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segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Retrospectiva: julho

• Julho, como mês de férias da faculdade, foi um mês que me permitiu fazer bastante coisa. Não tanto quanto eu gostaria, mas às vezes a gente idealiza demais nossa produtividade, né? Ter tempo para não fazer nada, para conversar bobagens, para jogar joguinhos bestas e assistir besteiras na TV também é importante, e às vezes é até mais legal do que fazer o que a gente pretendia. Às vezes acho que levo o entretenimento muito a sério, com meus desafios e projetos, e que isso acaba estragando a graça da coisa (mas no começo do ano eu acho os desafios e projetos muito divertidos, porque, convenhamos, a parte mais legal dessas coisas é planejá-las).

• Eu até que saí bastante de casa para passeios culturais e esse mês foi um daqueles em que me senti muito privilegiada por morar em São Paulo. Para começo de conversa, o Nobuhiro Watsuki, mangaká de Samurai X, veio ao Brasil com a sua esposa e eles deram uma palestra gratuita no Centro Cultural São Paulo. Minha irmã é bem mais fã de Samurai X do que eu, mas eu gosto também, então fui acompanhá-la. A palestra foi interessante, embora tenha focado demais em detalhes de como é criar um mangá e coisas técnicas do tipo. Foi uma experiência bem legal vê-lo falando, entender um pouquinho de japonês ao vivo e observar os diversos tipos de fã — tinha até alguns de cosplay! Além disso, teve uma mostra de filmes de ação no CCSP também, em que eu vi O castelo de Cagliostro, o primeiro filme dirigido pelo Miyazaki, e uma mostra de animação no Cinusp, em que vi When Marnie was there. Eu acho incrível como as mostras de cinema aqui são bem variadas e sempre passam coisas legais! Obrigada, São Paulo (vi também O conto da princesa Kaguya, mas no cinema comercial mesmo, para incentivar as animações e o Studio Ghibli. Considerando que o filme estreou em pouquíssimas cidades brasileiras, também devo ficar feliz por morar em SP. E sim, foi um mês bem japonês).

Totoro (minha irmã — o Totoro grande — e eu — o pequeno — indo ver o Watsuki)

• Como tive mais tempo livre, acabava lendo os posts dos blogs que sigo mais cedo na minha ronda diária pela internet e procurando outros blogs para conhecer, mas percebi que sou muito fresca com blogs literários e que cada vez mais, infelizmente para mim, o foco é em vlogs. É difícil encontrar pessoas com gostos parecidos com o meu, os blogs mais famosos focam só em lançamentos ou soam muito impessoais, com 700 colunistas diferentes… Aí segui uns blogs gringos, mas eles focam em livros que só vão chegar no Brasil daqui a muito tempo. É triste, porque eu quero encontrar mais blogs para amar, mas são poucos os que postam com frequência, com resenhas legais, que foquem mais na opinião do que na sinopse e de livros que me interessam ou talvez eu seja chata demais. Alguma sugestão? (mas em agosto provavelmente vou ficar soterrada de posts para ler por causa do BEDA, pelo menos os blogs pessoais resistem!)

• Eu disse que traria indicações de links nas retrospectivas, mas acabei não salvando nada esse mês, ops. Então peguei um post antigo do blog da Thay que fala sobre Sailor Moon, aproveitando a vibe japonesa. Eu, com o meu jeitinho crítica de ser, costumo reclamar sobre o assunto, porque o anime clássico é enrolado demais, o novo tem uma animação de qualidade duvidosa, por assim dizer, e o mangá não me conquistou. Mas aí eu penso na mensagem que a história passa e nas memórias de infância assistindo Sailor Moon e não dá para não amar.

• Antes, quando eu só estudava, não ligava muito para fins de semana. Eu tinha bastante tempo livre nos dias de semana mesmo e não me importava em ir para à escola/faculdade. Mas agora que comecei a estagiar, basicamente vivi em função dos fins de semana. Eu meio que criei uma rotina nos dias de semana, mesmo no tempo livre, e no sábado e no domingo me dou o direito de fazer o que quiser e é maravilhoso ver quanta coisa diferente dá para fazer! Pena que as aulas estão de volta e meu tempo livre vai diminuir drasticamente.

• Falando em estudos, acho que este é o semestre em que estou mais desanimada em voltar para a faculdade. O semestre anterior foi meio chato, não sei se por culpa minha ou das matérias, e, sei lá, acho que enjoei da faculdade(?). Posso tirar mais um mês de férias e voltar depois? Eu gosto bastante do que estudo, mas tem uma hora que cansa, e além disso as matérias do semestre que vai começar agora são na sua maioria entediantes. Resumindo, minha reação quando penso sobre voltar à faculdade:

Kiki

Em julho:

Eu vi… mais episódios de Shigatsu wa kimi no uso. Cada episódio que vejo gosto menos do anime. Acho que falta sutileza, e vejo todo mundo amando tanto que acho que o problema sou eu. Só sei que fiquei desanimada com animes (ao contrário do que parece nesse post, né) e quando eu acabar Shigatsu provavelmente vou voltar ao Ocidente e ver uma série mesmo — estou com muita vontade de ver My mad fat diary.

Eu li… o primeiro livro da TBR jar, Wunderkind (resenha em breve). Posso não terminar de ler os sorteados nesse ano, mas pelo menos um deles já foi!

Eu ouvi… a trilha sonora de O conto da princesa Kaguya. A música cantada fica na cabeça e não sai de jeito nenhum. Como praticamente todos os filmes do Studio Ghibli, a trilha sonora de Kaguya é fantástica — assim como o próprio filme, que foi provavelmente o melhor filme que vi no ano.

Eu escrevi… por uma tarde uma das minhas histórias. Gosto bastante de escrever, mas acabou a época de achar que eu seria uma escritora “de verdade”, lançaria livros e coisas assim. Escrever um romance é muito difícil e não tenho planejamento nenhum. Se antes queria que ficasse bom, hoje só quero que o processo de escrita seja divertido. E está sendo, quando me lembro de escrever.

Eu comi… macarons. Eu sempre achei que macarons eram doces de gente fresca e rica, que prioriza a aparência ao gosto, até que um belo dia decidi experimentar um na loja de gente fresca e rica Ladurée, porque já estava no shopping da tal da loja e por que não, né, uma vez na vida? Se é para experimentar coisa de gente rica, que seja em loja de gente rica em shopping de gente rica, em que UM macaron custa DEZ REAIS. Aí eu comi o tal do doce e… gostei. Gostei bastante. E fiquei com vontade de comer mais, mas é claro que não fui mais na loja cara, porque além de ser total fora de mão para mim, pagar dez reais por um doce do tamanho de uma bolacha é coisa que a gente só faz uma vez na vida a não ser que ganhe na loteria. Enfim, tudo isso aconteceu há um tempão, é só para dizer que paguei minha língua e que depois que minha tia me falou de uma doceria mais barata que também tem macarons gostosos, eu compro os tais docinhos quando passo por lá. Não são meus doces favoritos e ainda assim são caros demais para comprar sempre, mas são gostosos para comer de vez em quando.

Eu fui… a quatro docerias diferentes. Não era para eu falar de comida, mas como já falei dos programas culturais lá em cima, não sobrou outra coisa… Como não tem docerias boas no meu bairro, sempre aproveito quando saio para comer um doce.

Kaguya (minha expressão quando sei que vou passar por uma doceria (mentira, só queria uma desculpa para colocar esse gif aqui. Melhor personagem de Kaguya))

Eu (não) comprei… nenhum livro! Depois de ter prometido comprar no máximo um livro por mês e obviamente ter me descontrolado já no início, me acalmei um pouco nos impulsos consumistas. Mentira, na verdade não encontrei nenhuma promoção que valesse a pena mesmo. Os livros que eu mais quero atualmente ou não entram em promoção nunca ou são lançamentos, então vai demorar um pouco para o preço deles abaixar.

Eu fiz… um layout novo para o blog, finalmente! Morria de medo de mexer com HTML, mas enfrentei meu medo e descobri que mexer com o que eu quero, que é só o fundo e o título, é bem fácil. Agora vou ficar viciada em baixar fontes e procurar fundos legais? Possivelmente.

E assim acaba mais uma retrospectiva! Estou gostando bastante de escrever coisas mais pessoais (e procurar por gifs é muito divertido), mas como não tenho assunto suficiente para um post só, junto tudo na retrospectiva e fica coisa demais. Ops.

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Os últimos filmes que eu vi #12

1- Quando eu era vivo (Marco Dutra, 2014)

Quando eu era vivo Filme brasileiro de suspense, e mais importante de tudo, tem a Sandy no elenco! Fiquei curiosa para ver Quando eu era vivo por ser um filme de um gênero pouco comum no Brasil, pelo menos no circuito comercial. Gostei de como o clima de medo foi criado com sutilezas e sem usar recursos fáceis como sustos e monstros, mas não entendi algumas coisas na história e achei o final anticlimático demais. Valeu para matar a curiosidade mesmo, e fiquei com vontade de ler o livro que inspirou o filme, A arte de produzir efeito sem causa, do Lourenço Mutarelli, porque dizem que é bem melhor que o filme — e que os dois são bem diferentes entre si. Avaliação: 3/5

2- Uma longa queda (Pascal Chaumeil, 2014)

Uma longa quedaÉ uma adaptação do livro homônimo, que eu adoro e preciso reler, do Nick Hornby. Eu não tinha planos de assistir, mas meu pai quis ver, então eu assisti junto. O filme é melhor do que achei que seria, prendeu a atenção e não exagerou nem no drama e na comédia. Algumas coisas parecem diferentes do livro, mas como eu não me lembrava direito do enredo, isso não me incomodou. Não costumo me importar com adaptações fiéis, mas se estou com o livro fresco na cabeça, fico comparando demais, então o distanciamento livro-filme foi bom. Avaliação: 3,5/5

3- Ninguém pode saber (Hirokazu Koreeda, 2004)

Ninguém pode saber Filme do diretor de Pais e filhos sobre uma família em que os quatro filhos são abandonados pela mãe no seu apartamento. A mãe simplesmente passa um tempo cada vez maior fora de casa e deixa a responsabilidade para o filho mais velho, de doze anos. Ele não pede ajuda para ninguém, porque sabe que vai se separar de seus irmãos se for para um orfanato ou algo do tipo. É uma história triste, inspirada em fatos reais ainda mais desesperadores, mas o tom do filme não é melodramático, porque as crianças agem com naturalidade na maior parte do tempo. O filme é um pouco lento, mas vale a pena. Avaliação: 3,5/5

4- Álbum de família (John Wells, 2013)

Álbum de família Gosto de filmes com climão, então fiquei curiosa para ver Álbum de família desde o Oscar do ano passado. Mas acabei não gostando tanto do filme, achei exagerado demais, a ponto de ficar pouco natural e inverossímil. Senti que o filme foi feito só para os atores arrasarem e a Meryl Streep ser indicada para mais um Oscar. Talvez eu tenha achado exagerado pelo fato de ser inimaginável na minha família uma reunião do tipo. Talvez seja porque é uma adaptação de uma peça de teatro. Mas, apesar de tudo, prendeu a minha atenção. Avaliação: 3/5

5- Uma história de amor e fúria (Luiz Bolognesi, 2013)

Uma história de amor e fúriaA animação do mês (de janeiro, risos) é brasileira e mostra a história de um casal durante vários períodos históricos do Brasil, começando com o Rio de Janeiro pouco tempo após a “descoberta” do Brasil e terminando no futuro, em 2096, quando a riqueza da sociedade é a água (esse futuro parece próximo, né?). É interessante por mostrar o espírito de luta do povo brasileiro e como, apesar de tantos anos terem se passado, algumas coisas continuam iguais. O filme pode ser didático demais para algumas pessoas, mas não achei isso tão ruim, até porque não manjo muito de história brasileira. Esteticamente, a animação não é do meu gosto, mas tem umas partes muito bonitas. Avaliação: 3,5/5

segunda-feira, 16 de março de 2015

Os (não tão) últimos filmes que eu vi #11

Estou atrasada, muito atrasada. Nesse post, vou comentar os últimos filmes que vi em 2014. São oito filmes, em vez dos cinco que eu comentaria normalmente, mas acho que o post não fica muito longo mesmo assim. Pensei em comentar mais alguns, mas agora que estou em aula vejo bem menos filmes, então acho que tudo bem continuar três meses atrasada. Algum dia, eu juro, vou ficar em dia com essa seção.

1- Um conto chinês (Sebastián Borensztein, 2011)

Um conto chinêsTinha vontade de ver esse filme desde que ouvi falar da sua história curiosa, que envolve uma vaca caindo do céu. Não conheço muito do cinema argentino, mas gostei dos filmes que já vi de lá — na medida em que é possível generalizar cinema por nacionalidade, né… Enfim, achei Um conto chinês um filme gostoso de assistir, que prende a atenção, mas eu esperava um pouco mais depois de ver tanta gente o elogiando. Avaliação: 3,5/5

2- Harry & Sally: feitos um para o outro (Rob Reiner, 1989)

Harry e Sally Gosto bastante de assistir comédias românticas, mas não conheço muitos filmes antigos do gênero. Por isso, não sei dizer o quanto Harry & Sally usou clichês e o quanto foi original, mas de qualquer jeito é um filme gostoso de assistir e, tirando uma das cenas finais, que achei forçada, o roteiro é bem desenvolvido. Os personagens têm vida própria e a relação entre Harry e Sally parece real. Avaliação: 3,75/5 (queria ser menos chata, mas o blog é meu e tenho a liberdade de dar essas notas quebradas!)

3- O homem da lua (Stephan Schesch e Sarah Clara Weber, 2012)

O homem da lua A animação passou no Festival Internacional de Cinema Infantil, então eu e minha irmã, crianças com mais de vinte anos, decidimos assistir, já que é rara a chance de ver uma animação assim nos cinemas do Brasil. É um filme bonito e que mistura vários traços na animação. A trilha sonora é muito boa e o filme tem referências que podem agradar aos mais velhos. Mas a história em si não me empolgou muito. São vários núcleos de personagens que vão se repetindo e acho que alguns deles, como a menina no carro com o pai e o cachorro, podiam aparecer menos, porque acabou ficando cansativo. De qualquer jeito, vale a pena pela arte. Avaliação: 3,75/5

4- Amostras grátis (Jay Gammill, 2012)

Amostras grátis É um desses filmes com cara de independente que passam toda hora na HBO. Vi um pedaço um dia e mesmo não tendo gostado muito, queria ver inteiro para avaliar melhor. O filme é sobre uma jovem que precisa trabalhar em um caminhão de sorvete dando amostras grátis para substituir uma amiga. Não é um enredo complexo e a história é meio parada — vemos a relação da protagonista com os clientes, alguns conhecidos dela e outros não, e é isso. Mesmo assim, o filme prendeu minha atenção. Provavelmente não vai mudar a sua vida, mas dá para passar o tempo. Avaliação: 3/5

5- Histórias de amor (Josh Radnor, 2012)

Histórias de amor Acho que ouvi falar desse filme em algum Tumblr por aí, alguma citação ou algo do tipo. Achei o nome original, Liberal arts, curioso (diferente do genérico Histórias de amor). Os personagens do filme são interessantes, e os diálogos também, mas senti falta de alguma coisa. Achei a história meio solta, faltou aprofundar algo, não sei… Talvez eu preferisse um filme que se levasse menos a sério, ou que tivesse menos núcleos e focasse em apenas um aspecto da vida do protagonista. Não é ruim, mas é esquecível. Vale pelas falas que viram citações no Tumblr mesmo. Avaliação: 3/5

6- Summer wars (Mamoru Hosoda, 2009)

Summer wars Tenho vontade de ver quase toda animação japonesa que chega a mim, então não recusei uma chance de ver Summer wars no cinema (novamente, devo agradecer ao Centro Cultural São Paulo pelas mostras de filmes com temas interessantes e pelo preço do ingresso de um mísero real). O filme tem uma temática abrangente, que envolve desde adolescentes e família até um sistema virtual e uma inteligência artificial que pode dominar o mundo. Gostei tanto das partes cotidianas quanto das futuristas, mas não entendi algumas coisas e achei o filme sem noção demais em alguns pontos. Está longe de ser minha animação favorita, mas vale a pena para quem gosta desse tipo de filme. Avaliação: 3,5/5

7- Nausicaä do Vale do Vento (Hayao Miyazaki, 1984)

Nausicaa Adoro os filmes do Miyazaki, mas ainda não tinha visto Nausicaä. O filme lembra Princesa Mononoke, do mesmo diretor, em alguns aspectos, e podemos ver várias características típicas dos filmes do Miyazaki: a mensagem ecológica passada de forma clara, o foco na aviação, as personagens femininas fortes e bem desenvolvidas… Achei que o filme podia ter sido um pouco mais curto, outra coisa que também é típica da minha relação com o diretor: acho alguns filmes dele cansativos. Enfim, não é meu favorito, mas é uma boa animação. Avaliação: 3,5/5

8- Três é demais (Wes Anderson, 1998)

Três é demaisEu não sabia da existência desse filme até vê-lo na programação do Telecine. Como está na lista dos 1001 filmes para ver antes de morrer e é do Wes Anderson, diretor por quem eu tenho simpatia e já vi dois filmes, decidi assistir. O filme já mostra uma certa estranheza que se desenvolverá nos filmes posteriores do diretor, mas não me conquistou. Não entendi se era para simpatizar com o protagonista ou não, mas eu o achei muito chato. Três é demais prendeu a minha atenção, e é engraçado ver o Jason Schwartzman novinho, mas achei o filme esquecível, tanto que esqueci de escrever sobre ele depois de assistir e nem percebi, e às vezes vejo minha lista de filmes e penso “o que raios é Três é demais?” (o que também é culpa da mudança do título, é verdade. O nome original é Rushmore). Avaliação: 3,5/5

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Desafio cinematográfico 2015

E quando eu acho que já posso seguir em frente e focar nos vários desafios e projetos que já criei ou dos quais participo, sempre aparece algum que me anima. Já estava com a ideia de participar de um desafio temático de cinema, mas não sabia qual. Aí eu vi o desafio 52 filmes em 52 semanas e decidi entrar nessa, porque tem bastante tema variado. As categorias são:

Desafio de Cinema Como eu não vejo tanto filme assim, decidi criar minhas próprias regras. O desafio vai funcionar do mesmo jeito que o desafio literário da Popsugar: eu vou assistindo aos filmes e encaixando nas categorias, sem muita pretensão. Quando der vontade, eu escolho algum tema e vejo o filme especialmente para ela. Como no desafio literário, alguns filmes inicialmente valem para mais de uma categoria, mas eu vou tentar assistir outros com o tempo para substituir as repetições e tentar ao máximo terminar o desafio com mais variedade.

Não sei o quanto o desafio vai dar certo, considerando que não sou muito de ir atrás de coisas fora da minha caixa e assisto a maior parte dos filmes pela televisão. Mas espero me divertir no processo e conhecer novos filmes.

Vou continuar escrevendo sobre o que assisto no mesmo modelo e vou colocar o desafio na página de projetos. E aceito sugestões! De tudo, mas especialmente de alguns temas: Don Corleone feelings, documentário, fashion (história de alguém do mundo da moda), sobre dança e história de um artista.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Os últimos filmes que eu vi #10

1- A busca (Luciano Moura, 2013)

A buscaFiquei curiosa com o enredo desse filme, queria saber porque o filho fugiu, então decidi assistir. A busca apresenta a busca do personagem de Wagner Moura pelo filho, além de, metaforicamente, a busca do pai por autoconhecimento ou outros lugares comuns do tipo. Bom, eu gostei do filme. Ele me prendeu, embora às vezes a repetição da busca tenha me cansado. Acho que o filme poderia ter cortado um pouco da parte da viagem para mostrar mais cenas da família, mas ao mesmo tempo entendo a opção de deixar algumas coisas para a reflexão do espectador. É curioso porque na mesma época tinha visto Eles voltam, outro filme brasileiro, dessa vez sobre uma menina procurando voltar para casa e encontrar os pais. Em A busca os papéis se invertem e é o pai que procura pelo filho. Avaliação: 3,5/5

2- As vantagens de ser invisível (Stephen Chbosky, 2012)

THE PERKS OF BEING A WALLFLOWEREu já tinha visto vários trechos do filme antes, mas só consegui assisti-lo inteiro agora (com agora, leia-se em outubro do ano passado. Eu, cheia de posts atrasados? Até parece). É difícil avaliar desse jeito, porque não teve o impacto de ver pela primeira vez algumas cenas, mas no geral é um bom filme. As atuações são convincentes, especialmente Ezra Miller como Patrick. As vantagens de ser invisível é um filme envolvente e que consegue trazer bem muitos dos conflitos e das emoções do livro. Em questão de adaptação, acho só que o professor de inglês ficou meio solto no filme. Não gosto do final do livro, acho que ele pode ser interpretado de uma maneira prejudicial para quem é tímido e invisível como o Charlie, mas no filme eu não o achei tão ruim, talvez por já saber o que já acontecia. Avaliação: 3,5/5

3- Detona Ralph (Rich Moore, 2012)

Detona Ralph Continuando minha saga de ver mais animações, dessa vez o escolhido foi Detona Ralph. Fiquei curiosa para vê-lo desde que o filme saiu, porque até a crítica o elogiou, mas acabei não tendo ânimo para ver no cinema. Por mais que eu goste da premissa do filme, um Toy Story versão fliperama, a verdade é que não ligo muito para videogames, então não entendi muitas das referências. Mas eu gostei daquelas que eu entendi e adorei que não se limitaram a videogames. A história do filme é clichê e previsível, mas eu não esperava outra coisa. O problema para mim é que o roteiro em um momento aponta um momento sério de crise, uma situação que não teria uma solução razoável, mas depois desfaz tudo, porque era mentira (é difícil de explicar sem usar spoilers). Essa situação seria muito mais interessante do que o enredo do filme de verdade, então fiquei meio decepcionada. Acho que eu queria um pouco mais de complexidade, só isso. Mas recomendo o filme para fãs de games. Avaliação: 3/5

4- Vida de adulto (Scott Coffey, 2013)

Vida de adulto Emma Roberts interpreta Amy, uma jovem que sonha em ser uma poeta renomada. Por enquanto, porém, ela só recebe nãos de revistas literárias e não consegue ter seu trabalho publicado em nenhum lugar. Após brigar com seus pais, que não têm mais como sustentá-la, Amy passa a trabalhar em uma sex shop, e é desse modo que ela amadurecerá. O filme é uma comédia e parece uma versão mais leve e engraçada da série Girls ou um Girls que deu certo. Gostei bastante de Vida de adulto, acho que ele lida bem com as dificuldades de crescer e amadurecer e ao mesmo tempo tira sarro da geração de jovens de hoje. Avaliação: 3,5/5

5- Touro indomável (Martin Scorsese, 1980)

Touro indomável

Como meio mundo ama o Scorsese e o único filme que eu vi dele é A invenção de Hugo Cabret, achei que estava na hora de conhecer mais filmes do diretor. Comecei por Touro indomável pelo motivo de sempre: passou na TV em um bom horário. E também porque era o meu filme do mês da lista de 1001 filmes para ver antes de morrer. O fato é que não me interesso por boxe, então acabei achando o filme um pouco entediante. Os atores estão ótimos, o filme é muito bem feito, mas a história de vida do Jake LaMotta não conseguiu me prender o suficiente. Talvez se o filme tivesse meia hora a menos eu teria gostado mais, porque tem várias partes interessantes, mas no geral achei cansativo. Avaliação: 3,5/5

domingo, 7 de dezembro de 2014

Os últimos filmes que eu vi #9

1- A garota de rosa-shocking (Howard Deutch, 1986)

A garota de rosa-shockingUm monte de gente ama o John Hughes, e isso me deu vontade de ver os filmes dele. Gostei bastante de Clube dos cinco, mas não vi nada de especial em A garota de rosa-shocking — é um filme legalzinho, mas não entendo por que tanta gente gosta dele. Quer dizer, entendo que pessoas mais velhas gostem do filme pela identificação, mas não sei porque as pessoas da minha idade são loucas por ele. Na verdade, a questão é que eu não gosto da estética dos anos 80 — o vestido de baile da Andie é muito feio, gente — e acho que a história e o desenvolvimento romântico nesse filme são meio sem graça. Avaliação: 3/5

2- Um time show de bola (Juan José Campanella, 2013)

Um time show de bolaNão sou das maiores fãs de futebol, mas gosto de jogar pebolim, então fiquei curiosa para saber como o enredo de Um time show de bola trataria o assunto. O filme parece bastante Toy story em alguns momentos, porque os bonecos de pebolim se metem em enrascadas e isso cria várias cenas de ação. É interessante ver peculiaridades e cenários argentinos em um filme cujo visual lembra as animações hollywoodianas, e acho que o filme tem potencial de agradar adultos e crianças, mas a história viajou demais e muita coisa poderia ter sido cortada do roteiro para ter um resultado final mais limpo. Avaliação: 3,5/5

3- Temporário 12 (Destin Daniel Cretton, 2013)

Temporário 12Vi várias pessoas elogiando esse filme, então fiquei com vontade de ver — quando digo esse tipo de coisa, significa que eu fui atrás do filme e que ele me interessou, e que são pessoas que tem gosto parecido com o meu que gostaram, não que sou totalmente influenciável e vou atrás de qualquer coisa elogiada, como pode dar a entender. Ou talvez eu seja influenciável mesmo. Enfim, o filme é sobre um casal que trabalha em um lar temporário para jovens abandonados ou com problemas. Gosto de filmes com esse tipo de cenário porque assim podem ser exploradas questões de vários personagens diferentes, embora algumas crianças tenham aparecido menos do que eu gostaria. Achei o filme bem envolvente, não queria que ele acabasse, e por isso minha nota foi tão alta. Sendo racional, tiraria 0,5 estrela da minha avaliação, e acho que o filme não sobreviveria tão bem se eu o visse de novo, mas decidi priorizar as minhas sensações durante a primeira vez que eu o assisti. Avaliação: 4,5/5

4- Rugas (Ignacio Ferreras, 2011)

Rugas Estava olhando a programação da HBO e me deparei com essa animação espanhola. Como eu já disse aqui várias vezes, amo animações, então não perdi a oportunidade de ver uma pouco conhecida. É um filme sobre um senhor que começa a morar num asilo. Lá ele conhece vários idosos, como a que guarda comida para o neto que raramente a visita, o que só sabe repetir frases de outras pessoas, o que se aproveita dos mais senis… O assunto é bem triste, e o filme tem cenas de cortar o coração, mas também tem várias partes engraçadas e leves. Acho que no fundo tudo depende de como você vê as coisas e encara a velhice. A animação é simples e combina com a história. Recomendo muito o filme — para adultos, não é infantil —, só não sei se é fácil de achar… Avaliação: 4/5

5- A malvada (Joseph L. Mankiewicz, 1950)

A malvada Foi o primeiro filme do meu projeto de 1001 filmes para ver antes de morrer. Não tenho muito o que falar sobre o filme — acho difícil falar sobre clássicos… Os atores estão muito bem, a história prende a atenção, e o filme com certeza merece seu lugar na lista de 1001 filmes. Avaliação: 4/5

domingo, 2 de novembro de 2014

Os últimos filmes que eu vi #8

1- A noiva cadáver (Tim Burton e Mike Johnson, 2005)

A noiva cadáver Fazia muito tempo que eu tinha visto esse filme, então senti que precisava assisti-lo novamente para formar uma opinião mais atual. No começo, fiquei preocupada porque não estava gostando muito, e é triste quando filmes que você achava que adorava acabam te decepcionando quando você os revê. Mas no final minha visão de infância não estava tão errada assim e continuo gostando bastante de A noiva cadáver. Não é a minha animação favorita do Tim Burton atualmente — prefiro Frankenweenie —, e eu cortaria algumas músicas do filme, mas é uma boa diversão. Avaliação: 4/5

2- Eles voltam (Marcelo Lordello, 2012)

Eles voltamNão vejo tantos filmes brasileiros quanto gostaria, e são poucos que me interessam logo de cara, mas achei a sinopse de Eles voltam instigante e fiquei curiosa para assistir. O filme mostra dois irmãos que são obrigados pelos pais a sair do carro onde estavam e ficar na estrada. Logo o irmão vai embora, e a protagonista fica sozinha. Ela espera, mas ninguém aparece. Então a garota tem que se virar, conhece outras pessoas e vive uma realidade diferente da sua. O filme é um pouco parado e o silêncio é um elemento importante nele, então não é para qualquer um. Eles voltam se constrói com sutilezas e se firma a partir de pequenos momentos. Os personagens, talvez por causa disso, ficam quase indiferentes, inexpressivos, e isso me incomodou em alguns momentos, por mais que provavelmente seja proposital. Outra coisa que me incomodou foi que assisti a tarde, na hora do rush, quando o som do trânsito é alto, e acabei não conseguindo entender várias falas, além de às vezes ter que ficar aumentando e diminuindo o som por causa da diferença de volume entre as falas e os outros sons do filme ou a música. Avaliação: 3,5/5

3- A garota que conquistou o tempo (Mamoru Hosoda, 2006)

A garota que conquistou o tempoVi que essa animação estava com nota alta no Myanimelist e fiquei com vontade de assistir. É sobre uma garota que ganha um poder de viajar no tempo e o usa no seu cotidiano — para reviver momentos legais ou corrigir besteiras que cometeu, por exemplo. Não sei por que, mas adoro histórias de viagens no tempo, e com essa não foi diferente. Achei interessante porque a viagem no tempo não tinha grandes propósitos, mas mesmo assim podia causar grandes alterações. O filme é engraçado e envolvente. O problema é que no final começa a ficar um pouco confuso e eu não entendi direito as explicações dos motivos das viagens. Acho que seria melhor se o filme não complicasse tanto as coisas. Ao mesmo tempo, é interessante que o enredo seja viajado porque muita gente cria umas teorias estranhas que são curiosas de ler. Avaliação: 4/5

4- Memórias (Woody Allen, 1980)

MemóriasSeguindo minha meta de assistir os filmes mais famosos do Woody Allen, Memórias foi o escolhido da vez. Ou melhor, o que passou na televisão em um bom horário. Dizem que esse é o do Woody Allen, mas eu ainda não assisti , então não peguei as referências. Quando li algumas críticas sobre Memórias, entendi porque as pessoas gostam tanto do filme, mas não vi toda essa genialidade enquanto eu o assistia. É um bom filme para os fãs do diretor, mas não recomendo que vá assistir sem saber sobre o que é ou apenas por diversão. Avaliação: 3,5/5

5- Mogli: o menino lobo (Wolfgang Reitherman, 1967)

Mogli Mais um da série revendo-os-filmes-da-Disney-conforme-eles-passam-na-televisão. Não me lembrava de nada de Mogli além das músicas. E, depois de rever o filme, acho que a melhor parte é a musical mesmo. Gosto do Balu e do Baguera, que são a alma do filme. Fora isso, achei o final um pouco corrido, queria que algumas coisas tivessem sido mais desenvolvidas, ao mesmo tempo que alguns personagens poderiam ter sido cortados. Avaliação: 3,5/5

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Projetos de filmes e livros

Eu estava olhando o meu Listography e reparei que metade das minhas listas é de coisas para ler ou ver antes de morrer. Não sou dessas que acha que é obrigatório completar a lista, que é para mim mais como uma referência de clássicos e livros/filmes importantes. Mas, como adoro desafios e numerar as coisas, estabeleci algumas metas para mim, além de oficializar a participação em outros projetos. Todos os projetos e desafios atuais com suas respectivas listas estão na página de Projetos, que está na lateral do blog, para ficar mais fácil de visualizar.

Nesse post, só vou falar sobre meus novos projetos. Pensei em fazer um post assim só no final do ano, para incluir um possível desafio literário anual temático, mas como sempre finjo que não vou mais participar dessas coisas, fiz o post agora.

Sawyer reading challenge: esse desafio é do blog .Livro. Eu amo Lost e adoro o Sawyer, então decidi participar. Tem vários livros na lista que eu quero muito ler, e espero que participar do desafio me dê um incentivo para lê-los. Não vou fazer uma meta de leitura nesse projeto, vou ler quando der mesmo.

Rolling Stone’s 40 best YA novels: é a lista que vai ser mais fácil de completar. Eu vi essa lista e marquei os que já tinha lido e deu quase metade, então pensei: por que não completá-la? Tem vários livros que eu quero ler, então acho que não vai ser muito difícil. Só vou começar o projeto no ano que vem, com uma meta de seis livros por ano. Se eu quiser, vou ler as séries que estão na lista inteiras, mas não considero isso obrigatório, ler o primeiro volume já serve.

1001 livros para ler antes de morrer: não espero ler os 1001 livros nem nada do tipo, mas gostaria de ter um número de lidos um pouco mais expressivo que os atuais 40 da lista. Não vou estabelecer uma meta de um por mês porque achei que seria demais e se tornaria leitura por obrigação, então a meta é seis livros da lista por ano. Esse ano, já li os seis que precisava sem nem pensar nisso, então espero seguir nesse ritmo sem ter que ir atrás de livros que me desinteressam ou algo do tipo. Minha versão da lista é uma que peguei na internet, do livro original. Se eu tivesse a versão em português, seguiria ela, mas como já comecei com essa lista vou continuar com ela.

1001 filmes para ver antes de morrer: Eu sinto que faltam referências para eu entender vários filmes, então decidi começar o desafio para eu ver mais clássicos. Vou ver no mínimo um filme da lista por mês. Acho que não vai ser tão difícil ficar na meta, mas veremos como vai ser daqui a um tempo… Vou comentar os filmes como sempre faço, mas vai demorar um pouco porque ainda estou escrevendo sobre os filmes de agosto e não quero floodar o blog com post de filmes.

Animação todo mês: Esse projeto, como o nome indica, consiste em assistir a uma animação todo mês. Tem vários desenhos atuais que passam sempre na TV e eu fico com preguiça de ver, então decidi criar essa meta para me incentivar. Acho que vai ser muito fácil, porque costumo assistir até mais de uma animação por mês. Para esse desafio só contam animações que eu não tenha visto antes.

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Os últimos filmes que eu vi #7

1- Garota fantástica (Drew Barrymore, 2009)

Garota fantástica Quis ver o filme logo depois de ler o livro (com isso, dá para ver o quanto essa seção está atrasada). Embora eu ache legal essa comparação em seguida, acho mais difícil de avaliar o filme sozinho desse jeito. O filme foca mais na parte esportiva e é bem clichê, com um clima de superação, mas conseguiu me conquistar e até me emocionei um pouquinho no final. Avaliação: 3,5/5

  2- Frozen: uma aventura congelante (Chris Buck e Jennifer Lee, 2013)

Frozen Bom, eu tinha uma certa birra com Frozen. Fico meio brava quando qualquer animação 3D faz muito sucesso porque quanto mais isso acontece menos incentivo vão dar para animações 2D. E todo mundo falava taaaanto do filme, como se fosse a melhor coisa do mundo, o filme mais inovador, revolucionário e feminista que toda a humanidade já viu… Eu já estava cansada só de ouvir falar de Frozen. Mas eu sabia que quando assistisse, provavelmente iria gostar do filme. E eu gostei, mas continuo achando superestimado. No começo, estava achando o filme meio chatinho, só comecei a aproveitar melhor na parte da aventura de Anna, Kristoff e companhia — o Olaf me conquistou. Achei a Elsa pouco desenvolvida e não gostei da maioria das músicas, o que não foi nenhuma surpresa porque não costumo gostar de musicais. Toda aquela coisa de quebrar clichês machistas e tal é interessante, mas não acho que a parte familiar nem as questões mágicas tenham sido bem desenvolvidas, então acabou ficando meio estranho para mim. Não sei, senti que faltou coisa no filme. Avaliação: 3/5

3- A culpa é das estrelas (Josh Boone, 2014)

A culpa é das estrelasNão pretendia ver o filme no cinema, mas aí ele foi para a sessão especial, cuja meia entrada custa 3 reais… Li o livro e não consegui me conectar com os personagens. No filme, continuei achando-os falsos, sem vida própria. Não liguei para a parte romântica e para o final trágico. Mesmo assim, a adaptação me emocionou mais que o livro, porque eu me importei com a família da Hazel e os pais dela quase me fizeram chorar. Como o enredo não teve nenhuma surpresa, tirei 0,5 estrela em relação ao livro — acho adaptação muito fiel sem graça —, mas quem sabe se tivesse visto o filme primeiro eu teria gostado mais dele… Avaliação: 3/5

4- Da colina Kokuriko (Goro Miyazaki, 2011)

Da colina Kokuriko Descobri que estão passando várias animações japonesas na HBO, o que me dá uma força para eu assistir a filmes que quero ver faz tempo mas não vejo porque tenho preguiça de assistir online. No geral, Da colina Kokuriko é um filme leve, delicado e muito bonito. Não é fantasioso ou grandioso quanto os filmes mais famosos do Ghibli, é mais cotidiano e nostálgico e reflete vários elementos da cultura japonesa — que eu demorei para captar ou simplesmente não entendi por falta de conhecimento no assunto… Eu preferiria que o filme terminasse de outro modo e não o achei especialmente marcante, mas vale a pena para fãs de animação, talvez não pela história, mas pelo menos pelos cenários lindos. Avaliação: 4/5

  5- Paris-Manhattan (Sophie Lellouche, 2012)

Paris-Manhattan Vi essa comédia romântica francesa no Telecine Play porque queria me distrair. É um filme curto, com menos de uma hora e vinte minutos, e apresenta a história de Alice, uma mulher solteira obcecada pelo Woody Allen. Sua família lhe apresenta vários pretendentes, mas Alice sempre acaba sozinha conversando com seu pôster do Woody Allen, até que, como em toda comédia romântica, as coisas mudam. Achei o filme divertido, serviu para o seu propósito de distração, mas não é grande coisa. Dizem que tem muitas referências aos filmes do diretor de quem Alice tanto gosta, mas não percebi muitas delas, porque não vi a maioria dos filmes dele, então recomendo o filme mais para quem também é fanático pelo Allen. Avaliação: 3/5

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Os últimos filmes que eu vi #6

1- Divergente (Neil Burger, 2014)

Divergente Não sou das mais ansiosas para ver adaptação de livro no cinema, mas fiquei curiosa para ver Divergente, por achar que teria boas chances de ter sido bem adaptado e também por ter sido elogiado pelos fãs do livro. Não tinha expectativas altas por não ter morrido de amores pelo livro, mas gostei do filme. Teve algumas mudanças que deixaram a história mais clara e mais crível, os cenários são legais, eu gostei do ritmo e achei o filme envolvente. Pontos negativos: o romance foi mal desenvolvido (o Quatro mostra pouco o seu lado legal antes de ele e a Tris ficarem juntos), os amigos da Tris ficaram meio parecidos entre si e não tiveram muito destaque, algumas cenas como a da tirolesa ficaram meio soltas sem a importância que têm no livro, e eu me lembrei de que não gosto de cenas de ação… Preguiça de cenas de tiroteio e de lutas, acho muito artificial. Avaliação: 3,5/5

2- Inside Llewyn Davis: balada de um homem comum (Ethan e Joel Coen, 2013)

Inside Llewyn Davis Estava curiosa para ver esse filme sobre um cantor folk que nunca fez sucesso. Tentei ver quando estava em cartaz, mas a sessão deu problema e não consegui assistir. Aí, o Centro Cultural São Paulo fez uma mostra de cinema nórdico de gênero que comparava filmes nórdicos com americanos parecidos. Não vi nenhum nórdico, mas acabei tendo a chance de ver Inside Llewyn Davis na tela grande por um real (CCSP, eu te amo!). Sobre o filme em si, não é muito surpreendente quanto ao enredo, e nem acontece muita coisa, mas não acho que isso seja um problema, porque não me cansou. Não sei dizer exatamente o motivo de eu ter gostado tanto dele, mas fica a dica para quem gosta de música folk. Avaliação: 4/5

3- Ernest e Célestine (Stéphane Aubier, Vincent Patar e Benjamin Renner, 2012)

Ernest e Celestine  Só fiquei sabendo desse filme por causa da indicação para o Oscar de melhor animação. Achei que seria difícil de encontrar algum lugar para assisti-lo, mas acabou passando na televisão e antes disso eu tinha achado fácil um link para vê-lo pela internet. Ernest e Célestine é uma gracinha. O enredo é bem simples, mas a história envolve e tem até crítica social. É gostoso de assistir e é um bom filme para momentos de tédio. Não está na minha lista de animações favoritas, mas vale a pena. Avaliação: 4/5  

4- Hoje eu quero voltar sozinho (Daniel Ribeiro, 2014)

Hoje eu quero voltar sozinho Outro filme que eu vi por um real no Centro Cultural São Paulo. Eu já tinha visto o curta e gostado, mas não amei como tanta gente amou. A mesma coisa aconteceu com o longa. Achei que o filme começa um pouco artificial, e vai ganhando força aos poucos. É sensível, tem uma abordagem delicada para um tema delicado, mas eu senti falta de desenvolvimento em outras frentes além da romântica como a relação dos pais, a história do intercâmbio… Faltou fechar um pouco melhor essas partes da história. De qualquer jeito, eu gosto de filmes adolescentes brasileiros porque me identifico com eles e adoro ver o meu (antigo) cotidiano escolar no cinema. Além disso, também gosto de ver São Paulo em filmes, e reconheci alguns cenários em Hoje eu quero voltar sozinho. Avaliação: 3,5/5

5- Pocahontas: o encontro de dois mundos (Mike Gabriel e Eric Goldberg, 1995)

Pocahontas É muito triste perceber que eu não ligo tanto para quase nenhum filme da Disney que eu achava que era um dos meus favoritos. Pior ainda é não me lembrar se eles eram de fatos favoritos ou eu estou confundindo meu gosto com o da minha irmã. Em geral estou achando os filmes bonitinhos, com músicas legais, mas as histórias são muito simples e eu sinto que fica faltando alguma coisa… Pocahontas continua sendo legal, por ter lições importantes e tratar de um povo que tem pouco protagonismo em Hollywood, mas não vai ficar na memória como um filme excelente. Avaliação: 3,5/5

quarta-feira, 23 de julho de 2014

TAG: Animações

Estava preparando uma tag de filmes que ainda não postei e percebi que em metade das categorias eu queria colocar animações, mesmo que elas tivessem também uma categoria própria. Afinal, animações também me fazem rir, chorar, ficar com medo, etc. Então pensei: por que não bolar eu mesma uma tag só de animações? Como a tag é minha, as categorias são meio específicas para o que eu gosto e conheço melhor. Caso você queira fazer, pode incluir outras categorias ou tirar alguma. E mostre o seu post nos meus comentários, porque eu adoraria receber indicações.

A regra é escolher três filmes por categoria e comentá-los. Eu escolhi alguns filmes meio aleatórios, porque sou péssima para listar por qualidade ou algo do tipo, então não é necessariamente para serem os melhores de todos, e sim os que você quiser destacar.

1- Animações da Disney:

O Corcunda de Notre Dame O corcunda de Notre Dame: Desde que comecei a rever filmes da Disney, Corcunda é sem dúvida o que mais me impressionou. A maioria dos outros filmes eu achei divertida e só, mas esse eu achei profundo. Fiz um comentário sobre ele aqui.

O rei leãoO rei leão: Esse era meu grande favorito quando eu era criança, mas eu tenho um grande problema com ele: odeio o Mufasa, detesto essa coisa de monarquia e de a comida dos leões ser súdita deles e isso estar tudo bem. Mas ainda assim acho a animação muito boa, adoro a trilha sonora e amo o Timão e o Pumba. 

Tarzan Tarzan: Eu revi por acaso Tarzan uma noite no Disney Channel e gostei bastante. Não era um dos filmes que eu mais gostava quando menor, e talvez seja por questões de expectativas que eu tenha gostado dele agora, mas isso não importa. Eu chorei no final do filme mesmo não sendo tão triste, então acho que ele merece um lugar aqui.

2- Animações da Pixar:

RatatouilleRatatouille:  Para ser sincera, nem me lembro tanto de Ratatouille, mas sei que gostei muito quando assisti e isso é o que importa. Pretendo rever em breve.

UpUp: altas aventuras: Up tem um dos começos mais maravilhosos e tristes de todos os filmes que eu já vi. Não gosto muito da parte de aventura do filme, e mesmo assim ele continua valendo a pena.  

Toy Story 3Toy Story 3: Não sou tão fã da Pixar como quase todo mundo parece ser, mas é mais questão de preconceito meu com animação 3D porque as pessoas amam tanto que parecem não dar bola para filmes atuais em 2D do que de falta de qualidade do estúdio ou algo do tipo. Enfim, embora eu não ame Toy Story tanto quanto muita gente ame, gosto bastante da série e especialmente do 3, porque tem toda a questão de crescer e deixar os brinquedos para trás e eu sou muito ligada aos meus bichinhos de pelúcia.

3- Animações japonesas:

A viagem de ChihiroA viagem de Chihiro: Se não fosse por Chihiro, eu provavelmente não teria virado fã do Studio Ghibli. O filme é visualmente incrível e tem uma história muito boa que encanta adultos e crianças. 

O túmulo dos vagalumesTúmulo dos vagalumes: Filme tristíssimo sobre a segunda guerra mundial, e mostra que animação não é só coisa para criança. Para alguém que tem preconceito contra anime, talvez este possa acabar com isso, já que não é fantasioso.

Tokyo GodfathersTokyo Godfathers: Três moradores de rua encontram um bebê. É uma história de Natal muito engraçada, e também não é para crianças. O diretor, Satoshi Kon, dirigiu outros filmes importantes, dos quais eu só vi Paprika, que é tipo um A origem animado e japonês (digo isso sem ter visto A origem, mas…).

4- Animações francesas:

As bicicletas de BellevilleAs bicicletas de Belleville: Um filme meio estranho, mas muito legal. Gosto da animação, da história e da trilha sonora. Gosto muito também do outro filme do diretor, O mágico.

Um gato em Paris Um gato em Paris: Fora o traço bonito, Um gato em Paris não tem nada de muito especial, mas eu gosto bastante dele. É divertido, simples e prende a atenção.

Os contos da noite Contos da noite: Reúne mitos de vários lugares. A animação tem esse contraste entre as silhuetas e o fundo e é incrível. O filme é do diretor de Kirikou.

5- Animações em stop motion:

CoralineCoraline e o mundo secreto: Fiquei em dúvida entre Coraline e algum do Tim Burton, mas optei por esse porque adoro o livro e fiquei muito feliz de ter uma adaptação tão boa para o cinema, que consegue manter o clima sombrio do livro. E gosto muito da trilha sonora também.

A fuga das galinhas A fuga das galinhas: Adoro os trabalhos da Aardman, que conheci com os curtas de Wallace & Gromit. A fuga das galinhas é o meu filme favorito deles, mas não me lembro muito bem do filme em si.

Mary e Max  Mary e Max: uma amizade diferente: Outro filme triste, dessa vez sobre a amizade entre uma garota australiana e um senhor americano. É bem melancólico, mas também é engraçado (acho que quase todos os filmes mais adultos dessa lista tem essa mistura de humor e melancolia).

6- Outras animações 3D:

ShrekShrek: Adoro Shrek, mas com as continuações meio ruins e tal acabo não tendo uma imagem muito positiva do filme. Mas é bem engraçado, e gosto como brinca com os contos de fada.

A era do gelo A era do gelo: A mesma coisa que acontece com Shrek acontece com esse filme, que eu sempre esqueço que existe. Tenho que rever para confirmar se eu gosto mesmo dele ou não…

Meu malvado favoritoMeu malvado favorito: Não sou a maior amante desse filme como já deu para perceber, não sou a maior amante de animação 3D, mas achei Meu malvado favorito legal quando eu vi . Ainda não assisti à continuação, pretendo ver quando passar na TV.

7- Outras animações 2D:

Uma cilada para Roger RabbitUma cilada para Roger Rabbit: Esse filme mistura animação e pessoas de verdade, e eu achei que ficou legal e bem feito. Não achava que fosse gostar dele, porque sempre o associei à imagem sensual da Jessica Rabbit, mas gostei bastante quando o assisti.

Yellow submarineYellow submarine: Ok, esse entrou na lista meio por falta de opções. É bem maluco e psicodélico e eu não sei se eu gostava muito, mas é bem diferente dos outros da lista. E o Ringo tem um buraco no bolso e isso já é o suficiente.   

Em busca do vale encantadoEm busca do vale encantado: Tive um problema com essa última categoria, porque não me lembrava de quase nenhuma animação que eu tivesse assistido, gostado e que não se encaixava nas outras. Das últimas a que eu assisti, Spirit e Anastasia, não gostei muito. Então fui pelo valor sentimental e fiquei com Em busca do vale encantado, essa adorável história de dinossauros com infinitas sequências. Eu não vi todas, mas vi várias, então eu devia gostar muito, né? Enfim, outro filme para rever.