menos doze anos, indo procurar um cadáver que o irmão de um deles disse ter visto. Eles andam pelos trilhos de trem, naquela cena icônica, acampam na floresta, brincam, brigam e fazem tudo de que tem, e do que não tem, direito. Gostei de como os personagens são desenvolvidos, de como os quatro garotos têm seus problemas e seus modos de agir, e de que há uma questão social na história: o protagonista tem mais chances de sucesso no futuro, mas os outros são vistos como casos perdido, com pais bêbados, violentos, etc. O filme é, como dizem muitas resenhas no Filmow, "simples", mas nem por isso deixa de envolver nem de emocionar — apesar de eu não me identificar nada com o grupo de amigos por motivos de amizade obviamente masculina, eca, não dá para deixar de simpatizar por eles. Avaliação: 4/5

4- Perdido em Marte (Ridley Scott, 2015)
Comentei sobre o filme aqui. Avaliação: 3,5/5 

5- Shaun: o carneiro - o filme (Mark Burton e Richard Starzak, 2015)
Comentei sobre o filme aqui. Avaliação: 3,5/5

6-  Metrópolis (Fritz Lang, 1927)
O que dizer desse filme que eu achava que seria um porre mas me surpreendi positivamente? É um filme mudo de duas horas e meia de duração, então eu obviamente estava morrendo de preguiça de assistir, e o começo, quando a gente é apresentado à sociedade e aos personagens, me deixou mais apreensiva ainda, mas depois a história me envolveu com uma facilidade... (embora eu não tenha entendido algumas coisas direito) A crítica social apresentada continua muito atual e a forma em que ela é desenvolvida é ótima também, mesmo que eu não concorde totalmente que o mediador entre as mãos e o cérebro deva ser o coração — isso me parece um tanto redutor. Alguns filmes antigos que eu vi, como Viagem à Lua e O grande roubo do trem são elogiados considerando a importância que eles tiveram para a história do cinema, mas Metrópolis não precisa dessa comparação. É um filme muito inovador para a época e também bem diferente do que a gente vê hoje — as limitações técnicas o fizeram mais especial. No entanto, nem tudo é perfeito e achei a parte final bem cansativa, tanto é que eu e minha irmã dublamos muito nessa hora para matar o tempo. Aliás, a não ser que você seja um cinéfilo sério, recomendo assistir ao filme com alguém do lado para rir com algumas coisas estranhas e dublar nas cenas dramáticas. Talvez eu tivesse gostado bem menos do filme se o visse sozinha. Avaliação: 4/5

7- O jogo da imitação (Morten Tyldum, 2014)
Não dei muita bola para esse filme quando foi lançado, mesmo com as indicações para o Oscar, porque não sou das maiores fãs de cinebiografias. Mas é aquela coisa: a curiosidade sempre existe, então foi o escolhido para uma sessão de cinema em casa com minha família. Achei o filme bem qualquer coisa, honestamente. Ele prende a atenção e a história é interessante, mas falta algo que lhe dê personalidade e o faça se destacar. Avaliação: 3/5

8- Garota exemplar (David Fincher, 2014)
Quando li o livro, imaginei os personagens principais exatamente como os atores do filme. Por isso, fiquei curiosa para saber se o filme seria bem parecido com o que imaginava quando lia o livro. E é. Infelizmente para mim (!). O filme é muito bom como adaptação, muda só o suficiente para caber nas suas duas horas e tanto de duração. Os atores estão muito bem também — Ben Affleck palermíssima como Nick e Rosamund Pike como a Amy Exemplar. Mas, embora ache que o romance sobreviva bem a uma leitura sabendo dos plot twists, o filme não resistiu tão bem. Eu gosto muito de como a gente entra na cabeça dos personagens no livro, mas no filme isso não funciona do mesmo jeito. Um resumo: é um filme muito bom, mas não recomendo tanto se você já leu o livro. Nesse caso, até diria para ver a adaptação primeiro, porque o livro terá coisas a acrescentar. Avaliação: 3/5

9-  Anomalisa (Duke Johnson e Charlie Kaufman, 2015)
Comentei sobre o filme aqui. Avaliação: 3,5/5 

10- Rindo à toa (Lisa Azuelos, 2008)  
É um filme adolescente francês ao qual eu já tinha visto vários elogios. A história foca nos relacionamentos de Lola, tanto familiares e de amizade quanto amorosos, sendo que há cenas também protagonizadas pelos outros personagens, como a mãe. É um filme divertido, mas não fez o meu coração bater mais forte, visto que não me importei com nenhum dos personagens. No entanto, o cabelo dos interesses românticos é bem interessante, naquele estilo emo/indie que era moda na época. Avaliação: 3/5

sábado, 10 de setembro de 2016

Os (não tão) últimos filmes que eu vi #19

1- Será que? (Michael Dowse, 2013)
Eu assisti algumas entrevistas com o Daniel Radcliffe pós-Harry Potter e, apesar de não gostar muito da sua atuação com o menino que sobreviveu, simpatizei o suficiente com o ator para ter curiosidade em ver mais filmes com ele. Será que?, com a Zoe Kazan, é uma daquelas comédias românticas menos mainstream de que eu tanto gosto. O tema é: é possível homens e mulheres serem só amigos? A resposta não vai te surpreender... O filme é fofo, previsível e as partes cômicas são um pouco exageradas, como é típico de filmes desse estilo. O que me surpreendeu é o final feliz demais. Não achei o epílogo necessário, mas tudo bem. Avaliação: 3,5/5

2- Rede de intrigas (Sidney Lumet, 1976)
Decidi aleatoriamente por um filme dos anos 70 e que tivesse na Netflix para ser o clássico do mês. A história é sobre um canal de televisão, acompanhando um apresentador que desabafa ao vivo e diz que vai se suicidar, gerando um bafafá. O canal tem a escolha de abafar o caso ou de criar mais atenção para ele, e obviamente escolhem a segunda opção, percebendo que o sensacionalismo era tudo que eles precisavam para fazer sucesso. As críticas que o filme desenvolve são interessantes, mas um pouco batidas hoje: a gente já sabe quanto a TV nos manipula. A história em si também é interessante, mas sofre de um mal: são muitos homens brancos de meia-idade de terno e eu, que não sou a pessoa mais habilidosa em distinguir feições do mundo, só aprendi quem era quem lá pela metade do filme, o que deixou o começo meio confuso. Enfim, entendo a importância do filme, mas não o acho indispensável hoje. Avaliação: 3,5/5

3- Frank (Lenny Abrahamson, 2014)
Em uma palavra, Frank é estranho. Afinal, é sobre um homem  que usa uma cabeça de papel machê e se recusa a tirá-la. Não vemos o mundo, no entanto, pelos olhos de Frank — até porque seu campo de visão deve ser limitado com a cabeça falsa, risos —, mas por Jon, músico novato que entra na banda de Frank. É um filme interessante que discute questões como a comercialização da arte e o sofrimento do artista, tudo isso com músicas um tanto incomuns. Frank é uma estranheza que não vai agradar a todos, mas eu gostei. Avaliação: 4/5

4- A série Divergente: Insurgente (Robert Schwentke, 2015)
Acho que eu gostei mais do filme de Divergente do que do livro, então fiquei curiosa para ver a continuação. Só que aí tive preguiça de ver no cinema e perdi o ânimo, e decidi que só assistiria antes de ler Convergente para poder relembrar a história. Isso não adiantou muito, porque a adaptação muda bastante coisa em relação ao livro. A maioria das diferenças não passa de detalhe — a história e os dramas precisam ser enxugados para um filme de duas horas, afinal de contas —, mas a parte final é bem diferente, e me deixou em dúvida se a conclusão dos filmes será parecida com a da série ou se vão inventar mais. Não sei se é porque não gosto muito do segundo livro, ou mesmo se é porque não vi o filme no cinema, mas Insurgente me empolgou bem menos que o primeiro. Não cheguei a achar cansativo, mas também não achei divertido. Veremos o que vai acontecer com os próximos. Avaliação: 3/5

5- De repente 30 (Gary Winick, 2004)
Eu passei minha pré-adolescência desejando ser criança e parar de crescer. Por isso, não era muito fã desses filmes de adolescente, aos quais só assistia quando ia na casa das minhas amigas. É uma falha de caráter que estou tentando curar atualmente. É maravilhoso ver um filme desses em 2016, porque ele apresenta o que os anos 2000 têm de melhor (e de pior) e se eu visse na época que foi lançado ele simplesmente não teria o mesmo brilho. De repente 30, se vocês não sabem, nos apresenta a Jenna, uma garota com 13 anos recém-completados. Ela sonha em ser popular, mas é claro que seu melhor amigo é um loser. Depois de um desastre na sua festa de aniversário, ela deseja ter 30 anos e consegue realizar esse desejo. A partir daí, já sabemos o que vai acontecer — uma série de confusões com a vida adulta, a descoberta de que ela se tornou o que queria, mas não do jeito que queria, e a tentativa de resolver isso. É muito clichê, e é completamente adorável. Mark Ruffalo está ótimo como o melhor amigo dela versão crescida, e apesar de eu não ir muito com a cara da Jennifer Garner ela também convence. O filme tem cenas forçadas e totalmente inverossímeis, mas obviamente não assistimos De repente 30 em busca da realidade. Por que Hollywood não produz mais filmes com enredos batidos e mirabolantes como esse hoje? (ou produz e eu não estou sabendo?) Avaliação: 3,75/5

6- Depois do casamento (Susanne Bier, 2006)
Vi esse filme porque queria assistir algo com o Mads Mikkelsen no elenco. Eu não sabia sobre o que era antes de assistir, só a sinopse, que envolve um dono de um orfanato na Índia que volta para a Dinamarca. Foi ótimo saber só isso porque eu não fazia ideia de aonde o filme ia e a surpresa foi um fator importante para me fazer gostar do filme. Basicamente é um drama bem novelesco... E é isso. Não tem muito o que falar. Os atores principais estão bem e achei curioso como a câmera sempre pousava nos olhos ou na boca de alguém — não que eu saiba o que isso quer dizer além do efeito estético. Não me arrependi de assisti-lo, mas é um filme um tanto esquecível. Ah, e depois de tanto tempo vendo o Mads interpretando vilões, foi bom vê-lo sendo um mocinho para variar. Avaliação: 3,5/5

7- Harry Potter e o prisioneiro de Azkaban (Alfonso Cuarón, 2003)
Eu assisti várias vezes esse filme e lembro que era um dos meus favoritos de Harry Potter. Ao revê-lo esse ano, não sei dizer por que gostava tanto. Quer dizer, a ambientação dele é bem legal, o clima sombrio, a trilha sonora, mas como adaptação ele não funciona tão bem. O roteiro não explica coisas importantes, como quem são os marotos, e fica tudo meio solto na trama. Além disso, toda hora eu ficava pensando "ah, no livro dava para entender melhor os sentimentos do Harry, dava para entrar melhor na história". É um filme gostoso para ver quando reprisa na TV, mas assistir pensando conscientemente sobre ele já não é tão divertido. Avaliação: 3,5/5

8- Califórnia (Marina Person, 2015) 
Eu nunca me recuso a ver um filme brasileiro sobre jovens. Califórnia se passa na São Paulo dos anos 80 e têm dilemas e clichês típicos do cinema adolescente — a primeira vez, a paixão pelo menino popular, as amigas fofoqueiras, o garoto novos na escola — e outros nem tanto, como a protagonista, Teca, tendo que lidar com a doença do seu tio. No geral o filme não apresenta grandes novidades, mas gostei da personagem principal e do JM, o garoto ~misterioso~. Tenho um pouco de preconceito com música dos anos 80, mas gostei bastante da trilha sonora. Ah, e filmes que se passam em São Paulo são especiais para mim porque reconheço algumas das paisagens. Aqui o destaque fica para uma citação ao colégio onde eu estudei. Avaliação: 3,5/5

9- Garotas (Céline Sciamma, 2014)
Garotas é da mesma diretora de Tomboy outro filme que recomendo — e retrata o processo de independência da protagonista, que começa mais tímida e submissa e se torna mais aberta, ou, nos vocabulários feminista atuais, empoderada ao se aproximar de um grupo de garotas similar a uma gangue. O filme discute questões como racismo, desigualdade social, machismo e violência, mas sem se tornar didático. Os temas são abordados porque fazem parte da vida das meninas, ponto. Também gostei de como as personagens principais nunca são julgadas pelo filme — seria fácil criar uma lição de moral para a história, mas não há respostas prontas no final. Avaliação: 4/5

10- G.B.F.  (Darren Stein, 2013)
O filme me chamou a atenção por ser uma comédia adolescente com protagonista gay, porque quão frequente é isso? GBF se refere a "gay best friend" e após o termo entrar na moda, as populares da escola do personagem principal passam a querer ter um também. É um daqueles filmes que exagera nos estereótipos no começo para depois subvertê-los. É um filme bem estilo série da MTV, com diálogos rápidos e cheios de referências à cultura pop, além de incluir no elenco alguns dos próprios atores de séries da emissora — além da atriz da Luna Lovegood interpretando uma religiosa fervorosa. Enfim, é um filme divertido, bem exagerado no cômico e no caricatural, e bom para matar o tempo, com o diferencial da temática LGBT.  Avaliação: 3/5